Dra. Renata Arbex - Pneumologista

Dra. Renata Arbex - Pneumologista Pneumologista com Visao Funcional, Medicina do Sono e Medicina de Precisão
Consultório: Edifício Victoria Venha respirar melhor!

Médica do Sono , Pneumologista e Medicina Funcional e Integrativa
Consultório: Rua Rodrigo Fernando Grillo, 207 sala 1310 Jardim dos Manacás Araraquara (em frente a Unip ) Tel: (16) 3357-7034 / 99790-0090.

Nem sempre o que sentimos começa “dentro” do corpo. O ambiente também participa dessa conversa.Quando determinados sinto...
14/08/2026

Nem sempre o que sentimos começa “dentro” do corpo. O ambiente também participa dessa conversa.

Quando determinados sintomas surgem ou se intensificam em períodos específicos, vale observar o padrão com mais atenção. Às vezes, o mais importante não é apenas identificar o sintoma, mas perceber o que estava acontecendo ao redor quando ele apareceu.

Essa observação pode trazer informações valiosas para uma avaliação médica e ajudar a diferenciar um desconforto pontual de algo que merece investigação mais aprofundada.

E aqui existe um ponto importante: não devemos atribuir automaticamente tosse, congestão, irritação, dores ou outros sintomas apenas ao clima. Quando eles se repetem, persistem ou começam a interferir na rotina, entender a causa faz diferença.

Conhecer seus padrões, cuidar do ambiente e buscar um diagnóstico preciso são formas de antecipar cuidados e proteger sua saúde de maneira mais consciente.

Porque construir uma Vida Viva também passa por entender o que o seu corpo tenta comunicar.

📚Referências:
• World Health Organization (WHO). WHO Global Air Quality Guidelines. 2021.
• Centers for Disease Control and Prevention (CDC). Mold and Health.
• U.S. Environmental Protection Agency (EPA). Indoor Air Quality.
• World Health Organization (WHO). WHO Guidelines for Indoor Air Quality: Dampness and Mould. 2009.

Ser pai também é construir presença ao longo do tempo.Presença para acompanhar fases, dividir experiências, conversar, o...
10/08/2026

Ser pai também é construir presença ao longo do tempo.
Presença para acompanhar fases, dividir experiências, conversar, orientar e participar de momentos que, muitas vezes, só percebemos o valor depois que passam.
Cuidar da própria saúde não significa ter controle sobre tudo o que pode acontecer. Mas significa olhar com atenção para o sono, a alimentação, o movimento, os sinais do corpo e para aquilo que precisa de acompanhamento.
Porque saúde também tem relação com disposição, autonomia e possibilidade de continuar fazendo parte da vida de quem importa.
A participação ativa dos pais tem um papel importante na construção de vínculos e no desenvolvimento dos filhos. E talvez exista aí mais um motivo para olhar para o próprio cuidado com responsabilidade.
Neste Dia dos Pais, que cuidar de si também seja uma forma de construir uma Vida Viva ao lado de quem você ama.
Feliz Dia dos Pais! 💙
Referências:
• Ministério da Saúde. Política Nacional de Atenção Integral à Saúde do Homem (PNAISH): eixo Paternidade e Cuidado.
• American Academy of Pediatrics. Fathers’ Roles in the Care and Development of Their Children: The Role of Pediatricians. Pediatrics.
• Centers for Disease Control and Prevention (CDC). About Sleep.
• World Health Organization (WHO). Physical Activity.

O intestino participa ativamente da defesa do organismo, mas a imunidade não depende apenas dele.A mucosa intestinal fun...
07/08/2026

O intestino participa ativamente da defesa do organismo, mas a imunidade não depende apenas dele.

A mucosa intestinal funciona como uma barreira e uma importante área de contato entre nutrientes, microrganismos e células de defesa. Nesse ambiente, a microbiota intestinal produz substâncias e participa da regulação de respostas imunológicas e inflamatórias.

A absorção adequada de proteínas, vitaminas e minerais também contribui para o funcionamento das células de defesa. Por isso, sintomas digestivos persistentes ou condições que prejudiquem a absorção de nutrientes podem precisar de investigação.

Mas é importante evitar conclusões simplistas: infecções recorrentes ou uma recuperação demorada não significam, necessariamente, que exista um problema intestinal ou uma deficiência nutricional.

O tipo e a frequência das infecções, a alimentação, o sono, o estresse, as doenças anteriores, os sintomas digestivos e os medicamentos em uso precisam ser considerados em conjunto. Até mesmo os antibióticos podem modificar temporariamente a composição da microbiota.

Investigar o organismo como um todo é integrar sintomas, histórico, hábitos e exames, sem abandonar o tratamento indicado para uma doença já identificada.

Cuidar da saúde com equilíbrio, ciência e individualização também faz parte de uma Vida Viva.

Referências científicas: • Gut Microbiota and Immune System Interactions. • Intestinal Barrier and Gut Microbiota: Shaping Our Immune Responses Throughout Life. • Nutrition, Immunosenescence, and Infectious Disease: An Overview of the Scientific Evidence.

Hoje celebramos o Dia Nacional da Saúde.Mas talvez seja o momento de lembrar que saúde nunca significou apenas não estar...
05/08/2026

Hoje celebramos o Dia Nacional da Saúde.

Mas talvez seja o momento de lembrar que saúde nunca significou apenas não estar doente.

Ela é construída todos os dias.

Nas escolhas que fazemos.

Na qualidade do nosso sono.

Na forma como respiramos.

Na alimentação.

Na atividade física.

Na maneira como lidamos com o estresse.

Nos relacionamentos que cultivamos.

Na conexão entre cérebro, intestino, imunidade, metabolismo e ambiente.

A medicina moderna já compreende que somos um sistema integrado. Genes importam, mas também importam nossas experiências, nosso estilo de vida, nossa exposição ao ambiente e nossa capacidade de adaptação.

Cuidar da saúde é muito mais do que esperar um exame alterar.

É investir na construção de um organismo resiliente, capaz de responder aos desafios da vida.

Meu propósito como médica é justamente esse: ajudar cada paciente a compreender não apenas a doença, mas o terreno biológico onde ela se desenvolve — sempre unindo ciência, prevenção e uma visão integrada da pessoa.

Neste Dia Nacional da Saúde, deixo uma reflexão:

Que organismo você está construindo todos os dias?

Referências científicas

• Constitution of the World Health Organization – conceito ampliado de saúde.
• The Lancet Series on Planetary Health – interação entre ambiente e saúde.
• McEwen BS. Protective and damaging effects of stress mediators. N Engl J Med. 1998;338:171–179.
• Cryan JF, O’Riordan KJ, Cowan CSM, et al. The Microbiota-Gut-Brain Axis. Physiol Rev. 2019;99:1877–2013.
• Popoli M, Yan Z, McEwen BS, Sanacora G. The stressed synapse. Nat Rev Neurosci. 2012;13:22–37. DOI: 10.1038/nrn3138.
• Holt-Lunstad J, Smith TB, Baker M, et al. Loneliness and social isolation as risk factors for mortality. Perspect Psychol Sci. 2015;10:227–237.
Maia CS, et al. Exposomics. EMBO Mol Med. 2025;17:599–608.

Microbiota Sono Inflamação Prevenção Pneumologia MedicinaDoSono QualidadeDeVida

03/08/2026

A dependência da nicotina não acontece da mesma forma para todas as pessoas.
Fatores genéticos, emocionais e relacionados ao funcionamento cerebral podem influenciar tanto a vulnerabilidade à dependência quanto a dificuldade para abandonar o cigarro ou o v**e.
Por isso, o cuidado pode envolver avaliação médica, acompanhamento em saúde mental e estratégias individualizadas. Embora a genética possa contribuir para a dependência, os te**es genéticos ainda não são utilizados de forma rotineira para definir o tratamento de quem deseja parar de fumar. A indicação precisa ser avaliada de maneira individual e responsável.
Hoje temos mais conhecimento e diferentes possibilidades de cuidado. O que já foi visto como algo comum ou até mesmo “legal” por outras gerações não precisa continuar sendo repetido pelas próximas.
Buscar ajuda também é uma forma de escolher uma vida mais saudável. Vida Viva.
Referências:
Benowitz NL. Ni****ne addiction. New England Journal of Medicine. 2010;362(24):2295–2303. DOI: 10.1056/NEJMra0809890.
MacKillop J, et al. The role of genetics in ni****ne dependence: mapping the pathways from genome to syndrome. Current Cardiovascular Risk Reports. 2010;4(6):446–453. DOI: 10.1007/s12170-010-0132-6.
Chen LS, Horton A, Bierut L. Pathways to precision medicine in smoking cessation treatments. Neuroscience Letters. 2018;669:83–92. DOI: 10.1016/j.neulet.2016.05.033.
World Health Organization. WHO clinical treatment guideline for to***co cessation in adults. Geneva: WHO; 2024.
**e

31/07/2026
PNEUMONIA NAO É TUDO IGUAL Ela pode ser causada por bactérias, vírus ou fungos, ocorrer por aspiração e ainda ser classi...
31/07/2026

PNEUMONIA NAO É TUDO IGUAL

Ela pode ser causada por bactérias, vírus ou fungos, ocorrer por aspiração e ainda ser classificada de acordo com o ambiente em que foi adquirida, como na comunidade ou durante uma internação hospitalar.

Essas diferenças importam porque influenciam a investigação e a escolha do tratamento.

A avaliação médica pode considerar o histórico de saúde, o exame físico, a saturação de oxigênio , exames de imagem e, quando necessário, te**es laboratoriais.

Hq situações q podem anteceder outra como a pneumonia viral anteceder a bacteriana,
Por alteração da imunidade .

Mais do que pensar em uma medida isolada, é importante cuidar continuamente do organismo como um todo, o terreno biológico, e assim da imunidade

Informação, prevenção e acompanhamento adequado também fazem parte de uma Vida Viva.

📚Referências:

Metlay JP et al. Diagnosis and Treatment of Adults with Community-acquired Pneumonia. American Journal of Respiratory and Critical Care Medicine. 2019.

Torres A et al. International ERS/ESICM/ESCMID/ALAT guidelines for the management of severe community-acquired pneumonia. European Respiratory Journal. 2023.

Mandell LA, Niederman MS. Aspiration Pneumonia. New England Journal of Medicine. 2019.

Centers for Disease Control and Prevention. Pneumonia: Causes, Risk Factors and Prevention.

30/07/2026

A dependência da nicotina não acontece da mesma forma em todas as pessoas.

Fatores genéticos podem aumentar a vulnerabilidade de algumas pessoas à dependência e influenciar a forma como o organismo responde à nicotina.

Combinações de genes podem ajudar a predispor e lembrar sempre do expossoma, o ambiente e condições em q se vive pode aumentar a chance do vício.

No cigarro eletrônico, essa preocupação pode ser ainda maior porque alguns dispositivos conseguem fornecer concentrações elevadas de nicotina, favorecendo o desenvolvimento e a manutenção da dependência, além da parte social de “inclusão “, em especial em adolescentes .

E o risco não está apenas na nicotina.

O aerossol produzido pelo v**e pode conter metais tóxicos, como chumbo, níquel e estanho, provenientes dos líquidos e dos componentes aquecidos do aparelho.

Genética não é destino, mas pode ajudar a explicar por que algumas pessoas desenvolvem dependência com mais facilidade.

Independentemente dessa predisposição, o cigarro eletrônico ou qq outro dispositivo inalavel não é inofensivo.

📚Referências:
- Benowitz NL. Neurobiology of ni****ne addiction: implications for smoking cessation treatment. *American Journal of Medicine*. 2008;121(4 Suppl 1):S3-S10. DOI: 10.1016/j.amjmed.2008.01.015.
- Jones SK, et al. Genetic variation within nicotinic acetylcholine receptor genes and smoking cessation: a systematic review. *Addiction Biology*. 2022.
- Gray N, et al. Toxic metals in liquid and aerosol from pod-type electronic ci******es. *Journal of Analytical Toxicology*. 2022.
- Olmedo P, et al. Metal concentrations in e-cigarette liquid and aerosol samples: the contribution of metallic coils. *Environmental Health Perspectives*. 2018;126(2):027010. DOI: 10.1289/EHP2175.
**e

24/07/2026

No inverno, algumas pessoas percebem que o corpo parece reagir com mais intensidade: o nariz entope, a pele coça, a cabeça dói, o intestino muda e a fadiga aumenta.

Mas isso não significa, automaticamente, que o problema esteja apenas na alimentação.

Em pessoas predispostas, o frio e o ar seco podem estimular a ativação de mastócitos e a liberação de mediadores, como a histamina. Ao mesmo tempo, ambientes fechados, exposição a ácaros e m**o, infecções respiratórias, piora do sono e estresse persistente podem se somar e tornar os sintomas mais evidentes.

A histamina também precisa ser metabolizada pelo organismo. Nesse processo, enzimas como a DAO e a HNMT exercem papéis importantes, e variações em sua atividade podem influenciar a tolerância individual. Ainda assim, congestão, coceira, vermelhidão, cefaleia, fadiga e desconforto gastrointestinal são manifestações pouco específicas e, isoladamente, não confirmam um diagnóstico.

Em algumas mulheres, as oscilações hormonais do ciclo menstrual também podem modificar a frequência ou a intensidade da enxaqueca e de outros sintomas. Por isso, observar quando, como e em quais circunstâncias eles aparecem pode trazer informações importantes para a investigação.

Mais do que controlar a crise ou retirar alimentos sem critérios, é necessário compreender os possíveis gatilhos, as exposições ambientais, o sono, o estresse, a saúde intestinal e a capacidade individual de metabolização.

Reconhecer essas conexões é parte de construir uma Vida Viva com mais consciência, estratégia e cuidado individualizado.

Referências:

Proud D, et al. Tryptase and histamine as markers to evaluate mast cell activation during responses to nasal challenge with allergen, cold, dry air, and hyperosmolar solutions. J Allergy Clin Immunol. 1992;89(6):1098-1110.

Maintz L, Novak N. Histamine and histamine intolerance. Am J Clin Nutr. 2007;85(5):1185-1196.

Comas-Basté O, et al. Histamine Intolerance: The Current State of the Art. Biomolecules. 2020;10(8):1181.

O organismo foi preparado para se adaptar. Diante de um desafio, ele mobiliza energia, aumenta o estado de alerta e reor...
20/07/2026

O organismo foi preparado para se adaptar. Diante de um desafio, ele mobiliza energia, aumenta o estado de alerta e reorganiza diferentes funções para responder ao que está acontecendo.

Essa resposta pode ser protetora quando ocorre por um período limitado e é seguida de recuperação. O problema aparece quando as exigências se acumulam e o corpo precisa se adaptar continuamente, sem tempo suficiente para retornar ao equilíbrio.

Ao longo do tempo, essa sobrecarga pode repercutir no sono, na memória, na concentração, no metabolismo, na imunidade e em diferentes sistemas do organismo. Não significa que todo estresse causará uma doença, mas que a frequência, a intensidade e a capacidade individual de recuperação fazem diferença.

Por isso, cuidar da saúde não começa apenas quando os sintomas aparecem. Também envolve observar o contexto em que o corpo está vivendo e fortalecer, de forma individualizada, os recursos que favorecem sua adaptação.

Preparar o organismo hoje é ampliar as possibilidades de uma Vida Viva, com mais equilíbrio, funcionalidade e saúde ao longo do tempo.

**Referências:**

McEwen BS. *Protective and damaging effects of stress mediators.* N Engl J Med. 1998. DOI: 10.1056/NEJM199801153380307.

Popoli M, Yan Z, McEwen BS, Sanacora G. *The stressed synapse: the impact of stress and glucocorticoids on glutamate transmission.* Nat Rev Neurosci. 2012. DOI: 10.1038/nrn3138.

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