Clínica de Psicologia Persona LTDA

Clínica de Psicologia Persona LTDA A Clínica de Psicologia Persona - Rua São Leonardo, N° 94, Centro, CEP: 36200-020
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A Clínica Psicologia Persona atua na área de Atendimento Clínico - Orientações Psicanalítica, Comportamental, Existencial, Humanista, Sistêmica, à crianças, adolescentes, adultos e idosos, Orientação de Pais, Psicoterapia em Casal e familiar, Avaliação Psicológica, Orientação Vocacional, Psicodiagnóstico, Apoio Psicopedagógico e Recursos Humanos, contendo uma equipe especializada de profissionais

devidamente registrados no CRP, atendendo através dos seguintes convênios: Bradesco Saúde, COPASS Saúde, CEMIG/FORLUZ Saúde, CEDPLAN, IPSM, Paz Eterna, Planaf, Sindicato Rural, Sicoob VIVAMED, Vale Saúde, VITALLIS, RENYLAB, Sindicato dos Servidores Públicos e SIMPRO MINAS. Em breve atenderemos a outras empresas às quais estamos em processo de credenciamento, além do atendimento PARTICULAR a preços acessíveis. Trabalhamos com os melhores profissionais, nas melhores condições visando benefícios para ambas as partes.

Freud inaugurou uma nova forma de compreender o sofrimento humano ao introduzir o inconsciente como objeto de investigaç...
28/07/2026

Freud inaugurou uma nova forma de compreender o sofrimento humano ao introduzir o inconsciente como objeto de investigação clínica. Depois dele, muitos autores ampliaram, reformularam e, em alguns momentos, criticaram suas formulações.

Ferenczi aprofundou a importância da relação analítica;
Melanie Klein revolucionou a compreensão da infância e das relações objetais;
Anna Freud desenvolveu a psicologia do ego e os mecanismos de defesa;
Winnicott mostrou como o ambiente participa da constituição do sujeito;
Lacan promoveu um retorno rigoroso aos textos de Freud, articulando-os com a linguística e a filosofia.

Todos seguiram caminhos próprios, mas nenhum deles pode ser compreendido sem conhecer o fundador da psicanálise.

A psicanálise continua viva justamente porque nunca deixou de dialogar com sua própria história.

📚 Referências: Freud (1915, 1923); Ferenczi (1932); Melanie Klein (1932, 1946); Anna Freud (1936); Winnicott (1953, 1965); Lacan (1953–1981).

Em 1895, Freud começou a escutar um sofrimento que a medicina ainda não conseguia explicar.Mais de um século depois, os ...
27/07/2026

Em 1895, Freud começou a escutar um sofrimento que a medicina ainda não conseguia explicar.

Mais de um século depois, os nomes mudaram: ansiedade, burnout, pânico, compulsões. Mas a pergunta permanece:

O que esse sofrimento quer dizer?

A psicanálise não oferece respostas prontas. Ela oferece um lugar onde a palavra pode encontrar sentido.

E talvez seja justamente isso que ainda nos falta: tempo para escutar.

💬 O que você pensa sobre isso?

Se este conteúdo fez sentido para você, compartilhe e acompanhe Gustavo Damasceno/ Clínica Persona para mais reflexões sobre psicanálise, cultura e saúde mental.

Referências:
FREUD, S.; BREUER, J. Estudos sobre a Histeria (1895).
FREUD, S. A Interpretação dos Sonhos (1900).

Há livros que contam histórias.O Conto da Aia, de Margaret Atwood, faz algo diferente: ele nos obriga a perguntar o que ...
26/07/2026

Há livros que contam histórias.

O Conto da Aia, de Margaret Atwood, faz algo diferente: ele nos obriga a perguntar o que acontece quando uma sociedade começa a controlar os corpos, a linguagem, a memória e a liberdade.

Embora seja uma distopia, sua força está em mostrar que o autoritarismo não nasce de uma única decisão. Ele se constrói pouco a pouco, quando algumas vidas passam a valer menos do que outras e quando a singularidade é substituída pela função.

Enquanto Gilead tenta apagar nomes, desejos e histórias, a clínica aposta naquilo que torna cada sujeito único: a palavra.

Escutar não muda o passado, mas pode impedir que o silêncio continue determinando o presente.

Talvez a maior resistência seja esta: preservar a possibilidade de falar, de pensar e de sustentar a própria história.

Porque nenhuma sociedade verdadeiramente livre se constrói sem escuta.

"Melhor nunca significa melhor para todos... sempre significa pior para alguns." — Margaret Atwood

Referências
• Atwood, M. O Conto da Aia (The Handmaid's Tale). 1985.
• Atwood, M. Os Testamentos. 2019.
• The Handmaid's Tale. Série criada por Bruce Miller, baseada na obra de Margaret Atwood (2017–2025).

Cultura Escuta Desejo Liberdade SaúdeMental

A violência contra a mulher não é um problema privado. É uma questão social, cultural e humana.Enquanto em alguns países...
26/07/2026

A violência contra a mulher não é um problema privado. É uma questão social, cultural e humana.

Enquanto em alguns países meninas ainda são impedidas de estudar, em outros, como o Brasil, os direitos existem na lei, mas muitas mulheres continuam perdendo a vida justamente quando tentam exercer a própria liberdade.

Os números mostram avanços importantes na legislação brasileira, mas também revelam que ainda há falhas na proteção, no acesso à rede de apoio e na prevenção.

Esses dados não servem apenas para informar. Servem para nos perguntar: qual é o papel de cada um de nós?

Essa luta não pertence somente às mulheres.

Pertence aos homens que respeitam o "não".

Às famílias que educam para o respeito.

Às escolas que formam cidadãos.

Aos profissionais que acolhem.

Ao Estado que precisa garantir proteção efetiva.

E à sociedade que não pode permanecer em silêncio diante da violência.

A escuta também faz parte dessa transformação. A psicologia não substitui a lei, mas pode ajudar a reconhecer a violência, fortalecer quem sofre e romper ciclos que, muitas vezes, atravessam gerações.

Informação salva vidas. Escuta acolhe. A responsabilidade é de todos.

Fontes: ONU Mulheres, UNESCO, PNUD, World Bank, Fórum Brasileiro de Segurança Pública (Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2025) e Senado Federal.

SaúdeMental DireitosHumanos Respeito Educação Proteção Brasil

Será que o passado realmente passa?Em 1895, Freud e Breuer escreveram uma frase que atravessou a história da psicanálise...
25/07/2026

Será que o passado realmente passa?

Em 1895, Freud e Breuer escreveram uma frase que atravessou a história da psicanálise:

"Die Hysterischen leiden größtenteils an Reminiszenzen."

("As histéricas sofrem, em sua maior parte, de reminiscências.")

Mais do que uma descrição da histeria, essa afirmação inaugurou uma nova forma de compreender o sofrimento humano: experiências que não puderam ser elaboradas podem continuar produzindo efeitos, retornando em sintomas, repetições, escolhas e modos de se relacionar.

Mais de um século depois, talvez a palavra histeria já não ocupe o mesmo lugar na clínica. Mas a pergunta de Freud permanece atual: o que continua atuando em nós quando pensamos que tudo já passou?

A psicanálise não busca apagar o passado. Ela oferece um lugar para que aquilo que insiste em retornar possa finalmente encontrar palavras.

📖 Referências:

• Freud, S. & Breuer, J. (1895). Estudos sobre a Histeria (Studien über Hysterie).

• Freud, S. (1920). Além do Princípio do Prazer.

• Freud, S. (1919). O Infamiliar (Das Unheimliche).

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O Mal-Estar na Civilização continua sendo uma das obras mais atuais de Freud. Publicado em 1930, o livro parte de uma id...
25/07/2026

O Mal-Estar na Civilização continua sendo uma das obras mais atuais de Freud. Publicado em 1930, o livro parte de uma ideia inquietante: a mesma cultura que nos protege também exige renúncias, produz culpa e nunca elimina completamente a agressividade humana.

Quase um século depois, o cenário mudou, mas as perguntas permanecem. Vivemos cercados por tecnologia, informação e promessas de felicidade imediata. Ainda assim, convivemos com a solidão, a intolerância, o ódio nas redes, a violência contra mulheres, crianças e tantos outros sofrimentos que atravessam a vida em sociedade.

Freud não afirma que a violência seja inevitável nem a justifica. Ao contrário, mostra que a civilização precisa criar leis e limites justamente porque a agressividade faz parte da condição humana. A pergunta que permanece é: o que fazemos com aquilo que nos habita?

É nesse ponto que a psicanálise continua atual. Antes do ato, existe a palavra. Antes da repetição, existe a possibilidade de escuta. Falar não elimina o conflito, mas pode abrir espaço para que ele seja elaborado em vez de descarregado sobre si ou sobre o outro.

Talvez uma sociedade mais segura não dependa apenas de leis mais severas — embora elas sejam indispensáveis —, mas também de lugares onde o sofrimento possa ser simbolizado antes de se transformar em violência.

Referências

• FREUD, S. O Mal-Estar na Civilização. Obras Completas, v. 18. São Paulo: Companhia das Letras, 2010.

O conflito entre felicidade e cultura: p. 23–39.

A agressividade humana e a vida em sociedade: p. 65–88.

Culpa e supereu: p. 89–109.

(As páginas podem variar conforme a edição utilizada. Neste carrossel, as referências correspondem à edição da Companhia das Letras, tradução de Paulo César de Souza.)

Há escolhas que não deveriam existir.Para muitas pessoas, a pergunta nunca foi apenas "estudar ou não estudar?", mas "es...
24/07/2026

Há escolhas que não deveriam existir.

Para muitas pessoas, a pergunta nunca foi apenas "estudar ou não estudar?", mas "estudar ou trabalhar?", "ler ou garantir o alimento de hoje?".

Em Quarto de Despejo, Carolina Maria de Jesus transforma essa realidade em literatura. Moradora da favela do Canindé, em São Paulo, catadora de papel e mãe, ela escrevia entre uma jornada de trabalho e outra. Sua obra revela que o desejo de aprender e criar pode permanecer vivo mesmo quando as condições de vida impõem limites.

A psicanálise nos lembra que cada sujeito é atravessado por sua história. O desejo existe, mas ele também encontra a realidade, as faltas e as condições concretas da vida. Escutar alguém é também considerar o contexto em que suas escolhas foram possíveis.

Ler Carolina é um convite a ampliar a escuta: antes de julgar uma trajetória, vale a pena perguntar quais caminhos estavam realmente disponíveis para aquele sujeito.

Referências
📚 Carolina Maria de Jesus. Quarto de Despejo: Diário de uma Favelada. Ática.
📚 Sigmund Freud. Formulações sobre os dois princípios do funcionamento psíquico (1911).
📚 Sigmund Freud. O mal-estar na civilização (1930).

A Cultura no Divã propõe encontros entre literatura, realidade e psicanálise, lembrando que toda história merece ser escutada.

Cuidar da saúde mental não deveria ser um privilégio.O sofrimento não escolhe classe social, CEP ou renda. Mas o acesso ...
24/07/2026

Cuidar da saúde mental não deveria ser um privilégio.

O sofrimento não escolhe classe social, CEP ou renda. Mas o acesso ao cuidado, muitas vezes, ainda escolhe.

A psicanálise nos convida a escutar cada sujeito em sua singularidade. Porém, essa escuta também nos lembra que ninguém sofre isolado da realidade em que vive. Quando o acesso ao cuidado depende da condição financeira, as desigualdades sociais também atravessam o sofrimento.

Defender saúde mental é defender uma sociedade em que falar, ser ouvido e ter acesso ao cuidado sejam direitos, não luxos.

Referências
• IBGE – Pesquisa Nacional de Saúde (PNS 2019).
• Ministério da Saúde – Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) e CAPS.
• Fiocruz – Observatório de Saúde Mental e estudos sobre desigualdades sociais.
• Organização Mundial da Saúde (OMS) – World Mental Health Report (2022).

É comum ouvir que Freud "não gostava das mulheres". A história é mais complexa.A psicanálise nasceu quando Freud passou ...
22/07/2026

É comum ouvir que Freud "não gostava das mulheres". A história é mais complexa.

A psicanálise nasceu quando Freud passou a levar a sério aquilo que muitas mulheres diziam sobre seu sofrimento, em uma época em que suas palavras eram frequentemente desacreditadas. A escuta das pacientes histéricas foi decisiva para a construção da teoria psicanalítica.

Isso não significa que suas formulações sobre a feminilidade sejam definitivas. Muitas delas foram criticadas, revistas e ampliadas por diferentes autores e autoras ao longo do século XX. Ainda assim, permanece um legado fundamental: reconhecer que o sofrimento humano merece ser escutado, e que cada sujeito deve poder falar de sua própria experiência.

📖 Referências:

Sigmund Freud. Estudos sobre a Histeria (1895, com Josef Breuer).

Sigmund Freud. Fragmento da análise de um caso de histeria (Dora) (1905).

Sigmund Freud. Novas Conferências Introdutórias à Psicanálise (1933, conferência "A Feminilidade").

Freud nunca afirmou que criou a psicanálise do nada.Sua obra dialoga com filósofos como Schopenhauer, Hartmann e Brentan...
22/07/2026

Freud nunca afirmou que criou a psicanálise do nada.

Sua obra dialoga com filósofos como Schopenhauer, Hartmann e Brentano, além de médicos como Charcot e Breuer. Mas foi na clínica que essas questões ganharam uma nova forma: a escuta do inconsciente.

A formação em psicanálise também não termina em um diploma. Desde Freud, ela se sustenta em um tripé: estudo permanente, análise pessoal e supervisão clínica.

A psicanálise é uma prática que exige rigor, tempo e compromisso ético com o saber e com o sujeito.

📖 Referências:

Freud, S. Um Estudo Autobiográfico (1925).

Freud, S. História do Movimento Psicanalítico (1914).

Freud, S. A Interpretação dos Sonhos (1900).

Schopenhauer, A. O Mundo como Vontade e Representação.

Hartmann, E. von. Filosofia do Inconsciente.

Gay, P. Freud: A Life for Our Time.

Ellenberger, H. F. The Discovery of the Unconscious.

Endereço

Rua São Leonardo, 94, Centro
Barbacena, MG
36200020

Horário de Funcionamento

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