Psicóloga Thatiana Ramos

Psicóloga Thatiana Ramos Sejam todos muito bem-vindos! Página dedicada ao meu trabalho, onde será compartilhado conteúdo

Página dedicada ao meu trabalho, onde será compartilhado conteúdos relacionados à área da Psicologia. Atuo na área clínica, orientação Analítica Junguiana com pós graduação em Sexualidade Humana.

Você esperou por esse momento.O emprego, o  relacionamento, a casa, o diploma, a viagem ou o econhecimento.Acreditou que...
22/07/2026

Você esperou por esse momento.
O emprego, o relacionamento, a casa, o diploma, a viagem ou o econhecimento.
Acreditou que, quando finalmente chegasse lá, sentiria paz.
Mas, em vez disso...
Veio um silêncio difícil de explicar.

Na Psicologia Analítica, Jung nos lembra que a Psique não se alimenta apenas de conquistas externas.
Ela busca sentido.
Quando colocamos toda a esperança de felicidade em algo fora de nós, corremos o risco de transformar desejos legítimos em promessas impossíveis.

Nenhuma conquista consegue preencher um vazio que pertence ao mundo interior, pois o self não procura aplausos: procura inteireza.

Às vezes, esse vazio não é um sinal de fracasso, e sim um convite.
Um chamado para perceber que existe uma vida em você esperando para ser vivida, para além das metas, das expectativas e do reconhecimento.
Afinal, existem sonhos que realizamos para provar algo ao mundo. E há sonhos que realizamos para encontrar a nós mesmos. A diferença entre eles muda tudo.

Não  nascemos para viver em estado de urgência.Na Psicologia Analítica, a Psique não se transforma apenas quando você es...
15/07/2026

Não nascemos para viver em estado de urgência.
Na Psicologia Analítica, a Psique não se transforma apenas quando você está no modo sobrevivência, ela amadurece quando você pausa.
Se descansar desperta culpa, talvez você tenha aprendido a acreditar que seu valor depende daquilo que produz.

Mas a natureza nunca floresce o ano inteiro.
Ela respeita seus ciclos.
E você também pode.

Descansar não é perder tempo.
É criar espaço para reencontrar a si mesmo.
Você consegue descansar... ou ainda sente que precisa merecer a pausa?

Vivemos medindo o tempo por metas, resultados e listas concluídas.Mas a Psique não se transforma no mesmo ritmo do calen...
09/07/2026

Vivemos medindo o tempo por metas, resultados e listas concluídas.
Mas a Psique não se transforma no mesmo ritmo do calendário.
Ela amadurece nos silêncios. Nas perdas. Nas despedidas. Nas escolhas que ninguém viu. E nas vezes em que você precisou abandonar uma versão de si para continuar vivendo.
Na Psicologia Analítica, chamamos esse caminho de individuação: o encontro gradual com quem somos para além das expectativas, dos papéis e das máscaras.
Talvez você ainda não tenha chegado onde imaginava.
Mas será que continua sendo a mesma pessoa que começou este ano?
Talvez hoje você coloque limites onde antes implorava por aceitação.
Talvez escolha paz em vez de aprovação.
Talvez tenha aprendido que nem tudo o que dói precisa ser carregado.
Ou talvez tenha descoberto que coragem não é não sentir medo, mas continuar caminhando apesar dele.
Então, antes de fazer novos planos para o restante do ano, experimente perguntar a si mesmo:
Quem eu precisei deixar para trás para me tornar quem sou hoje?

O Solstício de Inverno não marca apenas a noite mais longa do ano.Ele nos lembra que existe uma sabedoria na escuridão.V...
21/06/2026

O Solstício de Inverno não marca apenas a noite mais longa do ano.
Ele nos lembra que existe uma sabedoria na escuridão.
Vivemos em uma cultura que nos ensina a florescer o tempo todo. Produzir. Render. Aparecer.
Mas a natureza não funciona assim.
Antes da primavera, existe o inverno.
Antes do renascimento, existe o recolhimento.
E antes de encontrar quem somos, quase sempre precisamos atravessar aquilo que evitamos ver.

O processo terapêutico muitas vezes se parece com o inverno: silencioso, profundo, desconfortável, e aparentemente imóvel.
Mas é justamente sob a terra fria que as raízes crescem.
Aquilo que parece pausa pode ser transformação. Aquilo que parece vazio pode ser gestação. Aquilo que parece fim pode ser apenas o início de uma nova versão de si mesmo.
O Sol não desaparece no Solstício. Ele começa seu caminho de retorno.
E talvez exista algo dentro de você tentando fazer o mesmo.
Nem todo inverno pede resistência.
Alguns pedem entrega.

No mito de Eros e Psique, o amor não nasce da posse: nasce do encontro. Psique precisou atravessar desafios, abandonar i...
12/06/2026

No mito de Eros e Psique, o amor não nasce da posse: nasce do encontro.

Psique precisou atravessar desafios, abandonar ilusões e descer às profundezas de si mesma antes de reencontrar Eros.
Não porque o amor exigia perfeição. Mas porque nenhum vínculo profundo sobrevive sem transformação.

Na Psicologia Junguiana, esse mito nos lembra que amar não é possuir o outro. É suportar o mistério de encontrar alguém que jamais será completamente conhecido.Talvez a maior ilusão dos relacionamentos seja acreditar que amor significa garantia: garantia de permanência, garantia de exclusividade, harantia de que nada mudará.
Mas nossa Psique sabe que a vida é movimento.
Pessoas, desejos e relacionamentos podem mudar.
E vínculos conscientes não se sustentam pelo controle. Sustentam-se pela honestidade, pela presença e pela coragem de olhar para a própria sombra.

O amor amadurece quando deixamos de perguntar:
"Como faço para não perder o outro?"
E começamos a questionar:
"Como posso me relacionar sem perder a mim mesmo?"

O amor não sobrevive porque dura.
Ele dura porque continua se transformando.
Seja em relações monogâmicas, não monogâmicas ou em qualquer forma de vínculo, a verdadeira intimidade nasce quando existe espaço para a verdade.
Talvez amar seja isso: não aprisionar.; não controlar; Não possuir.
Mas testemunhar a transformação do outro enquanto seguimos transformando a nós mesmos.

Há espelhos que não refletem apenas rostos… refletem histórias. ✨🪞Hoje, diante do tempo, encontro não só a mulher que me...
22/05/2026

Há espelhos que não refletem apenas rostos… refletem histórias. ✨🪞

Hoje, diante do tempo, encontro não só a mulher que me tornei… mas a menina que ainda vive em silêncio dentro de mim.
Aquela que sonhava sem medo, sorria com o coração inteiro e enxergava o mundo com a delicadeza de quem ainda acredita no encanto da vida.
Entre a luz que me cerca e os fragmentos da minha história, entendo que crescer não foi perder minha essência… foi aprender a carregar minha criança interior pela mão, com mais amor, mais coragem e mais ternura.

O tempo mudou minha pele, meus caminhos, meus silêncios… mas não apagou a luz de quem eu fui.
Ela ainda me olha daqui de dentro, lembrando que florescer também é voltar para si.

Hoje celebro cada queda, cada travessia, cada recomeço.
Porque existir também é isso: ser ponte entre passado e presente,
entre saudade e gratidão,
entre a menina que sonhou…
e a mulher que aprendeu a renascer.

Que a vida continue me ensinando a envelhecer sem perder a poesia da essência.

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Durante muito tempo, a loucura foi tratada como algo a ser contido.Silenciada.Isolada.Apagada.Mas a Dra. Nise da Silveir...
18/05/2026

Durante muito tempo, a loucura foi tratada como algo a ser contido.
Silenciada.
Isolada.
Apagada.
Mas a Dra. Nise da Silveira escolheu outro caminho.
Ela não tentou calar. Ela escutou. E, ao escutar, revelou algo que ainda hoje incomoda: o sofrimento psíquico não é um erro, é uma linguagem.

A luta antimanicomial não é apenas sobre o fim de muros. É sobre o fim de uma lógica violenta:
a de que sentir demais, é algo que precisa ser corrigido.
Porque, muitas vezes, o que chamamos de “loucura” éapenas uma Psique que não encontrou espaço para existir.

Escutar é um ato revolucionário.

Você escuta o que sente… ou tenta silenciar?

A sexualidade humana nunca foi simples.Ela é corpo, história, afeto, desejo, identidade epertencimento.Mas, durante muit...
17/05/2026

A sexualidade humana nunca foi simples.
Ela é corpo, história, afeto, desejo, identidade e
pertencimento.
Mas, durante muito tempo, tudo aquilo que escapava do “esperado” foi tratado como erro.
Como desvio.
Como ameaça.
Como algo que deveria ser escondido.
E é justamente aí que o sofrimento começa.
Não na diversidade.
Mas na violência de não poder existir plenamente.

Como psicóloga, vejo diariamente o impacto psíquico da vergonha, da repressão e do medo de ser quem se é.
Porque quando alguém aprende que precisa negar a própria identidade para ser amado…
a Psique adoece.
A sexualidade não é inimiga da saúde mental.
O preconceito é.

Falar sobre respeito não é “ideologia”.
É humanidade.
É reconhecer que nenhuma existência deveria precisar implorar por dignidade.
E talvez maturidade psíquica seja exatamente isso:
sustentar a diferença sem transformá-la em ameaça.

A diversidade não destrói a sociedade.
O preconceito, sim.

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