10/07/2026
Antes de responder, leia de novo.
Se a sua dor desaparecesse hoje… quem você deixaria de ser?
Parece uma pergunta estranha.
Mas ela revela algo profundo.
Há pessoas que passaram tantos anos vivendo a partir da rejeição, da necessidade de agradar, do controle, da culpa ou da sobrecarga… que, sem perceber, construíram a própria identidade em torno disso.
Não escolheram essa história.
Mas aprenderam a sobreviver dentro dela.
E é justamente por isso que mudar pode dar tanto medo.
Porque a mudança não exige apenas abrir mão da dor.
Às vezes, exige abrir mão da personagem que ela criou.
Quem você seria se não precisasse salvar todo mundo?
Se não carregasse responsabilidades que nunca foram suas?
Se não buscasse aprovação para sentir que tem valor?
Se não precisasse provar, o tempo todo, que merece ser amado?
Quem você seria se deixasse o homem ser o homem na relação, o que provê, decide, resolve, na função que lhe cabe para tudo?
Quem você seria se deixasse os filhos crescer, errar e aprender, apoiando, exemplif**ando, mas liberando para vida?
Quem você seria se não controlasse a vida das pessoas, pais, amigos, familiares no geral, deixando elas serem elas mesmas, contribuindo com a evolução só de cada um, delegando, resolvendo seus próprios desafios, pagando suas contas, indo atrás do que necessitam com suas próprias pernas?
Qual o seu ganho secundário nessas funções?
Talvez a sua maior prisão não seja a ferida.
Talvez seja acreditar que ela define quem você é.
A cura não apaga a sua história.
Ela apenas devolve a liberdade de escrever os próximos capítulos sem ser governado pelas páginas anteriores.
🤍 Lucimara Fernandes
Terapeuta Sistêmica | Mentora de Relações Familiares com abordagem sistêmica.
Atendimento presencial em Barueri e online.
DesenvolvimentoHumano RelaçõesFamiliares