Psicóloga Tarini Suzan

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Na esquizoanálise, Deleuze e Guattari trabalham com o conceito de objeto parcial.Diferente do que aprendemos, não nos re...
22/07/2026

Na esquizoanálise, Deleuze e Guattari trabalham com o conceito de objeto parcial.

Diferente do que aprendemos, não nos relacionamos com totalidades. Nos relacionamos com fragmentos — com partes, intensidades, potências.

Você não ama uma pessoa inteira.
Você ama um gesto, uma presença, uma forma de olhar.
Você não odeia um trabalho inteiro.
Você odeia uma dinâmica, uma relação, uma sensação específica.

Isso não é superficialidade. É a forma real como o desejo funciona.

O problema aparece quando confundimos o objeto parcial com o que ele deveria ser segundo as normas sociais.

A cultura nos ensina que uma relação deve ser isso. Que uma família deve ser aquilo. Que um amor deve caber naquela forma.

E aí a gente para de perceber o que realmente nos afeta — e começa a viver o que é esperado.

Suas relações são o que são — ou são como deveriam ser?

Essa é a pergunta que a esquizoanálise não deixa escapar.

Fechamento:
Na clínica, a gente aprende a escutar o que realmente nos move — antes de perguntar se deveria.


Tarini Gonçalves | Psicóloga | Mestra em Psicologia | CRP 08/28274
Esquizoanálise · Avaliação Psicológica · Análise Institucional
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saúdemental

20/07/2026

O mundo não para para que você se cure.
A vida continua exigindo, atravessando, convocando.

E é justamente vivendo que a cura acontece.
Não no isolamento, não na espera de estar “pronto”, mas no encontro com a realidade, com os limites, com as repetições e com aquilo que insiste em doer.

Na Esquizoanálise, a cura não é apagar o sofrimento,
é transformar a forma como você se relaciona com ele.
É deixar de fugir, de se anestesiar, de adiar a própria vida esperando um dia ideal.

Você não se cura fora da vida.
Você se cura atravessando-a com mais consciência, escuta e responsabilidade.

Viver também é um processo terapêutico —
quando há espaço para simbolizar o que foi vivido.

17/07/2026

Em 1518, quatrocentas pessoas em Estrasburgo começaram a dançar sem parar — algumas até morrer. Ninguém explicou.
Mas Spinoza teria uma resposta.
Para ele, somos seres de afeto antes de sermos seres de razão. O corpo é afetado pelo mundo — por relações, situações, tensões — antes que a mente consiga processar.
Quando esse afeto não é compreendido, ele encontra outro caminho.
Spinoza identificou três afetos primários: o desejo, a alegria e a tristeza. Tudo que sentimos deriva de alguma combinação desses três.
E a chave não é eliminar os afetos. É conhecê-los — porque só o que você conhece você pode mover com intenção.
Isso é o que ele chamou de liberdade. E é o que a gente trabalha na clínica.
Qual afeto tem tomado mais espaço na sua vida ultimamente? Me conta nos comentários.

Tarini Gonçalves | Psicóloga | Mestra em Psicologia
Esquizoanálise · Avaliação Psicológica · Análise Institucional
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saúdemental

O modelo médico explica a depressão como desequilíbrio de neurotransmissores. A psicanálise, como luto não elaborado, pe...
15/07/2026

O modelo médico explica a depressão como desequilíbrio de neurotransmissores. A psicanálise, como luto não elaborado, perda de objeto.
São leituras válidas. Mas incompletas.
A esquizoanálise faz uma pergunta diferente:
O que está bloqueado?
Para Deleuze e Guattari — a partir de Spinoza — a depressão não é ausência de alegria. É ausência de movimento. É quando o desejo perde a capacidade de fluir, de criar, de se conectar com a vida.
Não porque a pessoa falhou.

Mas porque algo — uma relação, uma instituição, um modo de viver — está impedindo esse fluxo.
A pessoa deprimida muitas vezes não perdeu a vontade de viver.

Ela perdeu o acesso às forças que a fazem sentir que vale a pena.
E isso tem endereço. Tem história. Tem contexto.
Na clínica, isso muda a pergunta central.

Não é apenas “o que você sente?”

É “o que em você não está conseguindo se mover — e por quê?”

Se você convive com esse peso e sente que as explicações que já recebeu não chegaram lá — pode ser que a pergunta ainda não foi a certa.
Manda mensagem ou acessa o link na bio.

psicóloga

13/07/2026

Deleuze disse uma coisa que eu não consigo parar de pensar.
A filosofia não serve pra conversas de bar.
Ela serve pra algo muito mais urgente: impedir que a estupidez seja tão grande quanto seria sem ela.
Não porque as pessoas leem Deleuze no café da manhã. Mas porque a mera existência do pensamento filosófico cria um limite — um nível mínimo de complexidade que contamina a cultura, a linguagem, a forma como nos enxergamos.
Assim como as artes impedem que a brutalidade tome conta completamente.
Criar é resistir.
E quando Nietzsche fala em prejudicar a estupidez — ele não está sendo arrogante. Ele está dizendo que pensar é um ato político. Que a profundidade não é luxo de intelectual. É o que nos mantém humanos.
Eu penso nisso toda vez que alguém me pergunta por que eu uso filosofia na clínica.
Porque trazer Espinosa, Deleuze, Guattari pra dentro de uma sessão não é erudição.

É oferecer a alguém uma linguagem que ainda não tinha — pra nomear o que sente, o que vive, o que não conseguia explicar.
E quando você nomeia, você move.

Quando você move, você existe de outro modo.

Filosofia não é difícil. É necessária.


Tarini Gonçalves | Psicóloga | Mestra em Psicologia | CRP 08/28274

Esquizoanálise · Avaliação Psicológica · Análise Institucional

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Claudio Ulpiano disse uma coisa que ficou comigo:"Eu começo a entender que a vida pode ser uma coisa muito bonita quando...
03/07/2026

Claudio Ulpiano disse uma coisa que ficou comigo:

"Eu começo a entender que a vida pode ser uma coisa muito bonita quando a penso como devires de produção — e não como campo significativo e fantasmático."

Isso resume a diferença entre duas formas de entender o inconsciente.

Na psicanálise tradicional, o inconsciente é um arquivo — família, castração, Édipo, falta. Você sofre porque carrega marcas de uma origem.

Na esquizoanálise, o inconsciente é um campo de forças. Você não sofre porque falhou. Você sofre porque existem forças atravessando a sua vida — sociais, políticas, relacionais — que muitas vezes nem percebe.

O Édipo existe. O sofrimento é real. Mas ele não nasce em você. Ele é produzido ao seu redor.

E quando você entende isso, a pergunta muda completamente.

01/07/2026

Setembro amarelo não resolve saúde mental no trabalho.

Uma palestra bonita, também não.

A atualização da NR1 tornou obrigatório o que muitas empresas ainda ignoram: o mapeamento dos riscos psicossociais no ambiente de trabalho.

Sobrecarga. Metas incompatíveis. Assédio. Falta de suporte. Funções sem clareza. Jornadas que não terminam.

Esses fatores adoecem pessoas de verdade — e agora têm endereço legal.

Se você é gestor, RH ou empresário, a pergunta que precisa estar na pauta não é "como cumprimos a norma?"

É: o que na nossa estrutura está protegendo as pessoas — e o que está adoecendo?

A diferença entre as duas perguntas é tudo.

Sou Tarini Gonçalves, mestra em Psicologia e especialista em Análise Institucional. Trabalho para que a NR1 seja aplicada com clareza e resultado real — para a empresa e para quem trabalha nela.

Se a sua empresa ainda não sabe por onde começar, é exatamente aí que eu entro.

Esquizoanálise é uma das abordagens mais recentes que existem — e por isso, menos conhecidas — usada pela psicologia.Não...
29/06/2026

Esquizoanálise é uma das abordagens mais recentes que existem — e por isso, menos conhecidas — usada pela psicologia.
Não é difícil. É diferente.
Ela não pergunta o que há de errado com você.
Ela pergunta que forças estão atravessando a sua vida.
Desenvolvida por Gilles Deleuze e Félix Guattari a partir de Spinoza, a esquizoanálise entende o sofrimento não como falha individual — mas como efeito de relações, instituições e modos de vida que a gente raramente questiona.
Na clínica, isso muda tudo.
A sessão não é sobre decifrar símbolos do passado.
É sobre escutar o que em você quer se mover — e o que está sendo impedido de se mover.
Se você sempre sentiu que as explicações convencionais sobre o que você sente não chegavam lá — talvez seja porque você precisava de uma pergunta diferente.
Salva esse post.
Nos próximos, eu vou te contar tudo.

Avaliação Psicológica não é triagem. Não é consulta. E não é terapia.É um processo técnico — e exclusivo do psicólogo — ...
22/06/2026

Avaliação Psicológica não é triagem. Não é consulta. E não é terapia.

É um processo técnico — e exclusivo do psicólogo — que existe pra responder uma pergunta específica sobre você.

Corpo:

Muita gente chega até mim sem saber que esse serviço existe, ou achando que é só pra casos extremos.
Não é.
A Avaliação Psicológica pode ser solicitada quando você quer entender melhor como você processa informação, aprende e toma decisões — ou quando um médico, escola, empresa ou juízo precisa de um laudo formal.
Alguns dos contextos mais comuns em que ela é indicada:
— Investigação diagnóstica

— Orientação profissional e de carreira

— Contexto jurídico: guarda, interdição, perícias

— Admissão em concursos e processos seletivos que exigem laudo

— Quando você simplesmente quer um mapa mais claro de como funciona a sua mente
O processo envolve entrevistas, aplicação de instrumentos padronizados e análise clínica. Ao final, você recebe um laudo — um documento técnico com validade legal.

Fechamento:

Se você ou alguém próximo está nessa situação e não sabe por onde começar, é exatamente pra isso que você pode me chamar.
Me manda uma mensagem ou acesse o link na bio.

17/06/2026

Você faz tudo o que é esperado — e a angústia continua.

A primeira coisa que a gente faz é se culpar.
"Sou ansiosa. Sou difícil. Preciso me ajustar."

A esquizoanálise faz uma pergunta diferente.

Ela não pergunta só quais são os seus sintomas.
Ela pergunta: que forças estão atravessando a sua vida?

Porque a gente não sofre isolada. A gente sofre dentro de relações, de instituições, de expectativas que muitas vezes parecem naturais — mas não são.

Às vezes a angústia não nasce porque você falhou.
Ela nasce porque você tentou caber em lugares que já não comportam mais quem você é.

A angústia também é pista.
Uma pista de que algo no modo como você está vivendo precisa ser escutado de outra forma.

A questão não é romantizar a angústia.
É parar de tratá-la como defeito.

Se você tem vivido no automático — talvez a pergunta não seja só "como eu paro de sentir isso".
Talvez seja: o que essa angústia está tentando me mostrar?

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Assis, SP

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