23/01/2019
NOVA TÉCNICA CIRÚRGICA DISPENSA SUTURA NA RETIRADA DA "CARNE CRESCIDA OCULAR"
O Pterígio, popularmente chamado de “carne crescida”, consiste em uma lesão benigna causada pelo crescimento fibrovascular de um tecido conjuntival.
Se a lesão causa desconforto persistente ou interfere na visão, ele pode ser removido cirurgicamente. A indicação cirúrgica é decidida em conjunto, entre o paciente e oftalmologista, levando em conta a aparência, tamanho e intensidade do incômodo causado.
Quando a cirurgia é tratamento de escolha, a técnica sugerida é a excisão do pterígio associada ao recobrimento da área exposta com um enxerto ou retalho da conjuntiva do próprio paciente (autotransplante conjuntival) ou com membrana amniótica. Esses enxertos são fixados à região receptora com sutura ou, mais atualmente, são literalmente colados com uma substância adesiva biológica própria para este fim. O uso desta substância diminui o tempo cirúrgico, diminui o desconforto pós-operatório, reduz a taxa de recorrência do pterígio e diminui também o tempo de recuperação pós-operatória.
Além disto, com uso da substância adesiva não há a necessidade de traumatizar a área pós-operatória ao retirar a sutura, o que geralmente acontece entre 10-14 dias no consultório oftalmológico utilizando uma pequena agulha.
A chance de recorrência do pterígio pode ser maior que 60% se não for utilizado o transplante durante a cirurgia. Com esta técnica de recobrimento conjuntival e uso da substância adesiva biológica a reincidência pode diminuir para 5%. Aproximadamente 97% dos casos de recidiva ocorrem nos primeiros 12 meses após a cirurgia.
Mais informações no site spo-apo.com.br