Agnaldo Lopes Ginecologia

Agnaldo Lopes Ginecologia CRM-MG 29239; CRMESP 188525; RQE 12308; RQE 12309 A clínica Dr. Agnaldo Lopes Ginecologia é um espaço que concilia estrutura física e atendimento humanizado.

Dr. Agnaldo Lopes atua na área de ginecologia com ênfase em ginecologia oncológica, cirurgia ginecológica, endometriose e cirurgias minimamente invasivas (robótica e videolaparoscopia). Dr. Agnaldo é ginecologista e cirurgião geral/trauma com atuação em cirurgia invasivas (robótica e videolaparoscopia). Realiza atendimentos em Belo Horizonte e São Paulo, sendo médico do corpo clínico da Rede Mater

Dei de Saúde (BH), Hospital Vila da Serra (BH), Hospital Israelita Albert Einstein (SP), Hospital Moriah (SP) e Hospital 9 de Julho (SP). Atualmente, é professor titular do Departamento de Ginecologia e Obstetrícia da Faculdade de Medicina da UFMG e presidente da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (FEBRASGO). A clínica está localizada na área hospitalar do bairro Santa Efigênia, área médica de Belo Horizonte e, para seu conforto e segurança, conta com estacionamento. Toda a equipe está preparada para te receber buscando cuidar da sua saúde e promover um atendimento de alta qualidade. Agende agora mesmo a sua consulta.

15/05/2026

O GLOBOCAN 2022 estima 50 milhões de sobreviventes de câncer no mundo, com sobrevida em 5 anos superior a 67% nos países desenvolvidos. Contudo, 70–90% apresentam efeitos tardios do tratamento (Shapiro, 2018). A fadiga crônica afeta 30–60% e pode persistir por 5–10 anos (Bower, 2014). A cardiotoxicidade por antraciclinas causa insuficiência cardíaca em até 5% dos pacientes (Cardinale et al., 2015); radioterapia mediastinal aumenta risco coronariano em 30% após 15–20 anos. O chemobrain acomete 20–30% dos sobreviventes (Janelsins et al., 2014). A neuropatia periférica por taxanos e platinas afeta 30–40% (Seretny et al., 2014). A disfunção sexual atinge até 70% das sobreviventes de câncer ginecológico e mamário. No Brasil, 60–70% dos diagnósticos são em estágios III–IV (INCA, 2022), com maior carga de efeitos tardios. Esses efeitos são reconhecidos, documentados e tratáveis.
Referências: Sung H et al. Global Cancer Statistics 2020: GLOBOCAN estimates. CA Cancer J Clin. 2021;71(3):209-249. Shapiro CL. Cancer survivorship. N Engl J Med. 2018;379(25):2438-2450. Bower JE. Cancer-related fatigue: mechanisms, risk factors, and treatments. Nat Rev Clin Oncol. 2014;11(10):597-609. Cardinale D et al. Early detection of anthracycline cardiotoxicity. Circulation. 2015;131(22):1981-1988. Janelsins MC et al. Prevalence, mechanisms, and management of cancer-related cognitive impairment. Int Rev Psychiatry. 2014;26(1):102-113. Seretny M et al. Incidence, prevalence, and predictors of chemotherapy-induced peripheral neuropathy. Pain. 2014;155(12):2461-2470. INCA. A situação do câncer no Brasil. Ministério da Saúde. 2022.

05/05/2026

O sangramento uterino anormal afeta uma em cada três mulheres e é definido pelo NICE como perda excessiva de sangue menstrual que interfere negativamente na qualidade de vida da paciente. A investigação utiliza a classificação PALM-COEIN da FIGO: causas estruturais (Pólipo, Adenomiose, Leiomioma, Malignidade) e não estruturais (Coagulopatia, Ovulatória, Endometrial, Iatrogênica, Não classificada) (Munro et al., 2018). Até 20% das adolescentes com sangramento excessivo apresentam coagulopatias, sendo a doença de von Willebrand a mais prevalente (13%) (Shankar et al., 2004). O sangramento uterino anormal é a principal causa de anemia ferropriva em mulheres em idade reprodutiva, com impacto estimado de até 20% na produtividade laboral. A presença de impacto funcional na vida diária já constitui indicação de investigação, independentemente de anemia laboratorial.
Referências: NICE Guideline NG88. Heavy menstrual bleeding: assessment and management. 2018 (updated 2021). Munro MG et al. The two FIGO systems for normal and abnormal uterine bleeding symptoms and classification of causes of abnormal uterine bleeding in the reproductive years: 2018 revisions. Int J Gynaecol Obstet. 2018;143(3):393-408. Shankar M et al. Von Willebrand disease in women with menorrhagia: a systematic review. BJOG. 2004;111(7):734-740. Liu Z et al. A systematic review evaluating health-related quality of life, work impairment, and healthcare costs in abnormal uterine bleeding. Value Health. 2007;10(3):183-194.

Cirurgia feita com segurança também envolve prevenção no pós-operatório. A trombose é um risco real, mas hoje, totalment...
28/04/2026

Cirurgia feita com segurança também envolve prevenção no pós-operatório. A trombose é um risco real, mas hoje, totalmente evitável com as medidas certas.
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23/04/2026

O câncer de v***a é um tumor ginecológico menos frequente, mas que merece atenção. No Brasil, estimam-se cerca de 1.500 a 2.000 novos casos por ano. Ele representa uma pequena parcela dos cânceres ginecológicos, mas pode ter impacto importante na saúde e na qualidade de vida das mulheres. Tradicionalmente, é mais comum após os 60 anos, muitas vezes associado a doenças crônicas da pele da v***a. Mas, nas últimas décadas, também observamos casos em mulheres mais jovens, especialmente relacionados à infecção pelo HPV. Um ponto fundamental é que, diferente de outros cânceres ginecológicos, o câncer de v***a costuma dar sinais precoces. Os sintomas mais comuns incluem coceira persistente, feridas que não cicatrizam, lesões ou verrugas que aumentam, dor, sangramento ou mudanças na cor e na textura da pele. Muitas mulheres convivem com esses sintomas por meses, às vezes até por anos, acreditando que é apenas uma irritação, uma infecção ou algo passageiro. Mas atenção: se uma lesão na v***a não melhora após algumas semanas, ela precisa ser avaliada. O diagnóstico precoce permite tratamentos menos agressivos e melhores resultados. Por isso, observar o próprio corpo e procurar avaliação quando algo muda é essencial para proteger a saúde da mulher.

17/04/2026
14/04/2026

A endometriose afeta 190 milhões de mulheres no mundo e aproximadamente 8 milhões no Brasil (WHO, 2023). Estudo prospectivo do Nurses’ Health Study II, com mais de 70 mil mulheres acompanhadas por 12 anos, demonstrou que o consumo elevado de carne vermelha aumenta o risco em 56%, gorduras trans em 48% e álcool em 50%, enquanto ômega-3 reduz em 22% (Missmer et al., 2010). A cúrcuma inibe a via NF-kB, com supressão de até 80% da proliferação de células endometrióticas in vitro (Zhang et al., 2013). Os vegetais crucíferos favorecem o metabolismo estrogênico. Seis meses de dieta anti-inflamatória resultaram em redução de 75% na dor pélvica e 50% na dismenorreia. A orientação nutricional não substitui o tratamento médico, mas constitui ferramenta com evidência científica que deve integrar o manejo da endometriose.
Referências: Missmer SA et al. A prospective study of dietary fat consumption and endometriosis risk. Hum Reprod. 2010;25(6):1528-1535. Parazzini F et al. Selected food intake and risk of endometriosis. Hum Reprod. 2004;19(8):1755-1759. Nodler JL et al. Supplementation with omega-3 fatty acids and endometriosis risk in the Nurses’ Health Study II. Reprod Sci. 2020;27(2):506-512. Zhang Y et al. Curcumin inhibits endometriosis endometrial cells by reducing estradiol production. Iran J Reprod Med. 2013;11(5):415-422. WHO. Endometriosis Fact Sheet. Geneva: WHO. 2023.

20/03/2026

Saiba quais são os cânceres ginecológicos mais comuns que atingem as mulheres brasileiras.
O INCA divulgou as novas estimativas de câncer no Brasil e os dados chamam atenção. O câncer de colo do útero registra cerca de 17 mil casos por ano e ainda está fortemente relacionado à desigualdade no acesso à prevenção. O câncer de endométrio apresenta cerca de 8 mil casos anuais e vem crescendo, associado ao envelhecimento e à obesidade. O câncer de ovário, com aproximadamente 7 mil casos por ano, segue como um grande desafio pelo diagnóstico tardio. Já o câncer de v***a, embora menos frequente, soma cerca de 1 a 2 mil casos anuais e também merece atenção. Mais do que números, esses dados refletem o acesso das mulheres à prevenção, ao diagnóstico precoce e ao tratamento adequado.

16/03/2026

Endometrioma: o que isso significa para a saúde da mulher?
Muitas mulheres descobrem um cisto no ovário e imaginam que seja algo simples. Mas nem todo cisto é igual. O endometrioma é uma das formas mais comuns da endometriose e está presente em cerca de 20 a 40% das mulheres com a doença. Ele pode estar associado à dor pélvica, alterações da anatomia da pelve e, em cerca de 40% dos casos, pode indicar endometriose profunda infiltrativa. Outro ponto importante é que tanto a doença quanto a cirurgia podem impactar a reserva ovariana. Estudos mostram que a retirada cirúrgica do endometrioma pode reduzir em 30 a 40% os níveis do hormônio antimülleriano, um marcador da reserva ovariana. Por isso, nem todo endometrioma precisa de cirurgia, e a decisão deve ser sempre individualizada. Em algumas situações, pode até ser discutido o congelamento de óvulos antes da cirurgia. Mais do que um achado no ultrassom, o endometrioma pode ser um sinal de uma doença que exige avaliação especializada e planejamento cuidadoso.

13/03/2026

Endometriose: quando uma nova cirurgia pode ser necessária?
Muitas pacientes perguntam se a cirurgia resolve definitivamente a endometriose. Em alguns casos, uma nova cirurgia pode ser necessária ao longo do tempo. Estudos mostram que 20 a 40% das mulheres podem apresentar recorrência de sintomas após o tratamento cirúrgico inicial. Isso acontece porque a endometriose pode se manifestar novamente. Mas é importante lembrar que nem toda recorrência de sintomas significa necessidade de nova cirurgia. Cirurgias repetidas, especialmente no ovário, podem impactar a reserva ovariana. Em muitos casos, o controle dos sintomas pode ser feito com tratamento clínico e acompanhamento adequado. Quando indicada, a cirurgia deve ser planejada com cuidado e realizada por equipes experientes. O objetivo não é apenas tratar a doença naquele momento, mas proteger a qualidade de vida da mulher e preservar sua saúde reprodutiva ao longo do tempo.

10/03/2026

Câncer de colo do útero: uma violência silenciosa contra a mulher
Quando pensamos em violência contra a mulher, geralmente lembramos da violência física ou psicológica. Mas existe também uma violência silenciosa: quando mulheres continuam adoecendo e morrendo de doenças que poderiam ser prevenidas. No Brasil, estimam-se cerca de 17 mil novos casos de câncer de colo do útero por ano, sendo o 4º câncer mais frequente entre as mulheres brasileiras, e mais de 60% dos diagnósticos ainda acontecem em estágios avançados. A desigualdade também aparece nesses números: uma mulher que nasce na região Norte pode ter até três vezes mais risco de desenvolver essa doença do que uma mulher no Sudeste. O câncer de colo do útero é prevenível e tratável quando diagnosticado precocemente. Cada morte por essa doença não é apenas uma estatística. É uma mãe, uma filha, uma irmã. É uma vida que poderia ter sido protegida.

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30150270

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