22/05/2026
A violência psicológica no esporte nem sempre aparece em gritos. Às vezes, ela surge em comentários, ironias, deboches e atitudes misóginas — até mesmo nos momentos em que um atleta está vulnerável e precisando de cuidado.
O caso envolvendo a zagueira do São Paulo Sarah Aysha, escancarou algo preocupante:
uma atleta sendo desrespeitada justamente durante um atendimento dentro de campo.
E isso importa muito.
Porque quem atua no esporte — seja treinador, comissão, arbitragem, staff ou equipe de apoio — também faz parte do ambiente psicológico que cerca o atleta.
O esporte costuma cobrar força mental dos jogadores, mas raramente discute o impacto emocional de ambientes hostis e humilhantes.
Toda vez que uma mulher é diminuída em um contexto esportivo, a mensagem enviada é:
“Você precisa suportar para pertencer.”
Mas performance não se constrói com constrangimento.
Alta performance não nasce da humilhação.
Respeito também é preparação mental.
Psicologicamente, ambientes inseguros afetam:
• confiança
• tomada de decisão
• sensação de pertencimento
• segurança emocional
• desempenho
E isso vale para atletas, treinadores e equipes inteiras.
O esporte que queremos fortalecer precisa ser competitivo sem deixar de ser humano.
Porque caráter também faz parte do jogo.
Estamos com você 💪