11/08/2026
A Ivete Sangalo contou que sofreu bullying na escola — pelo sotaque, pelos gostos, pela voz, por ser diferente. E aquilo doeu. Porque criança sente tudo, e sente fundo.
Agora pensa comigo: quantas crianças vivem isso todos os dias? Não por causa de uma briga, mas por algo que se repete. Um comentário. Uma risada. Um apelido.
Cada repetição manda uma mensagem silenciosa: "tem algo errado com você".
E é aqui que a gente precisa olhar com mais cuidado. Porque a criança não sofre sozinha. Ela vive dentro de um sistema — a família, a escola, os amigos. E é nesse sistema que ela aprende, desde cedo, o que pode ser e o que não pode. É ali que se constrói a forma como ela se enxerga.
Comentários repetidos não mudam só o humor do dia. Eles vão moldando a autoestima e a identidade. E quando a criança é tratada como "diferente demais", ela pode começar a acreditar que precisa se encolher para ser aceita.
Mas existe outro caminho. E ele começa em casa.
Quando a gente acolhe a diferença, quando dizemos "você é do seu jeito, e isso é suficiente", a gente devolve à criança o direito de ser quem ela é. Não para mudá-la, mas para que ela se sinta segura para se mostrar.
A mudança não começa na criança. Começa no sistema ao redor dela. E os pais têm um papel fundamental — não de culpa, mas de presença.
Ser diferente não é defeito. Fugir do padrão não diminui o valor de ninguém.
O que foi motivo de sofrimento na infância da Ivete, com o tempo, virou sua maior singularidade — a voz, o jeito, a presença que hoje encantam milhões.
A diferença que hoje parece um problema, muitas vezes é a própria assinatura de uma pessoa.
Se essa mensagem tocou você, compartilha com outra mãe. 💛
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