20/02/2026
Você já parou para pensar que ninguém aprende a ser “alguém” sozinho? 🤔
Winnicott dizia algo muito profundo: o “eu sou” só faz sentido se, no começo da vida, esse “eu” tiver sido vivido junto com alguém.
Quando um bebê nasce, ele não se sente separado da mãe ou de quem cuida. Ele precisa primeiro ser acolhido, sustentado, entendido em suas necessidades, para depois começar a se perceber como alguém diferente, com um “eu” próprio.
Antes de existir autonomia, existe dependência.
Antes de existir identidade, existe cuidado.
É a experiência de ter alguém que segura o mundo enquanto tudo ainda é frágil que permite que, aos poucos, a criança se sinta integrada e possa afirmar internamente: “eu existo”.
E essa reflexão não f**a só na infância.
Olhando para quem você é hoje, quem foi a pessoa que segurou o seu mundo quando você ainda não podia fazer isso sozinha?
E hoje, você tem alguém diante de quem pode simplesmente ser, sem precisar provar nada?
Quando pensamos nos nossos filhos, muitas vezes nos preocupamos com o que oferecer. Winnicott nos ajuda a lembrar que o que realmente estrutura não é a quantidade de coisas dadas, mas a qualidade da presença que sustenta, que responde, que se envolve de forma viva.
Não se trata de perfeição. Trata-se de uma presença suficientemente boa, capaz de sustentar a experiência de existir.
E aí, faz sentido para você?