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carolinacamillozzi.psi Psicóloga

Antes da palavra, o gesto.Antes de fazer sentido, a experiência.A vida é mistura…do que já foi vivido,do que insiste,e d...
21/04/2026

Antes da palavra, o gesto.
Antes de fazer sentido, a experiência.

A vida é mistura…
do que já foi vivido,
do que insiste,
e do que pode se transformar.

Palavras são sementes.
Atitudes também.

Nem tudo floresce na hora.
Algumas coisas precisam de tempo e de um ambiente possível pra acontecer.

Que sejamos e façamos presença,
criando um ambiente onde algo possa florescer.

O para casa da Maria,
um convite à inspiração e à transformação. ✨

07/04/2026

A criança pode estar cercada de objetos, atividades, estímulos…
mas é no encontro que algo se transforma.

Quando um adulto sustenta o tempo, o olhar, o corpo disponível,
não é só uma cena de cuidado.
É uma experiência que vai sendo incorporada, pouco a pouco, como possibilidade de existir com o outro.

Há algo que se repete hoje: corpos presentes, encontros esvaziados.
E isso não passa sem deixar marcas. Sabia disso?

Como tem sido para você?

25/03/2026

O tempo não é só no relógio, né?

O relógio marca uma coisa,
A experiência, outra!

24/03/2026

O que, na sua vida, é prioridade?
Você tem algum projeto pessoal?
O que te realiza, para além das tarefas?

Quando tudo vira obrigação,
a gente vai se afastando de si.

E não… tomar banho não é tempo pra você.
Isso é necessidade.

Tempo pra você é aquilo que não está a serviço de mais ninguém.

E, às vezes, sustentar esse tempo
é um dos gestos mais difíceis… e mais necessários.

12/03/2026

Levei minha filha na escola, voltei para casa
e a cabeça já começou a correr.

A lista de tarefas apareceu antes mesmo do café terminar de passar.

Arrumar a casa.
Atualizar planilhas.
Fazer pagamentos.
Ir para a academia.
Ler o artigo da próxima aula.
Responder mensagens.

A mente já estava no próximo passo.

Uma das experiências mais fundamentais da vida psíquica é poder, às vezes, simplesmente ser.

Antes de produzir.
Antes de responder.
Antes de dar conta de tudo.

Talvez desacelerar seja isso por alguns minutos:
voltar para o próprio ritmo da vida.

Um café.
Uma rede.
Um pequeno intervalo entre tantas exigências.

Viver não pode ser apenas reagir ao mundo tentando dar conta de tudo.
Desacelera.
Vai com calma
Um passinho de cada vez.

06/03/2026

Café com literatura… e muitas lágrimas!

📚 Tudo que deixamos inacabado - Rebecca Yarros

Tragédias, rupturas e lutos reorganizam a vida psíquica de maneiras que ninguém controla completamente.
Alguns vínculos nos ampliam. Outros deixam marcas mais ásperas.

Algumas histórias quando interrompidas, continuam vivas dentro de nós… nas lembranças, nos silêncios, nas repetições.

Talvez por isso seja tão difícil, às vezes, abrir mão do que desejávamos para preservar aquilo de que realmente precisamos.

Entre amores, perdas e recomeços, seguimos tentando dar algum destino ao que f**a inacabado em todos nós.

04/03/2026

Quando uma criança chora, muitas vezes o primeiro impulso é interromper.

“Não chora.”
“Engole esse choro.”
“Para com isso, assim você me deixa triste.”

Sem perceber, o foco se desloca do que está acontecendo dentro da criança para o incômodo que o choro provoca em nós e nos outros.

Mas o choro não é um erro do desenvolvimento.
O choro é uma linguagem.

Antes de saber explicar o que sente, a criança expressa no corpo aquilo que ainda não encontrou palavras. Aquilo que ela ainda nem sabe nomear.

Quando o adulto consegue permanecer ali, sem pressa de calar ou apressar o momento, a criança vai descobrindo que seus afetos têm lugar. Que aquilo que sente pode existir diante de alguém.

E pouco a pouco ela começa a reconhecer o que se passa dentro dela.

Experiências assim marcam profundamente.
Porque ao longo da vida todos nós atravessamos momentos em que algo transborda.

Tristeza, perda, frustração, medo.

Nessas horas, raramente precisamos de alguém que nos corrija ou nos apresse.
O que muitas vezes buscamos é alguém que permaneça, que acolha.

Agora me conta:

O que você sente quando a sua criança chora?
E como foi para você quando é a sua vez de chorar?

Você já parou para pensar que ninguém aprende a ser “alguém” sozinho? 🤔Winnicott dizia algo muito profundo: o “eu sou” s...
20/02/2026

Você já parou para pensar que ninguém aprende a ser “alguém” sozinho? 🤔

Winnicott dizia algo muito profundo: o “eu sou” só faz sentido se, no começo da vida, esse “eu” tiver sido vivido junto com alguém.

Quando um bebê nasce, ele não se sente separado da mãe ou de quem cuida. Ele precisa primeiro ser acolhido, sustentado, entendido em suas necessidades, para depois começar a se perceber como alguém diferente, com um “eu” próprio.

Antes de existir autonomia, existe dependência.
Antes de existir identidade, existe cuidado.

É a experiência de ter alguém que segura o mundo enquanto tudo ainda é frágil que permite que, aos poucos, a criança se sinta integrada e possa afirmar internamente: “eu existo”.

E essa reflexão não f**a só na infância.

Olhando para quem você é hoje, quem foi a pessoa que segurou o seu mundo quando você ainda não podia fazer isso sozinha?

E hoje, você tem alguém diante de quem pode simplesmente ser, sem precisar provar nada?

Quando pensamos nos nossos filhos, muitas vezes nos preocupamos com o que oferecer. Winnicott nos ajuda a lembrar que o que realmente estrutura não é a quantidade de coisas dadas, mas a qualidade da presença que sustenta, que responde, que se envolve de forma viva.

Não se trata de perfeição. Trata-se de uma presença suficientemente boa, capaz de sustentar a experiência de existir.

E aí, faz sentido para você?

Endereço

Avenida Contorno, 5823
Belo Horizonte, MG

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