22/07/2026
Na esquizoanálise, Deleuze e Guattari trabalham com o conceito de objeto parcial.
Diferente do que aprendemos, não nos relacionamos com totalidades. Nos relacionamos com fragmentos — com partes, intensidades, potências.
Você não ama uma pessoa inteira.
Você ama um gesto, uma presença, uma forma de olhar.
Você não odeia um trabalho inteiro.
Você odeia uma dinâmica, uma relação, uma sensação específica.
Isso não é superficialidade. É a forma real como o desejo funciona.
O problema aparece quando confundimos o objeto parcial com o que ele deveria ser segundo as normas sociais.
A cultura nos ensina que uma relação deve ser isso. Que uma família deve ser aquilo. Que um amor deve caber naquela forma.
E aí a gente para de perceber o que realmente nos afeta — e começa a viver o que é esperado.
Suas relações são o que são — ou são como deveriam ser?
Essa é a pergunta que a esquizoanálise não deixa escapar.
Fechamento:
Na clínica, a gente aprende a escutar o que realmente nos move — antes de perguntar se deveria.
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Tarini Gonçalves | Psicóloga | Mestra em Psicologia | CRP 08/28274
Esquizoanálise · Avaliação Psicológica · Análise Institucional
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