02/08/2026
A poesia atravessou a sala.
Ave de rapina.
Era maio ou verão.
Tingiu as paredes, as telhas, os olhos embevecidos com palavras estilete.
Delicada e canibalista voz feminina.
Ecoando no corredor sem janelas.
Casarão de assoalho escarlate.
Jubileu na Estrela Dalva.
Incorruptível.
Sem pai nem mãe, sui generis.
"Êxtase"
Carlos Diniz