18/06/2026
Você sabe quando está errando no atendimento?
É fácil perceber o erro técnico. Difícil é perceber o erro que a sua formação não te preparou para ver.
Arraste esse carrossel porque essa é uma conversa que precisa acontecer mais entre psicólogos. 👉
Tem um tipo de falha clínica que a maioria de nós nunca aprendeu a nomear.
Não é má-fé. Não é preconceito declarado. É a lacuna que f**a quando a graduação passa em branco por determinadas populações e vivências.
E essa lacuna tem consequências reais para quem está na cadeira ao lado da nossa.
Pacientes LGBTQIAPN+ desenvolvem uma sensibilidade muito apurada para o desconforto alheio.
Faz sentido: é uma habilidade de sobrevivência que muitos constroem ao longo de anos lidando com ambientes hostis.
Se você está desconfortável no atendimento, eles sabem. Mesmo que você não perceba.
Dano iatrogênico — ou seja, dano causado pela própria terapia — não exige intenção para acontecer.
Elé se instala quando o espaço terapêutico, mesmo sendo bem-intencionado, repete as mesmas mensagens de invalidação que o paciente já carrega.
É um conceito que todo psicólogo deveria conhecer.
A resposta não é a culpa. É o movimento.
Reconhecer a lacuna e decidir preenchê-la com estudo sério é o que separa uma prática estagnada de uma prática que realmente acompanha quem está na sala.
Se você chegou até aqui, provavelmente já se perguntou "será que estou atendendo bem pacientes LGBTQIAPN+?".
Esse incômodo não é fraqueza. É ética em funcionamento.
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