Dra Ana Lúcia Borges -Médica Nutróloga e Clínica Geral

Dra Ana Lúcia Borges -Médica Nutróloga e Clínica Geral Atuação em Clínica Geral e Nutrologia

Título de Especialista em Nutrologia e Membro efetivo da Associação Brasileira de Nutrologia (ABRAN).

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O GIP (Peptídeo Inibitório Gástrico ou Polipeptídeo Insulinotrópico Dependente de Glicose) é outro hormônio intestinal, ...
24/10/2025

O GIP (Peptídeo Inibitório Gástrico ou Polipeptídeo Insulinotrópico Dependente de Glicose) é outro hormônio intestinal, assim como o GLP-1, que desempenha um papel importante na regulação do metabolismo da glicose e da energia. Ele é liberado pelas células do intestino delgado em resposta à presença de nutrientes, especialmente gorduras e carboidratos, após uma refeição.

Como o GIP funciona naturalmente no organismo:

Estimulação da insulina: A principal função do GIP é estimular a liberação de insulina pelas células beta do pâncreas quando os níveis de glicose no sangue estão altos. Ele é um dos principais "incretinas", hormônios que aumentam a secreção de insulina de forma dependente da glicose.

Armazenamento de energia: O GIP também está envolvido no armazenamento de energia, promovendo a captação de glicose e ácidos graxos pelos tecidos adiposos (gordura), o que pode contribuir para o acúmulo de gordura.

Efeitos no osso: Há evidências de que o GIP pode ter um papel na saúde óssea, influenciando a formação e reabsorção óssea.

Efeitos no cérebro: Receptores de GIP são encontrados no cérebro, sugerindo um papel na regulação do apetite e do metabolismo, embora menos compreendido que o GLP-1 nesse aspecto.

GIP na forma de remédio (e em combinação com GLP-1):

pesquisas mais recentes revelaram que a combinação da ação do GIP com a do GLP-1 pode ser muito eficaz.

Agonistas duplos GLP-1/GIP: Atualmente, existem medicamentos que atuam como agonistas duplos, ativando tanto os receptores de GLP-1 quanto os de GIP. O exemplo mais conhecido é a tirzepatida . Esses medicamentos foram desenvolvidos para aproveitar os benefícios de ambos os hormônios.

A ativação do receptor de GLP-1 ajuda na saciedade, retarda o esvaziamento gástrico e melhora o controle glicêmico.

O hormônio GLP-1 (Peptídeo-1 Semelhante ao Glucagon) é produzido naturalmente pelas células do intestino após a alimenta...
24/10/2025

O hormônio GLP-1 (Peptídeo-1 Semelhante ao Glucagon) é produzido naturalmente pelas células do intestino após a alimentação e desempenha um papel crucial no controle do peso e da glicose.

A ação do GLP-1 no emagrecimento ocorre de diversas formas:

Aumento da saciedade: Ele atua no sistema nervoso central, ajudando a controlar o apetite e retardando o esvaziamento gástrico, o que faz com que o alimento permaneça mais tempo no estômago, prolongando a sensação de saciedade.

Controle da glicose: O GLP-1 estimula a produção de insulina quando os níveis de glicose no sangue estão elevados e diminui a liberação de glucagon, um hormônio que eleva o açúcar no sangue, contribuindo para o equilíbrio dos níveis de glicose.

Redução do apetite: Ao indicar ao cérebro que o corpo está saciado, o GLP-1 ajuda a reduzir a vontade de comer.

Medicamentos análogos do GLP-1, como semaglutida (Ozempic®, Wegovy®, Rybels®), liraglutida (Victoza®, Saxenda®), dulaglutida (Trulicity®) e exenatida (Byetta®, Bydureon®), são versões sintéticas desse hormônio com ação prolongada. Esses medicamentos foram inicialmente desenvolvidos para o tratamento do diabetes tipo 2, mas seus efeitos na redução do apetite e na perda de peso os tornaram úteis também no tratamento da obesidade e do sobrepeso com comorbidades. Estudos clínicos demonstram que esses medicamentos podem levar a uma perda de peso significativa, de até 21% do peso corporal em adultos com obesidade.

Além da perda de peso, os agonistas do GLP-1 oferecem benefícios cardiovasculares e podem melhorar marcadores metabólicos importantes, como colesterol e pressão arterial. É importante ressaltar que o uso desses medicamentos deve ser acompanhado por profissionais de saúde e combinado com mudanças no estilo de vida, incluindo dieta equilibrada e exercícios físicos, para maximizar sua eficácia.

04/10/2025
Apêndice e sua importância revelada , antes considerado um resquício sem função .E se o “inútil” apêndice for, na verdad...
04/08/2025

Apêndice e sua importância revelada , antes considerado um resquício sem função .

E se o “inútil” apêndice for, na verdade, um aliado secreto do cérebro dentro da sua barriga?

Por décadas, o apêndice foi considerado um órgão vestigial — inútil, descartável, e muitas vezes removido sem qualquer hesitação. Mas pesquisas inovadoras da Universidade Duke estão virando essa ideia de cabeça para baixo.

Cientistas descobriram que o apêndice está longe de ser irrelevante. Ele contém mais de 200 milhões de neurônios — mais do que a medula espinhal — conectados a redes complexas de comunicação com o cérebro, operando de forma semi-independente. Isso mesmo: o apêndice pode funcionar como uma espécie de “segundo cérebro” do intestino.

Essa pequena estrutura esquecida atua como um reservatório de bactérias benéficas, protegendo sua microbiota durante infecções e ajudando a repovoar o intestino após doenças. Além disso, tem um papel essencial na memória imunológica e na sinalização do eixo intestino-cérebro — algo que quem já retirou o apêndice pode estar perdendo. Estudos apontam que pessoas sem o apêndice apresentam digestão mais fraca, maior vulnerabilidade a infecções intestinais e respostas intestinais mais lentas ao estresse.

Com isso, a medicina está reavaliando a prática de apendicectomias rotineiras. Hospitais estão começando a optar por tratamentos com antibióticos em casos leves, reconhecendo o valor funcional e a importância de longo prazo desse órgão.

E para quem já teve o apêndice removido? Ainda há esperança. É possível fortalecer o eixo intestino-cérebro e restaurar o equilíbrio microbiano com ações como:

Consumir alimentos fermentados (como kefir, chucrute e kombucha)

Usar probióticos de alta qualidade

Cuidar da mucosa intestinal com nutrientes como colágeno, zinco e caldo de ossos

A verdade é que o apêndice não é uma sobra evolutiva inútil, mas sim um guardião vital do seu intestino e um elo-chave em uma rede de comunicação corporal que só agora começamos a entender.

11/07/2025

Perda de massa muscular tbm conhecida como sarcopenia . ‼️

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