Psicólogo - Ricardo Massuda Oyama

Psicólogo - Ricardo Massuda Oyama Psicólogo com experiência na área de saúde pública e atendimentos clínicos. Mestre em Saúde Coletiva

Hoje dia 21 de março é o Dia Internacional de Combate à Discriminação Racial.Aproveito esta data para destacar uma tenta...
21/03/2024

Hoje dia 21 de março é o Dia Internacional de Combate à Discriminação Racial.

Aproveito esta data para destacar uma tentativa recente de censura ao livro de .tenorio.9 intitulado "O avesso da pele", vencedor do Prêmio Jabuti em 2021, aborda questões raciais como o racismo estrutural praticado pela violência policial, além de explorar temáticas como a fetichização e sexualização de corpos negros.

Estados como Mato Grosso do Sul, Goiás, Paraná e Rio Grande do Sul mandaram as secretarias de educação recolherem os exemplares do livro justificando presença de "expressões impróprias" para menores de 18 anos. Entretanto, este foi um exemplo claro de tentativa de censura e racismo praticado por pessoas ra***tas.

Gostaria de reforçar aqui a importância de nos posicionarmos ética e politicamente contra qualquer ato ra***ta ou de censura.

Sugestão: LEIAM O LIVRO e aproveitem esta obra prima e espalhem conhecimento. Apenas conhecendo histórias como as narradas no livro podemos nos aproximar e apropriar da importância da luta antirra***ta.

Hoje tive a experiência de estar do outro lado na sala de aula. Embora sempre tenha entendido que enquanto profissional ...
20/02/2024

Hoje tive a experiência de estar do outro lado na sala de aula. Embora sempre tenha entendido que enquanto profissional de saúde sempre estou também como um educador, dessa vez a posição é exatamente a de um educador em sala de aula.

Espero poder contribuir com a construção de um pensamento crítico e reflexivo, assim como tive educadores que me inspiraram para me aventurar nesse novo desafio em minha vida.

Aproveitando a palestra que ministrei no mês passado na Faculdade Anhanguera  sobre o Janeiro Branco com a temática da S...
09/02/2024

Aproveitando a palestra que ministrei no mês passado na Faculdade Anhanguera sobre o Janeiro Branco com a temática da Saúde Mental, resolvi compartilhar um pouco sobre o foco da nossa conversa.

Como podemos compreender a saúde mental de homens e a partir de qual modelo de masculinidades?

Primeiramente, gostaria de apresentar aqui um conceito importante sobre o que é gênero.

Gênero refere-se ao modo como as relações entre homens e mulheres se organizam na sociedade, a partir de uma construção social e histórica, ou seja, como os papéis sociais considerados adequados para homens e mulheres são estabelecidos. Essas definições dos papéis sociais vão sofrendo influências conforme o momento histórico, político, cultural e social.

Sendo assim, podemos dizer que nem sempre os papéis sociais foram desempenhados como hoje, resultado de movimentos sociais e políticos importantes que transformaram as relações entre homens e mulheres. No entanto, ainda assim percebemos uma forte estrutura social e cultural que reforça o modelo desigual de gênero, no qual mulheres tem menos direitos e são reconhecidas por meio de trabalhos domésticos e de cuidados com filhos e a família. Por sua vez, os homens são reconhecidos como os responsáveis por prover a família, a sustentar financeiramente, não assumindo papéis na educação dos filhos ou se responsabilizando com a paternidade.

Esse modelo de masculinidade foi sendo questionado e influenciou transformações nos comportamentos dos homens, que até então buscavam corresponder a esse modelo ideal masculino. Entretanto, qualquer comportamento considerado fora dos padrões de masculinidades passava a ser alvo de ofensas e ataques com objetivo de inferiorizar e menosprezar quem ousasse se aproximar de comportamentos femininos como cuidar da casa e dos filhos, se emocionar e/ou chorar publicamente.

Atualmente percebemos um esforço importante em se quebrar essa idealização de um estereótipo de masculinidade, onde o homem não poderia se importar com questões do universo familiar, que não fosse o financeiro.

No próximo post vou apresentar a influência desse estereótipo de gênero e qual a relação com a saúde mental.

Semana passada estive em Recife no 9° Congresso Brasileiro de Ciências Sociais e Humanas em Saúde realizado pela Abrasco...
11/11/2023

Semana passada estive em Recife no 9° Congresso Brasileiro de Ciências Sociais e Humanas em Saúde realizado pela Abrasco na UFPE.

Tive a oportunidade de apresentar parte de meu estudo de mestrado no Coletivo Temático "Infodemia e desinformação".

O Congresso reforçou a necessidade de considerarmos a importância das áreas das ciências sociais e humanas na produção do conhecimento científico reconhecendo a legitimidade da diversidade de saberes.

O sofrimento psíquico sempre foi alvo de investigação da ciência, seja por meio da psicologia ou da medicina. No campo d...
07/11/2022

O sofrimento psíquico sempre foi alvo de investigação da ciência, seja por meio da psicologia ou da medicina. No campo da psicologia podemos encontrar diferentes teorias e métodos que buscam explicar e propor tratamentos para o sofrimento emocional.

A diferença entre a psicanálise e a medicina está no método adotado, uma vez que a medicina busca a redução ou eliminação dos sintomas psíquicos, a psicanálise pretende investigar as causas e a relação dos sintomas com a história do sujeito.

A medicina tem por objetivo investigar sintomas que auxiliam na definição de um diagnóstico, buscando assim aliviar os sintomas por meio de medicamentos. O sujeito é medicado para se adaptar às condições de se manter produtivo, reduzindo prejuízos na vida social e no trabalho. No entanto, vemos em muitos casos a desqualificação da subjetividade do sujeito, e a necessidade de produzir um sujeito que se enquadre nos padrões atuais de normalidade.

O objetivo aqui não é desconsiderar a importância das medicações psicotrópicas no tratamento do sofrimento psíquico, pois há situações em que existe claramente a necessidade de uso de medicamentos para minimizar e aliviar os sintomas psíquicos.

Entretanto, em alguns casos encontramos o uso destes medicamentos sem prescrição, acompanhamento e indicação médica, além também de pessoas que fazem uso abusivo de medicações “tarja preta” para dificuldades como insônia, estados deprimidos, tristeza, luto, ansiedade, estresse e até mesmo para redução de peso.

Nesta perspectiva identificamos um fenômeno denominado de “medicalização da vida”, na qual situações muitas vezes normais da existência humana tornam-se passíveis de intervenção com medicamentos para anestesiar o sujeito.

O que você pensa sobre esse assunto?

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