Rafaela Beraldo Modé

Rafaela Beraldo Modé Ráfa Modè | Psicóloga | CRP 06/142345
✨ Psicóloga | Palestrante
💘💍🔒
Empoderando mulheres e empresas com foco em saúde mental e desempenho.

Você sabe quando está errando no atendimento?É fácil perceber o erro técnico. Difícil é perceber o erro que a sua formaç...
18/06/2026

Você sabe quando está errando no atendimento?

É fácil perceber o erro técnico. Difícil é perceber o erro que a sua formação não te preparou para ver.

Arraste esse carrossel porque essa é uma conversa que precisa acontecer mais entre psicólogos. 👉

Tem um tipo de falha clínica que a maioria de nós nunca aprendeu a nomear.

Não é má-fé. Não é preconceito declarado. É a lacuna que f**a quando a graduação passa em branco por determinadas populações e vivências.

E essa lacuna tem consequências reais para quem está na cadeira ao lado da nossa.

Pacientes LGBTQIAPN+ desenvolvem uma sensibilidade muito apurada para o desconforto alheio.

Faz sentido: é uma habilidade de sobrevivência que muitos constroem ao longo de anos lidando com ambientes hostis.

Se você está desconfortável no atendimento, eles sabem. Mesmo que você não perceba.

Dano iatrogênico — ou seja, dano causado pela própria terapia — não exige intenção para acontecer.

Elé se instala quando o espaço terapêutico, mesmo sendo bem-intencionado, repete as mesmas mensagens de invalidação que o paciente já carrega.

É um conceito que todo psicólogo deveria conhecer.

A resposta não é a culpa. É o movimento.

Reconhecer a lacuna e decidir preenchê-la com estudo sério é o que separa uma prática estagnada de uma prática que realmente acompanha quem está na sala.

Se você chegou até aqui, provavelmente já se perguntou "será que estou atendendo bem pacientes LGBTQIAPN+?".

Esse incômodo não é fraqueza. É ética em funcionamento.

Salva esse post pra revisitar. E se quiser continuar essa conversa, ativa o sininho — tem muito mais por vir. 🔔

15/05/2026
25/04/2026

Até quando???

Às vezes não é amor.É um laço de trauma.Nem sempre isso aparece como algo “grave”. Geralmente surge como a dificuldade d...
06/02/2026

Às vezes não é amor.
É um laço de trauma.

Nem sempre isso aparece como algo “grave”. Geralmente surge como a dificuldade de ir embora, mesmo sabendo que dói. Como saudade que aumenta na ausência. Como euforia nos momentos bons e apagamento nos momentos ruins.

O amor expande.
Mesmo quando desafia, ele permite que o corpo descanse.
Não exige que você se abandone para ser escolhido(a).

O laço de trauma não é sobre amor — é sobre sobrevivência.
Ele se forma quando cuidado e dor se misturam, quando a conexão vem depois do sofrimento e o corpo aprende a confundir intensidade com intimidade.

Alguns sinais sutis: • ansiedade que parece saudade
• afeto intermitente que parece amor profundo
• limites que soam como abandono
• calma que parece estranha ou vazia

Isso não é fraqueza.
É um sistema nervoso que aprendeu a se adaptar à inconsistência.

Na clínica, uma pergunta costuma esclarecer muito: “Você se sente mais você mesmo(a) nessa relação — ou menos?”

A cura não começa forçando uma saída.
Começa quando o corpo aprende que segurança não precisa ser conquistada pela dor.

Algumas reorientações terapêuticas importantes: • observar como o corpo f**a depois das interações, não só nos momentos bons
• aprender a tolerar a calma sem buscar intensidade
• sustentar limites mesmo quando culpa ou medo aparecem
• compreender que a “abstinência” pode parecer amor, mas muitas vezes é o sistema nervoso se reorganizando

Se algo aqui te tocou, faça uma pausa.
Não há nada de errado com você.

O amor não exige que você sangre para pertencer.
O amor permite que você respire.

Tudo em você é bem-vindo.Até as partes que você aprendeu a esconder tão bem que esqueceu que estavam lá.As partes que fa...
30/01/2026

Tudo em você é bem-vindo.

Até as partes que você aprendeu a esconder tão bem que esqueceu que estavam lá.
As partes que falam em silêncio, em tensão, em lágrimas que chegam sem uma história clara.
As partes que não buscam compreensão — elas querem descanso.
As partes que não querem cura — elas querem ser amparadas sem explicação.

Na sala de terapia, não estamos escavando para corrigir você.
Estamos escutando o que seus sintomas têm protegido.

A ansiedade é, muitas vezes, uma vigilância que nunca aprendeu a baixar a guarda.

A depressão é, frequentemente, a exaustão de carregar um luto não vivido.

O vício é, muitas vezes, o sistema nervoso tentando regular a dor na única linguagem que lhe foi ensinada.

A resistência é, frequentemente, a sabedoria que sabe que avançar rápido demais seria outro tipo de violência.

Nada aqui precisa ser forçado a abrir.

A psique se abre quando se sente segura o suficiente para ser lenta.

A verdadeira transformação não é catarse.
É contato.
Com o corpo.
Com a memória.
Com os lugares onde o sentido se quebrou e, em vez disso, se adaptou.

Com o tempo, algo sutil acontece:
* A guerra interna torna-se uma conversa.
* O crítico torna-se um protetor.
* O sintoma torna-se um mensageiro.
* E o eu (self) torna-se um lar.

Não se trata de tornar-se alguém novo.
Trata-se de reivindicar o direito de existir como você já é — sem pedir desculpas, sem performance, sem abandono.

A cura, em seu nível mais profundo, não é aperfeiçoamento.
É reencontro.

​O Texto

​O texto "All of you is welcome" (Tudo em você é bem-vindo) foi escrito por Gretchen Schmelzer, PhD. Ela é uma psicóloga aplicada e autora do livro "Journey Through Trauma" (Jornada Através do Trauma). Seus escritos focam muito na integração das "partes" feridas e no ritmo necessário para a cura real.

​A Imagem

​A ilustração da "lua" acolhendo a figura feminina é da artista ucraniana Tania Yakunova. O estilo dela é conhecido por usar formas orgânicas e temas que evocam introspecção e conexão emocional.

22/01/2026

Explicando o cérebro de uma pessoa trans. Eu já sabia da explicação, mas gostei muito da forma didática que ele colocou.

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