Dr. Cristiano Hiroshi

Dr. Cristiano Hiroshi Médico Anestesiologista - CRM MG 42366
Especialista em dor

Grandes ressecções tumorais, reconstruções complexas de mandíbula, separações de gêmeos siameses. Existem cirurgias que ...
17/06/2026

Grandes ressecções tumorais, reconstruções complexas de mandíbula, separações de gêmeos siameses. Existem cirurgias que começam de manhã e terminam na madrugada. Para o cirurgião, é uma maratona de precisão. Para o anestesiologista, é uma vigília técnica sem pausas, onde cada hora adicional multiplica os riscos.

A partir de determinado tempo, o corpo humano começa a responder ao trauma cirúrgico de forma acumulativa. A temperatura cai, os fatores de coagulação se esgotam, os rins começam a receber menos fluxo. O anestesiologista monitora e trata cada uma dessas variáveis em tempo real, muitas vezes gerenciando simultaneamente transfusões, vasopressores, controle de temperatura e ventilação.

O posicionamento cirúrgico é outro desafio silencioso. Em cirurgias longas, a pressão constante sobre determinados pontos do corpo pode causar lesão por pressão ou neuropatia por compressão. O anestesiologista participa do posicionamento e está atento a essas complicações ao longo de toda a jornada. Ninguém vê esse trabalho, mas ele é essencial.

Ao final de uma grande cirurgia, quando o paciente acorda e começa a se recuperar, dificilmente imagina quantas decisões foram tomadas para mantê-lo estável durante aquelas horas. Isso é o que me move: ser o guardião silencioso de um processo que o paciente nunca vai testemunhar, mas cujo resultado ele vai sentir pelo resto da vida.

Tem curiosidade sobre como são as grandes cirurgias por dentro? Deixe sua pergunta nos comentários.

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Especialista em dor - RQE 63277

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Hoje é um dia de gratidão. O Dia Mundial do Doador de Sangue existe para lembrar que gestos voluntários salvam vidas. Ma...
14/06/2026

Hoje é um dia de gratidão. O Dia Mundial do Doador de Sangue existe para lembrar que gestos voluntários salvam vidas. Mas eu quero contar a parte dessa história que acontece longe dos postos de coleta: o momento em que o sangue doado chega às mãos do anestesiologista dentro de uma sala cirúrgica.

Uma hemorragia intraoperatória pode se instalar em minutos. Traumas, cirurgias vasculares, partos complicados: existem situações em que a velocidade de reposição de sangue define se o paciente sobrevive ou não. O anestesiologista é o profissional que monitora o volume sanguíneo em tempo real, interpreta os parâmetros hemodinâmicos e decide o momento exato de iniciar uma transfusão.

O banco de sangue hospitalar é, por isso, parte indissociável da segurança cirúrgica. Quando um hemocomponente está disponível no momento certo, ele representa a soma de centenas de doações anônimas que foram triadas, testadas, armazenadas e transportadas. Cada bolsa que chega às mãos do anestesiologista carrega uma cadeia de cuidado que começa no braço de um doador.

Se você ainda não doa sangue, hoje é um bom dia para reconsiderar. Os requisitos são simples, o processo é seguro e o impacto é inestimável. Dentro de uma sala cirúrgica, receber uma bolsa de sangue no momento certo é a diferença entre continuar e não continuar.

Já doou sangue alguma vez? Conte nos comentários e inspire mais pessoas a fazer o mesmo.

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Existe uma cirurgia em que o paciente responde perguntas, move os dedos ou conta números enquanto o neurocirurgião opera...
12/06/2026

Existe uma cirurgia em que o paciente responde perguntas, move os dedos ou conta números enquanto o neurocirurgião opera dentro do seu cérebro. Não é cena de filme. É a craniotomia com paciente desperto, uma das técnicas mais complexas e fascinantes da medicina moderna, e o anestesiologista é a peça central que torna tudo isso possível.

A indicação principal é a retirada de tumores cerebrais localizados em áreas eloquentes, regiões responsáveis pela fala, pelo movimento ou pela cognição. Se o paciente estiver inconsciente, o cirurgião não consegue saber em tempo real se está lesionando estruturas vitais. A conversa durante o procedimento é o melhor monitor que existe.

O papel do anestesiologista aqui vai muito além da anestesia convencional. É ele quem planeja e executa a técnica de ‘adormecer e acordar’: o paciente é sedado para abertura do crânio, despertado com precisão para o mapeamento cerebral e novamente sedado para o fechamento. Cada etapa exige dr**as, doses e monitorização completamente distintas. A margem de erro é mínima.

Eu tenho muito respeito por essa técnica porque ela representa o que há de mais humano na medicina cirúrgica: preservar quem o paciente é, sua voz, seus movimentos, sua identidade, enquanto retiramos o que ameaça sua vida. A anestesia, nesse contexto, não é suporte. É protagonismo.

Você já havia ouvido falar nessa técnica? Comente abaixo e compartilhe com alguém que se interessa por neurologia e medicina.

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Quando o paciente que vai para o centro cirúrgico é uma criança, toda a abordagem anestésica muda. A fisiologia pediátri...
10/06/2026

Quando o paciente que vai para o centro cirúrgico é uma criança, toda a abordagem anestésica muda. A fisiologia pediátrica é diferente da do adulto em praticamente todos os aspectos relevantes para a anestesiologia e isso exige um planejamento ainda mais minucioso e uma equipe altamente preparada.

Crianças têm vias aéreas menores, metabolismo mais acelerado, reserva fisiológica diferente e respondem de maneira distinta às dr**as anestésicas. A dosagem é calculada com precisão por peso, e qualquer variação pode ter consequências mais rápidas do que em adultos. A anestesia infantil é um campo em constante evolução e a atualização do conhecimento é fundamental para garantir a segurança dos pequenos pacientes.

A preparação psicológica da criança, assim como dos pais, também é parte do cuidado anestésico: técnicas de distração, presença dos pais durante a indução e comunicação empática fazem parte da abordagem personalizada que pratico.

Se seu filho vai passar por uma cirurgia, converse com o anestesiologista antes do procedimento. Explique a ele o que vai acontecer de forma simples e segura, tire suas dúvidas e permita que a equipe conheça as particularidades da criança. Essa parceria entre pais e médicos é fundamental para o sucesso do procedimento.

💙 Seu filho vai passar por um procedimento cirúrgico? Me envie uma mensagem ou deixe sua dúvida nos comentários!



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