07/08/2026
Você já teve a sensação de que, por mais que confronte o Crítico Interno, ele continua ali — rígido, resistente e repetitivo?
Na Terapia do Esquema, é comum trabalharmos com firmeza diante do Modo Pai Punitivo. Muitas vezes, colocar limite, interromper e confrontar funciona bem.
Mas nem sempre.
Em alguns pacientes, o crítico interno parece “preso”. Ele não enfraquece apenas com repreensão. Às vezes, até se intensifica.
Isso pode acontecer porque essa voz crítica, embora destrutiva no presente, pode ter exercido alguma função no passado: tentar proteger, controlar, evitar rejeição, impedir erro ou garantir pertencimento.
Por isso, quando o confronto direto não funciona, a pergunta clínica muda:
“O que esse crítico está tentando fazer pelo paciente, mesmo de forma adoecida?”
O objetivo não é validar o ataque.
É compreender a função do modo para poder limitá-lo com mais precisão.
Na prática clínica, o equilíbrio é essencial:
nem se submeter ao crítico, nem apenas brigar com ele.
A intervenção precisa combinar limite, curiosidade clínica e fortalecimento do Adulto Saudável.
Porque, às vezes, o crítico não se transforma quando é apenas combatido.
Ele se transforma quando perde sua função.
Salve este post para revisitar antes de conduzir diálogos com modos críticos resistentes.