Maxleila Reis . Consultório de Psicologia

Maxleila Reis . Consultório de Psicologia Você sabia que fazer terapia pode lhe ajudar a ter uma vida com mais satisfação? Por uma vida que

29/05/2026

O que você está se privando de viver por causa do corpo que tem? Como você trata o seu corpo que é o seu instrumento de sentir as experiências?

Nesta cena vemos uma mulher que viveu boa parte da vida escondida dentro de um moletom, tampando os braços, cobrindo o corpo, se afastando de qualquer experiência que pudesse passar por ele (só não se privava de comer).

E então, após algumas experiências na França, ela ganha uma lingerie nova, colorida. O que me tocou nessa cena foi o olhar dela pra si mesma. Um olhar de redescoberta, de aceitação… olhando para o próprio corpo de uma maneira terna, com bondade, e pede desculpas. Desculpas por ter escondido e até maltratado esse corpo.

Esse filme, “Eu me chamo Agneta” toca em pontos tão pertinentes e essa cena específica amarra a reflexão que o enredo traz sobre: o que você está se privando de viver enquanto espera ter o corpo que a cultura diz que você deveria ter?
Que prazeres estão sendo adiados?
Que experiências está negando a si mesma por acreditar que precisa alcançar um padrão, ter um determinado corpo para então, merecer vivê-las?

Nós, mulheres, somos bombardeadas desde cedo com padrões muito específicos de como esse corpo deve ser, e de como devemos ser. E quando o corpo não se encaixa nesses padrões, e frequentemente ele não se encaixa, porque esses padrões podem ser inalcançáveis, o que acontece é um processo de privação de situações que podem trazer vitalidade ( a libido dita no filme!)

Adia-se o biquíni pra quando emagrecer.
Evita dançar porque não quer chamar atenção.
Deixa de viver experiências que deveriam ser acessíveis agora, com esse corpo, nesse momento.

Você merece viver as experiências boas que estão disponíveis hoje com o corpo que você tem e o convite aqui é que olhe para si com mais autocompaixão e gentileza, reconhecendo a história que ele carrega e abrindo espaço pra que ele viva. Não depois de mudar. Agora. Com o que ele é hoje!

Seu corpo não precisa ser o corpo ideal pra merecer experiências boas que te fazem sentir viva. Ele já merece, você merece!

A carreira enquanto psicólogo começa antes da formatura. E continua muito além dela!Tão bom olhar para trás,  e para o h...
25/05/2026

A carreira enquanto psicólogo começa antes da formatura. E continua muito além dela!

Tão bom olhar para trás,  e para o hoje, e  perceber que mesmo sem um planejamento lá no início fui fazendo escolhas que eu repetiria!

O filme “ Filho de Mil Homens” (Baseado no livro do Valter Hugo Mãe) está entre aqueles que para mim são poéticos e extr...
22/05/2026

O filme “ Filho de Mil Homens” (Baseado no livro do Valter Hugo Mãe) está entre aqueles que para mim são poéticos e extremamente sensíveis.  Nele há a construção de vínculo, pertencimento e aceitação entre pessoas vulneráveis machucadas por outras relações. Você já viu?

Leia esse post, sem deixar de fazer essa consideração: cada mãe, ou quem exerceu essa função de maternar, fez e faz o se...
19/05/2026

Leia esse post, sem deixar de fazer essa consideração:

cada mãe, ou quem exerceu essa função de maternar, fez e faz o seu possível! A tarefa de cuidar de um ser tão vulnerável é complexa e sem manual, e quem a exerce também tem uma história de aprendizado e foi influenciado por muitas variáveis a agir como agir. Não é sobre culpabilização.

Analisar o que essa relação deixou em você possibilita ter mais autoconhecimento e isso nos coloca em uma posição mais privilegiada diante da vida.

16/05/2026

Queria que você lembrasse que AMAR é um verbo!

Sendo assim indica uma ação, considere então como uma habilidade que pode ser treinada e desenvolvida de forma consciente e que promove naqueles que se relacionam o amor, enquanto emoção.

Para Skinner, teórico da Análise do comportamento: “O amor é, se não me engano, o nome para o reforço positivo que uma pessoa recebe de outra, e vice-versa.”

Como o que é reforçador positivo para cada um depende de aspectos biopsicossociais estamos falando aqui do aspecto que sinaliza o quanto precisamos aprender na relação sobre amar.

A vida imaginada tem bordas definidas. A companhia que você idealiza não late quando você está cansada, não derruba água...
12/05/2026

A vida imaginada tem bordas definidas. A companhia que você idealiza não late quando você está cansada, não derruba água no tapete, não exige atenção quando você não tem para dar. As relações idealizadas acontece sempre na hora certa, com a mesa posta, sem constrangimento, sem mostrar falhas.

Existe um padrão que aparece com frequência no consultório: a pessoa que espera a versão certa da vida para começar a vivê-la. Espera ter mais tempo, mais dinheiro, mais certeza de que “agora é a hora certa”. E enquanto espera, a vida imaginada permanece intacta porque na imaginação nada atrasa, nada decepciona, nada sai do lugar, não há falhas.
Mas a vida real não funciona assim.

Ela tem altos e baixos que você não planejou, nem imaginou. Tem momentos que foram difíceis, e permaneceram por mais tempo do que você gostaria, e outros que foram bons demais até para ser verdade.

A vida que cabe no papel e no excel não faz bagunça. Mas também não faz companhia, não deixa saudade, não muda ninguém.

Viver é isso: o imprevisto, o imperfeito, ver acontecer o que não estava no roteiro e escolher ficar e sentir mesmo assim.
Que você se permita viver o novo, mesmo que para isso precise aceitar a ausência de controle, o não se sentir pronto. Que você escolha ficar e viver aquilo que te faz sentir vivo, mesmo que não esteja descrito em nenhum plano.🤍

Obrigado mainha por ser colo seguro que me fez seguir a minha vida com meus passos!Lembro de um momento, já formada, mor...
10/05/2026

Obrigado mainha por ser colo seguro que me fez seguir a minha vida com meus passos!

Lembro de um momento, já formada, morando em Belo Horizonte, sem emprego ainda, cogitando voltar para o interior. E a fala da minha mãe, naquele momento, com toda sua sensibilidade me deu a confiança que eu precisava para acreditar que eu ia encontrar o meu caminho.

Suas palavras evocaram uma espécie de autorização interna para crescer, voar e construir a minha própria vida, mesmo distante fisicamente, sem culpa.

O que a relação com a sua mãe deixou em você?

05/05/2026

Não deixe que o medo de sentir te impeça de viver.

Ao longo de toda uma vida, a cultura ensinou a muitos homens que seu valor está diretamente ligado ao que produzem, ao q...
01/05/2026

Ao longo de toda uma vida, a cultura ensinou a muitos homens que seu valor está diretamente ligado ao que produzem, ao que provêm, ao quanto sustentam.

Esse modelo teve sua lógica e, por muito tempo, funcionou.

Mas quando o trabalho se torna a única fonte de identidade, e esse pilar oscila, não sobra muito onde se apoiar.

Às vezes o sofrimento chega antes das palavras para descrevê-lo, é assim que muitos homens chegam ao consultório.

Não necessariamente nomeando o que sentem, mas carregando um cansaço que não passa, uma irritabilidade sem motivo claro e um distanciamento das pessoas que mais importam.

O que vejo nessas conversas não é fraqueza. É a consequência de um mapa desenhado com poucos caminhos.

E mapas podem ser ampliados.

Se alguma parte disso ressoa em você, talvez valha a pena refletir sobre: quem você é para além do que você faz?

Quem cuida de quem cuida?No consultório, essa pergunta aparece muitas vezes, não como uma frase dita, mas como um cansaç...
30/04/2026

Quem cuida de quem cuida?
No consultório, essa pergunta aparece muitas vezes, não como uma frase dita, mas como um cansaço que se reconhece no corpo e na fala de quem chega.

“Eu cuido de todo mundo. Só não sei parar para cuidar de mim.”
“Quando paro de fazer coisas a minha mente lista tudo a fazer e me sinto culpada”

Às vezes, é a profissional de saúde que passa o dia acolhendo outros e não encontra espaço para olhar para o próprio cansaço.

Às vezes, é a mãe que organizou a vida inteira em torno da família e percebe que se perdeu de si.

Às vezes, é alguém que nunca aprendeu que cuidar de si também é uma forma de cuidado com as relações com quem se ama.

Cuidar de si não é o oposto de cuidar do outro. Pelo contrário, cuidar de si é o que torna esse cuidado possível e sustentável.

Quem se abastece tem mais para oferecer. Quem se esvazia, muitas vezes, oferece apenas o que já não tem.

Quem cuida de quem cuida?
Talvez essa seja a pergunta que abre espaço para uma relação mais viva com o próprio cuidado.

Endereço

Avenida Prudente De Morais, 290. Sala 1301
Belo Horizonte, MG
30380002

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