Respirar e inspirar a si mesmo

Respirar e inspirar a si mesmo Saudações. Por 15 anos, respirei e ensinei o hatha yoga na condução de corpos e mentes através do yogaterapia.

Encontrei no tapete um rumo em direção a psicanálise. Parei de dar aulas, mas por aqui você encontra conteúdos sobre a filosofia do Yoga. Sou formada em Administração de Empresas e desde 2005 me dedico exclusivamente ao yoga, apesar de ter iniciado meus estudos filosóficos na adolescência. Sou uma profissional cadastrada na Aliança do Yoga e também ministro cursos e palestras pelo Brasil. Recentem

ente ingressei no Fórum Lacaniano para estudar psicanálise, coisa que tem temperado as aulas e minhas transmissões de forma significativa. As técnicas que utilizo são baseadas na Bihar School of Yoga, além de outras derivadas de minhas experiências com: vinyasa yoga, bikram, astanga vinyasa, iyengar, power, dentre outras que envolvem consideravelmente a parte filosófica. Muito marcante em minhas aulas é o trabalho com a respiração, sendo a concentração a irmã parceira. Não faço a prática com os alunos, estimulo a escuta refinada e a presença no corpo para que o praticante conquiste autonomia. As sensações e os benefícios dos asanas (posturas especificas do yoga) como: flexões, extensões, lateralizações, torções, inversões e vinyasa são inúmeros e os resultados variam de acordo com cada praticante. O objetivo final é se tornar um Ser Humano mais reflexivo, independente das motivações iniciais. Seja por questões de saúde ou para terapia de suporte, muitos benefícios são alcançados. Absolutamente a prática de yoga dispensa a combinação de hábitos mais saudáveis, muito menos dispensa a responsabilidade do praticante sobre Si Mesmo. Se ficou com dúvidas ou quer conversar sobre outro tópicos me escreva. Lembrando que a prática pode ser adaptada as suas reais necessidades. Na minha experiência dei suporte a tratamentos para hérnia de disco, bico de papagaio, câncer, gravidez de alto risco, pânico, estresse, menopausa, dentre outras desordens.

A   assistiu ao nascimento de sistemas que, sob o pretexto de resgatar a sabedoria ancestral para o homem contemporâneo,...
31/07/2026

A assistiu ao nascimento de sistemas que, sob o pretexto de resgatar a sabedoria ancestral para o homem contemporâneo, acabaram por erguer monumentos de controle disfarçados de caminhos de libertação. É o fenômeno do misticismo burocrático: uma tentativa de traduzir o inefável para a gramática da eficiência. Ao buscar legitimação no ambiente universitário e na lógica , certas figuras místicas operaram uma "limpeza" nas tradições, removendo delas o espanto, o caos e a gratuidade para entregar, em troca, uma tecnologia de utilidade social e psicológica. O que se apresenta como uma ponte entre o Oriente e o Ocidente revela-se, sob um olhar mais atento, como uma alfândega conceitual, onde a alma só pode passar se estiver devidamente etiquetada por uma "ciência" que tudo explica, mas que nada deixa respirar.

Diante de tamanha profusão de manuais, métricas de , engenharia socioeconômica e burocracia do êxtase, resta uma pergunta que ecoa como um riso sarcástico nos corredores da instituição: afinal, onde foi parar o ? No esforço hercúleo de domar a mente com a precisão de um relógio e de salvar o mundo através de uma "ciência" infalível, esqueceu-se que o Yoga é a união espontânea — e não o sequestro da alma por um organograma. O Yoga fugiu pela janela no momento em que o primeiro gráfico de progresso espiritual foi desenhado; ele está agora lá fora, na poeira do caminho, na respiração de quem não tem metas evolutivas a bater.

Para acessar o texto completo, clique no link da bio. O texto se chama "O Simulacro da Síntese: Uma Anatomia do Misticismo Burocrático".

Hari Om Pessoas Queridas!Hoje provoco uma reflexão sobre a "Tradição' do Yoga.Na mentalidade ocidental moderna e hegemôn...
23/07/2026

Hari Om Pessoas Queridas!

Hoje provoco uma reflexão sobre a "Tradição' do Yoga.

Na mentalidade ocidental moderna e hegemônica, o termo frequentemente evoca a ideia de dogmas institucionais, convenções rígidas ou um conjunto fixo de crenças do passado. Já no contexto indiano, as linhagens filosóficas costumam conceber a como um fluxo dinâmico de transmissão prática, que se reatualiza por meio da experiência direta de cada geração de praticantes. Longe de ser um monumento estático, o passado funciona nesses sistemas como um mapa referencial a ser testado e vivenciado no presente.

Essa diferenciação, contudo, não deve ser lida a partir de oposições binárias simplistas que reduzem o ao cientificismo e o a um espaço puramente místico. O pensamento ocidental abriga uma vasta pluralidade de contranarrativas e filosofias que recusam a linearidade cronológica e o distanciamento objetivo, como a fenomenologia existencialista e as literaturas de fluxo de consciência. Da mesma forma, a Índia antiga desenvolveu metodologias sofisticadas de registro histórico e debate lógico, visíveis nas crônicas dinásticas (Vamśāvalīs) e no racionalismo da escola Nyāya. O problema das traduções modernas não decorre, portanto, de uma incompatibilidade cultural intrínseca, mas da escolha de um recorte ocidental específico — utilitarista e pragmático — para chancelar o Yoga, deixando de lado as ferramentas de autoexplicação de ambas as culturas.

Acesse o texto completo no link da bio e boas reflexões.
Om Saraswati Namaha!
**ra

Hari Om.Espero que estejam bem.Ultimamente, tenho percebido que o   tem sofrido um processo de expropriação e instrument...
18/07/2026

Hari Om.
Espero que estejam bem.

Ultimamente, tenho percebido que o tem sofrido um processo de expropriação e instrumentalização política. Nessa dimensão, alguns grupos afirmam categoricamente possuir o monopólio da "prática tradicional". Contudo, ao agirem assim, esquecem-se de que essa postura esvazia todo o caráter do yoga, confundindo uma busca estritamente espiritual com disputas socioculturais contemporâneas.
Trata-se de um erro , que projeta o pensamento -moderno ocidental sobre a antiga. Diante disso, cabe o questionamento: afinal, o que é ? Seria ela uma estrutura estática, intocável e imune ao tempo, ou uma transmissão viva que se transforma?
Esses mesmos praticantes ocidentais ditos "Seguidores Exclusivos da Tradição", ignoram os severos problemas de tradução dos textos sagrados e desconsideram as profundas transformações históricas da Índia, as quais inevitavelmente modificaram a forma como o país narra a sua própria trajetória. Diante de séculos sob o Império Mongol e, posteriormente, sob a britânica, o que sobrou daquela Índia mítica? Qual yoga, afinal, emergiu após esses sucessivos processos de dominação?

**ra **raYoga

Hari Om.Espero que estejam bem.Hoje trago a importância de reflexionarmos sobre o papel da mulher na história do  . Faço...
17/07/2026

Hari Om.
Espero que estejam bem.

Hoje trago a importância de reflexionarmos sobre o papel da mulher na história do . Faço isso ao mesmo tempo que advirto a importância de reflexionarmos sem anocronismos. É também vital que possamos entender o que é tradição para este contexto hindu e o que é tradição no nosso contexto ocidental, sem sofrermos de miopia espistemica/ontológica.

A propósito, a foto é mera ilustração e não corresponde a filósofa Gargi.

Gargi Vachaknavi nasceu por volta do século VII a.C., na região de Mithila, atual estado de Bihar, na Índia, vindo ao mundo no seio de uma linhagem profundamente reverenciada de ascetas e intelectuais.

Desde a tenra infância, Gargi demonstrou um prodigioso interesse pelo conhecimento metafísico, contrariando as expectativas domésticas de sua mãe, que desejava vê-la casada e dedicada à rotina prática de uma dona de casa (grahini). Diante do dilema existencial entre as imposições culturais e o chamado espiritual, a jovem optou pelo celibato perpétuo, rejeitando o matrimônio para consagrar integralmente sua existência ao estudo ascético, à meditação e à decifração das escrituras. Essa escolha a qualificou formalmente como uma Brahmavadini, título conferido às raras mulheres que dominavam a ciência do Absoluto (Brahma Vidya) e que atuavam como expositoras, instrutoras e poetisas litúrgicas. Sua erudição era tamanha que a tradição oral e os comentários subsequentes atribuem a ela a autoria e a canalização de diversos hinos védicos integrados ao Rigveda, consolidando seu papel não apenas como intérprete, mas como coautora da própria revelação sagrada.
Ao ser reconhecida como , Gargi não ocupava uma posição de mera exceção tolerada, mas sim o centro gravitacional do debate metafísico na corte do Rei Janaka. Sua postura diante de reflete uma metodologia epistemológica rigorosa, pautada na busca pelas causas primeiras do cosmos, questionando sucessivamente os elementos materiais até alcançar o tecido invisível do espaço e do tempo.

A ideia de postar sobre ela surgiu de trocas e conversas com a amiga __carol.cruz

Hari Om!Essa é uma proposta para reflexionar sobre o  .Em sua essência mais pura, o misticismo não é uma fuga da realida...
10/07/2026

Hari Om!
Essa é uma proposta para reflexionar sobre o .
Em sua essência mais pura, o misticismo não é uma fuga da realidade ou um arrebatamento místico-emocional; é o reconhecimento de que a consciência individual e a consciência cósmica compartilham a mesma substância. A ideia central do misticismo real repousa no colapso da dualidade entre o observador e o observado.


O termo "místico" foi, por séculos, deliberadamente distorcido. Para as instituições de poder, o   é uma figura perigosa...
10/07/2026

O termo "místico" foi, por séculos, deliberadamente distorcido. Para as instituições de poder, o é uma figura perigosa; para o mercado moderno, um produto esotérico de prateleira. No entanto, o místico real não é um sonhador ou um alienado: ele é o empirista do invisível. Enquanto a religião exige fé em relatos de terceiros, o místico exige a experiência própria. A conotação pejorativa que o termo carrega é apenas o resíduo do medo institucional diante daquele que não pode ser controlado, pois sua bússola é interna e sua autoridade é a própria consciência. 

Na herança dos , o foco não reside em seguir uma linhagem de instrutores, mas em reconhecer a própria anarquia inerente à sua linhagem: uma recusa sistemática a se curvar perante sacerdotes ou purismos sociais.

Confira o texto completo no link da bio

**rayoga **ra

Hari Om!Sábado encarei essa jornada com a professora de dança Carol Galvão. Trabalharemos a temática dos ciclos nessa jo...
23/06/2026

Hari Om!

Sábado encarei essa jornada com a professora de dança Carol Galvão. Trabalharemos a temática dos ciclos nessa jornada de yoga e dança.
Não é minha pretensão voltar a dar aula ou formações em Yoga. Esse é um episódio pontual que você esta super convidado a participar. As inscrições são via Instagram no . Mande um direct por lá e garanta sua inscrição.
Nos vemos.

Saudações Pessoas. Hoje trago mais uma provocação ácida sobre chakras. Se quiser saber mais, confira a postagem completa...
06/06/2026

Saudações Pessoas.

Hoje trago mais uma provocação ácida sobre chakras. Se quiser saber mais, confira a postagem completa no blog. Boas reflexões.

O surgimento dos na Índia antiga não foi a descoberta de órgãos espirituais estáticos, mas a criação de uma Vidya (Conhecimento Sagrado Aplicado) destinada à libertação da consciência.

É fundamental estabelecer aqui uma demarcação clara entre as visões de mundo: enquanto a visão ocidental tende a reduzir a consciência a um subproduto da atividade cerebral ou a um estado psicológico de vigília, a visão oriental a compreende como a própria base do ser (Chaitanya).


Precisando purificar e alinhar seus  ?     **ra
06/06/2026

Precisando purificar e alinhar seus ?
**ra

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