29/05/2026
O que você está se privando de viver por causa do corpo que tem? Como você trata o seu corpo que é o seu instrumento de sentir as experiências?
Nesta cena vemos uma mulher que viveu boa parte da vida escondida dentro de um moletom, tampando os braços, cobrindo o corpo, se afastando de qualquer experiência que pudesse passar por ele (só não se privava de comer).
E então, após algumas experiências na França, ela ganha uma lingerie nova, colorida. O que me tocou nessa cena foi o olhar dela pra si mesma. Um olhar de redescoberta, de aceitação… olhando para o próprio corpo de uma maneira terna, com bondade, e pede desculpas. Desculpas por ter escondido e até maltratado esse corpo.
Esse filme, “Eu me chamo Agneta” toca em pontos tão pertinentes e essa cena específica amarra a reflexão que o enredo traz sobre: o que você está se privando de viver enquanto espera ter o corpo que a cultura diz que você deveria ter?
Que prazeres estão sendo adiados?
Que experiências está negando a si mesma por acreditar que precisa alcançar um padrão, ter um determinado corpo para então, merecer vivê-las?
Nós, mulheres, somos bombardeadas desde cedo com padrões muito específicos de como esse corpo deve ser, e de como devemos ser. E quando o corpo não se encaixa nesses padrões, e frequentemente ele não se encaixa, porque esses padrões podem ser inalcançáveis, o que acontece é um processo de privação de situações que podem trazer vitalidade ( a libido dita no filme!)
Adia-se o biquíni pra quando emagrecer.
Evita dançar porque não quer chamar atenção.
Deixa de viver experiências que deveriam ser acessíveis agora, com esse corpo, nesse momento.
Você merece viver as experiências boas que estão disponíveis hoje com o corpo que você tem e o convite aqui é que olhe para si com mais autocompaixão e gentileza, reconhecendo a história que ele carrega e abrindo espaço pra que ele viva. Não depois de mudar. Agora. Com o que ele é hoje!
Seu corpo não precisa ser o corpo ideal pra merecer experiências boas que te fazem sentir viva. Ele já merece, você merece!