23/07/2026
Quando falamos em avaliação do câncer de próstata, três etapas costumam ser confundidas: rastreamento, investigação e confirmação diagnóstica.
O PSA e o toque retal podem fazer parte da avaliação inicial. Eles não procuram exatamente a mesma informação e nenhum deles, isoladamente, confirma o diagnóstico.
O PSA é um marcador produzido pela próstata. Seu resultado pode se modificar em situações benignas, como crescimento prostático, inflamações e infecções.
Por isso, o valor precisa ser relacionado à idade, ao volume da próstata, à sua evolução ao longo do tempo, aos medicamentos utilizados e a outros fatores individuais.
O toque retal fornece uma informação diferente: permite avaliar fisicamente uma parte da próstata e identificar alterações de consistência, nódulos ou assimetrias que não aparecem no exame de sangue. Isso não significa que o toque seja obrigatório para todos os homens, independentemente da situação. Sua realização deve ser discutida de forma individualizada, considerando o motivo da consulta, o PSA, os sintomas, o histórico familiar e o risco estimado.
Quando o conjunto da avaliação indica uma suspeita relevante, a investigação pode avançar para a ressonância multiparamétrica. Dependendo dos achados e do risco individual, uma biópsia pode ser recomendada. É a análise do tecido coletado na biópsia que geralmente confirma a presença de câncer.
Mesmo assim, a decisão não termina no resultado “positivo” ou “negativo”: é necessário compreender as características do tumor, sua agressividade e sua extensão antes de discutir acompanhamento ou tratamento. Portanto, a pergunta mais útil não é “qual exame é melhor?”, mas: “Quais informações precisamos reunir para avaliar corretamente o meu risco?