05/06/2026
Muitos pacientes com fibrilação atrial, extrassístoles frequentes ou outras arritmias atriais recebem antiarrítmicos, normalizam o Holter e seguem acreditando que o problema foi resolvido.
Mas será que foi mesmo?
Obesidade, apneia do sono, hipertensão, diabetes, sedentarismo, consumo excessivo de álcool e inflamação sistêmica não são apenas fatores associados às arritmias. Em muitos casos, são a própria causa da doença.
Controlar a arritmia sem tratar os fatores que a alimentam é como secar o chão sem fechar a to****ra.
O objetivo não deve ser apenas “limpar o Holter”. O objetivo é reduzir a carga arrítmica, evitar progressão da doença, diminuir recorrências, reduzir hospitalizações e melhorar desfechos.
Quando tratamos apenas o exame, cuidamos da nossa ansiedade. Quando tratamos os fatores de risco, cuidamos do paciente.
Arritmia se trata no eletrocardiograma. Mas também na balança, na pressão arterial, no sono, na glicemia e no estilo de vida.
👉 Na sua prática, qual fator de risco você mais encontra negligenciado em pacientes com fibrilação atrial? Obesidade, apneia do sono ou hipertensão? Compartilhe sua experiência nos comentários.