15/10/2020
Ao longo de milhares de anos já tivemos várias referências de representação social para os nossos corpos.
Fazendo um recorte no tempo, podemos começar pensar essa história a partir das esculturas gregas. Corpos perfeitos, esculpidos nos mais diferentes tipos de elementos, porém distantes... Sendo assim, pouco acessível a um número expressivo de pessoas para ver e admirar.
Príncipes e princesas foram durante muito tempo outra referência no que tange a beleza e perfeição dos nossos corpos. Esse modelo também era restrito a um número pequeno de pessoas já que não tínhamos tecnologia que difundisse em larga escala as imagens naquela época e eles também ficaram distantes...
Foi com o advento do cinema que essa representação de corpos irretocáveis começou a ganhar o mundo. Os galãs e estrelas agora chegavam aos 4 cantos do planeta ditando moda de como é e como deveria ser uma silhueta impecável. Mas querendo ou não, os astros do cinema por viverem em sua grande maioria nos Estados Unidos ainda estavam um tanto quanto distantes de nós.
Com a criação e massificação das redes sociais, agora seu vizinho(a) posta malhando todo dia, o conhecido sarado(a) postam de traje de banho nas praias pelo mundo... Os artistas brasileiros – que estão full time nas nossas casas e ainda podemos encontrá-los por aí- aparecem lançando grifes, clipe, explorando também seu “material de trabalho” na sua mais perfeita forma (às vezes com uma ajudinha da tecnologia EM SEGREDO para melhorar o que já está bom). Percebe como a representação social do corpo vai sendo trazida para perto, amplificada, multiplicada?
E pensem bem... Se isso incomoda adultos, imagine o impacto disso em crianças e adolescentes?
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