João Vitor Vitorino

João Vitor Vitorino 🇪🇸Osteopata C.O Escuela de Osteopatia de Madrid
🇳🇿Cert. MDT McKenzie Institute Internati

16/05/2026

A Síndrome da Junção Toracolombar (Síndrome de Maigne) é uma causa frequentemente
subdiagnosticada de dor lombar, podendo também gerar dor referida para região glútea e
abdominal inferior.

Trata-se de uma condição de origem mecânica, relacionada à irritação dos ramos dorsais dos nervos T11–L1 ou ao aprisionamento do nervo cluneal superior. Sua apresentação clínica pode mimetizar outras disfunções musculoesqueléticas, dificultando o
diagnóstico. A correlação entre achados de imagem e sintomas é limitada, tornando o exame clínico e os bloqueios diagnósticos ferramentas importantes. O tratamento deve ser direcionado à estrutura envolvida, com abordagem conservadora como primeira linha.

O reconhecimento dessa síndrome pode impactar diretamente na efetividade do manejo da dor lombar (Randhawa et al., 2022).

Especialização constante não é sobre acumular diplomas, é sobre abrir a mente. O conhecimento tira a gente da zona de co...
14/05/2026

Especialização constante não é sobre acumular diplomas, é sobre abrir a mente. O conhecimento tira a gente da zona de conforto e abre portas que a gente nem sabia que existiam.

* Osteopata C.O. pela escola de Osteopatia de Madrid
internacional
* Osteopatia pediátrica - OSTEOKIDS
* Certif**ado MDT Mckenzie Institute International;
* Especialização em Ortopedia e traumatologia (UNICAMP)
* Curso internacional de lesões do corredor - Irene Davis 🇺🇸
* Curso internacional: neuropatias compressivas da
coluna: mecanismos, avaliação e gerenciamento - Annina Schimid 🇬🇧
* Curso internacional de reabilitação do ombro - Ann Cools 🇧🇪
* Curso avançado em pontos-gatilho miofasciais e sensibilização central nas dores crônicas 🇺🇸

16 anos entre essas duas fotos e 17 anos de Cínica em Araraquara. Muita gente passou por aqui, pacientes que viraram ami...
09/05/2026

16 anos entre essas duas fotos e 17 anos de Cínica em Araraquara.
Muita gente passou por aqui, pacientes que viraram amigos e profissionais que somaram à nossa trajetória. A estrutura mudou, a tecnologia evoluiu, mas a nossa essência segue firme e forte.
Seguimos investindo no que há de mais moderno na ciência para que você viva sem dor.

O tempo passa, o compromisso f**a.

07/05/2026

Dor lombar é comum, mas isso não signif**a que seja simples.
A ciência mais recente mostra que, na maioria dos casos, não existe uma causa estrutural clara na maioria dos casos.

Exames muitas vezes não mudam o tratamento e podem até gerar mais preocupação do que solução.
A evolução costuma ser favorável, mas com episódios recorrentes ao longo do tempo.
Fatores como dor inicial mais intensa, aspectos emocionais e estilo de vida influenciam mais do que alterações em exames.

Entender isso muda completamente a forma de conduzir o tratamento.
Menos foco em “achados” e mais em função, movimento e fatores modificáveis.
É assim que decisões clínicas se tornam mais seguras e baseadas em evidência.

29/04/2026

Dor no quadril ou na região glútea em corredores nem sempre está relacionada à fraqueza muscular.

Com o aumento de volume e intensidade, é comum que haja um excesso de carga sobre estruturas já bastante exigidas.
Embora existam evidências sobre exercícios com maior ativação dos glúteos, a aplicação prática depende do contexto clínico.
A escolha do tipo de estímulo (isométrico, excêntrico, controle motor) deve ser individualizada.
Mais do que fortalecer, é essencial entender a origem da dor e ajustar o processo de treino.

03/04/2026

As manipulações e mobilizações da coluna cervical demonstraram benefícios signif**ativos na redução da dor orofacial, para diminuir a intensidade da dor e aumentar os limiares de dor à pressão nos músculos mastigatórios.

LA TOUCHE, Roy et al. Effect of Manual Therapy and Therapeutic Exercise Applied to the Cervical Region on Pain and Pressure Pain Sensitivity in Patients with Temporomandibular Disorders: A Systematic Review and Meta-analysis.

31/03/2026

O estudo publicado no JAMA Internal Medicine avaliou 602 pessoas entre 41 e 76 anos que fizeram ressonância dos dois ombros. O resultado chamou atenção: 99% tinham alguma alteração no manguito rotador.

Entre os ombros sem dor, 96% também apresentavam alterações na ressonância.
Ou seja, muitas dessas alterações parecem fazer parte de um processo natural, e não necessariamente da causa da dor.
Por isso, encontrar uma alteração na ressonância não signif**a automaticamente que ela seja a responsável pela dor.

Referência: Ibounig T et al. JAMA Intern Med, 2026.

26/03/2026

Dor não é só física. Ela também passa pela forma como o paciente é ouvido e acolhido.

Profissionais mais empáticos estão associados a menor intensidade de dor, menor incapacidade e melhor qualidade de vida ao longo do tempo. Quando existe uma boa aliança terapêutica — com objetivos claros, tarefas bem definidas e um vínculo de confiança — os resultados também tendem a ser melhores.

No fim das contas, não é só sobre a técnica. É sobre relação, escuta e cuidado de verdade.

Licciardone JC et al. JAMA Network Open, 2024.
Bishop F et al. BMJ Open, 2021.

👉 Neste final de semana concluí o módulo prático de um curso avançado com foco em pontos-gatilho miofasciais e sensibili...
23/03/2026

👉 Neste final de semana concluí o módulo prático de um curso avançado com foco em pontos-gatilho miofasciais e sensibilização central nas dores crônicas, abordando técnicas de agulhamento associadas à estimulação elétrica.

👨‍🏫 O curso foi ministrado por duas referências mundiais no tema:

✔️ John Z. Srbely, DC, PhD - Canadá;
✔️ Jay P. Shah, MD - EUA.

Além disso, o curso reuniu médicos, dentistas e fisioterapeutas de todo o Brasil, promovendo uma troca rica de experiências e conhecimento.

Uma experiência extremamente enriquecedora, agregando mais conhecimento para o manejo da dor crônica baseado em ciência e prática clínica.

10/03/2026

Dor persistente na coluna nem sempre signif**a que ainda existe uma lesão no local.

Muitas vezes, o que acontece é que o sistema de dor do corpo f**a mais sensível. No início, a dor pode surgir por uma lesão ou sobrecarga. Mas quando ela dura muito tempo, o cérebro e a medula podem “aprender” esse padrão e continuar enviando sinais de dor mesmo quando os tecidos já melhoraram. Por isso, em muitos casos, exames não explicam totalmente o que a pessoa sente.

Além disso, fatores como estresse, ansiedade, preocupações e sono ruim também podem aumentar essa sensibilidade do sistema de dor. Entender isso ajuda a explicar por que tratar apenas a estrutura da coluna muitas vezes não é suficiente para melhorar a dor.

Referência: The Clinical Journal of Pain. Publish Ahead of Print. DOI: 10.1097/AJP.0000000000001362.

Endereço

Humaita, 2141
Araraquara, SP
14801-385

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