Dra. Renata Bruce

Dra. Renata Bruce 👩🏻‍⚕️Cuido da mulher de forma humanizada e integralizada
🤰🏻Foco: infertilidade e gestação de alto risco
🚨Hidrotubação BH
🩺 CRM-MG 46219 / RQE: 29020

A idade da mulher e a fertilidade viraram assunto comum. Reserva ovariana, qualidade dos óvulos, janela reprodutiva — es...
16/09/2026

A idade da mulher e a fertilidade viraram assunto comum. Reserva ovariana, qualidade dos óvulos, janela reprodutiva — essa conversa existe, é importante e precisa acontecer.

Mas existe uma parte dessa equação que quase nunca é mencionada.

A idade dele também entra nessa conta.

Durante décadas, a medicina tratou a fertilidade masculina como praticamente imune ao envelhecimento. A idéia de que homem produz espermatozóide a vida inteira criou uma narrativa de que a idade dele não importa.

A ciência mais recente mostra que importa — e mais do que se pensava.

A partir dos 40 anos, a qualidade do DNA espermático começa a declinar de forma progressiva. Isso não signif**a que a gravidez se torna impossível — mas signif**a que o risco de algumas alterações aumenta.

Estudos mostram que a idade paterna avançada está associada a maior tempo para conseguir a gestação, maior risco de perdas gestacionais no primeiro trimestre, e aumento na incidência de algumas condições no bebê — incluindo autismo e esquizofrenia, segundo pesquisas recentes.

O espermograma convencional avalia quantidade, motilidade e morfologia. Mas ele não avalia fragmentação do DNA espermático — um marcador de qualidade que só aparece em exames específicos e que se torna mais relevante conforme a idade avança.

Isso não é motivo de alarme. É motivo de investigação completa — dos dois lados.

Quando um casal busca a gravidez e ela não vem, a investigação precisa incluir ele desde o início. Não como suspeito. Como parte do sistema.

Porque fertilidade é sempre uma equação de dois.

O ultrassom é uma janela. Uma janela muito boa — mas com limite de visão.Ele mostra o útero por fora. O contorno. O tama...
14/09/2026

O ultrassom é uma janela. Uma janela muito boa — mas com limite de visão.

Ele mostra o útero por fora. O contorno. O tamanho. As estruturas ao redor. E faz isso muito bem.

O que ele não consegue ver com precisão é o interior da cavidade uterina — a superfície de dentro, onde o embrião precisa se implantar e se desenvolver.

É aí que entra a histeroscopia.

A histeroscopia é um procedimento que introduz uma câmera miniaturizada diretamente dentro do útero — e permite visualizar a cavidade em tempo real, com resolução que o ultrassom não alcança.

Ela encontra o que o ultrassom muita vezes não vê: pólipos endometriais pequenos, septos uterinos, sinéquias — aderências internas que podem impedir a implantação do embrião —, miomas submucosos que invadem a cavidade, e alterações no endométrio que passam despercebidas na imagem indireta.

Em mulheres com dificuldade para engravidar, perdas gestacionais repetidas ou sangramento uterino anormal com ultrassom aparentemente normal — a histeroscopia pode ser o exame que finalmente responde a pergunta que ficou sem resposta.

Não é um procedimento de rotina para todas as pacientes. Mas quando há indicação, ela muda o diagnóstico — e muda o plano.

Ultrassom normal não signif**a cavidade uterina normal. São informações complementares, não equivalentes.

Se você está em investigação e essa peça ainda não foi olhada: ela merece ser.

Sua amiga engravidou no segundo mês.  E você nada....Com isso,  alguém já perguntou o quehá de errado com você.Nada está...
03/09/2026

Sua amiga engravidou no segundo mês. E você nada....

Com isso, alguém já perguntou o quehá de errado com você.

Nada está errado.

O prazo para engravidar não é universal — ele é seu. E ele depende de uma combinação de fatores que não tem nada a ver com a história de ninguém ao seu redor.

Desliza e entende o que realmente define esse prazo.

Provavelmente alguém te disse isso em algum momento da vida.Uma amiga. Sua mãe. Uma tia."Vai ao banheiro depois."Você fo...
26/08/2026

Provavelmente alguém te disse isso em algum momento da vida.

Uma amiga. Sua mãe. Uma tia.

"Vai ao banheiro depois."

Você foi — sem saber exatamente por quê. Só sabendo que era importante.

Então deixa eu te explicar o que está por trás desse conselho.

Por que a mulher é mais vulnerável?

A uretra feminina tem cerca de 3 a 4 cm.

É um trajeto muito curto — o que signif**a que bactérias presentes naturalmente na região ge***al têm pouco caminho a percorrer até chegar à bexiga.

Durante a relação sexual, esse trajeto f**a ainda mais exposto — pelo atrito, pelo contato, pelo movimento.

O resultado pode ser uma infecção urinária. E quem já teve sabe: não é agradável.

O que urinar faz de verdade?

Urinar logo após a relação elimina mecanicamente essas bactérias antes que elas consigam aderir à parede da bexiga.

Não é mito. Não é folclore.

É uma medida simples, sem custo, com respaldo científico — que reduz signif**ativamente o risco de infecção urinária pós-coital.

O ideal é ir ao banheiro em até 30 minutos após a relação.

Mas não é garantia absoluta!!!

Algumas mulheres tomam esse cuidado e ainda assim têm infecções urinárias frequentes.

Quando isso acontece, pode haver outros fatores envolvidos:

→ Alterações na flora vaginal
→ Método contraceptivo
→ Histórico de uso excessivo de antibióticos
→ Alterações anatômicas
→ Quedas de imunidade

Se você tem mais de dois episódios por ano: não normalize. Investigue.

O que fazer se as infecções forem recorrentes?

Infecção urinária recorrente tem diagnóstico e tem manejo.

Existe profilaxia antibiótica pós-coital para casos específicos. Existe investigação de flora vaginal. Existe avaliação urológica quando necessário.

Você não precisa conviver com isso como se fosse inevitável.

Seu corpo não é fraco. Ele só precisa de atenção e informação.

Esse hábito simples que passou de geração em geração tem fundamento clínico real.

Sua mãe sabia o que estava fazendo.

Salve e compartilhe com quem precisa saber disso.

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Antes de falar sobre tratamento, sobre exames, sobre protocolo — preciso te falar sobre sistema.Fertilidade não é um bot...
18/08/2026

Antes de falar sobre tratamento, sobre exames, sobre protocolo — preciso te falar sobre sistema.

Fertilidade não é um botão. É um conjunto de peças que precisa funcionar ao mesmo tempo.

Quando uma delas falha — e muitas vezes em silêncio — a gravidez não acontece. Não porque você fez algo errado. Porque algo no sistema precisa ser olhado.

São 7 pilares. E a maioria das mulheres nunca ouviu falar de todos eles.

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Essa culpa tem um peso que quem não viveu não consegue imaginar.O bebê no peito. O choro. A exaustão. E a sensação de qu...
12/08/2026

Essa culpa tem um peso que quem não viveu não consegue imaginar.

O bebê no peito. O choro. A exaustão. E a sensação de que seu corpo estava falhando com ele — no momento em que ele mais precisava de você.

Preciso te dizer uma coisa que alguém deveria ter dito antes:

A demora na descida do leite raramente é culpa da mãe. Quase sempre tem uma explicação fisiológica — e ela merecia ter sido investigada, não ignorada.

A produção do leite depende de um hormônio chamado prolactina. E a prolactina depende de uma cadeia de eventos que começa ainda no parto — e pode ser interrompida por fatores que a mãe não controla.

Parto cesáreo sem trabalho de parto anterior pode atrasar o pico de prolactina. Estresse intenso no pós-parto eleva o cortisol — que compete diretamente com a prolactina. Perda de sangue signif**ativa no parto pode afetar a hipófise. Retenção de placenta impede a queda do estrogênio — que é o que libera a prolactina para agir.

E ainda existe a possibilidade de hipogalactia verdadeira — produção insuficiente de leite por razões hormonais — que é real, tem diagnóstico e tem manejo.

Nada disso é fraqueza. Nada disso é falta de amor. Nada disso é seu corpo te traindo.

É fisiologia. É hormônio. É um sistema complexo funcionando num momento de extrema demanda.

O que me dói é saber quantas mulheres carregam essa culpa por anos, achando que falharam como mãe.

Se você viveu isso: não foi sua culpa.
Se você está grávida e tem medo que aconteça: conversa com seu médico antes e procure uma consultora de amamentação. Existe suporte, existe manejo.

Você não precisa passar por isso sozinha.

Essa pergunta aparece com frequência na minha caixinha. E ela merece mais do que uma resposta de uma linha.Primeiro, o q...
22/07/2026

Essa pergunta aparece com frequência na minha caixinha. E ela merece mais do que uma resposta de uma linha.

Primeiro, o que é: na adenomiose, o tecido semelhante ao endométrio cresce dentro da parede muscular do útero. O resultado costuma ser cólica intensa, sangramento volumoso e, em algumas mulheres, dificuldade para engravidar.

Agora, a resposta honesta: o único tratamento definitivo da adenomiose é a retirada do útero. É isso que a palavra "cura" signif**a nesse contexto — e é por isso que ela não é o caminho para quem deseja engravidar.

Mas aqui está o que essa resposta esconde quando dita assim, seca: não ter cura definitiva não signif**a conviver com dor.

Hoje temos recursos ef**azes para controlar a doença: tratamentos hormonais que reduzem sangramento e cólica, o DIU hormonal — que costuma responder muito bem em adenomiose —, estratégias específ**as para quem está tentando engravidar e acompanhamento individualizado conforme a fase da vida.

O objetivo do tratamento muda com o seu objetivo. Para quem quer engravidar, a prioridade é preparar o cenário. Para quem já concluiu a maternidade, é qualidade de vida. Para quem está perto da menopausa, pode ser atravessar essa fase com controle — porque a adenomiose tende a regredir depois dela.

Então, respondendo de novo, agora com contexto: cura definitiva só com histerectomia. Controle real, com qualidade de vida e possibilidade de gravidez, existe — e é individualizado.

Se você tem esse diagnóstico, sua próxima pergunta não deve ser "tem cura?", e sim "qual é o tratamento certo para o meu momento?".

Salve este post — e envie para quem acabou de receber esse diagnóstico.

Mioma é comum até 7 em cada 10 mulheres terão ao longo da vida. A maioria nunca precisará de tratamento. O que define a ...
17/07/2026

Mioma é comum até 7 em cada 10 mulheres terão ao longo da vida. A maioria nunca precisará de tratamento. O que define a conduta é a localização — não a presença.

➡️ Submucoso (dentro da cavidade): O que mais preocupa quando o assunto é fertilidade. Relaciona-se com sangramento intenso e dificuldade de implantação do embrião.

➡️ Intramural (na parede do útero): Depende do tamanho e de quanto distorce a cavidade uterina. É onde o raciocínio clínico pesa mais: cada caso é uma avaliação.

➡️ Subseroso (para fora do útero): Raramente interfere na fertilidade, mesmo quando grande. Pode causar sintomas de compressão, mas costuma exigir apenas acompanhamento.

A minha pergunta não é "qual o tamanho?", é "onde está e o que distorce?". Localização + cavidade + seus sintomas + seu plano de engravidar = conduta.

⁉️Recebeu um laudo com mioma e planeja engravidar? Antes do medo, busque interpretação. Envie este post para uma amiga que acabou de sair do ultrassom com essa dúvida.

Cólica que impede de trabalhar. Ciclo que nunca chega na data. Menstruação que some por meses. Você provavelmente ouviu ...
15/07/2026

Cólica que impede de trabalhar. Ciclo que nunca chega na data. Menstruação que some por meses. Você provavelmente ouviu que isso era "normal", "coisa de mulher", "cada corpo é de um jeito".

Não é bem assim... Arraste a tela que eu te explico!

A endometriose não é uma doença "do útero". O tecido pode se implantar em órgãos distantes — e provocar sintomas que nin...
13/07/2026

A endometriose não é uma doença "do útero". O tecido pode se implantar em órgãos distantes — e provocar sintomas que ninguém associa à ginecologia.

— Intestino e bexiga: Os locais extra-pélvicos mais comuns. Dor ao evacuar, sangue nas fezes ou na urina durante a menstruação são sinais de alerta.

— Diafragma e pulmão: Dor no ombro ou no tórax que piora no período menstrual. Em casos raros, pode causar pneumotórax catamenial — colapso pulmonar ligado ao ciclo.

— Umbigo e cicatriz de cesárea: Nódulo doloroso que incha ou sangra na menstruação. Muitas pacientes passam anos tratando como "problema de pele".

— Nervo ciático: Dor ciática cíclica, que aparece e desaparece com o ciclo. Frequentemente confundida com hérnia de disco.

A pista está no padrão: sintomas que seguem o ritmo da menstruação merecem investigação ginecológica. Conhece alguém com uma dor sem explicação? Envie este post para ela.

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