28/05/2026
É comum pessoas chegarem ao consultório com uma narrativa organizada, um discurso pronto sobre as dores.
No entanto, a verdadeira construção terapêutica acontece nas entrelinhas, no silêncio que precede a fala e naquilo que, por vezes, evitamos admitir para si mesmos.
Com 16 anos de escuta clínica, compreendo que o meu papel não é apenas ouvir suas palavras, mas ajudar a dar voz ao que está submerso.
A psicologia profunda nos convida a olhar para as fendas da nossa arquitetura emocional, onde a transformação costuma habitar.
O que o seu silêncio está tentando comunicar hoje?