Juliana Elias Duarte

Juliana Elias Duarte Médica especialista em Geriatria e Medicina Paliativa. Consultório: 31 3586-2246

24/08/2026

Conviver com o Alzheimer é viver dias imprevisíveis.

Em alguns momentos, a pessoa pode sair de casa e já não reconhecer o caminho de volta. Para o filho, f**am o medo, a preocupação e a responsabilidade de tentar conduzi-la novamente para um lugar seguro.

São batalhas diárias que muitas pessoas não veem: repetir a mesma orientação, manter a calma mesmo diante do desespero e reorganizar constantemente a rotina para proteger quem se ama.

Por trás de cada família que convive com a demência, existe alguém tentando ser forte, mesmo cansado e com medo de não saber o que fazer.

Se essa também é a sua realidade, você não precisa enfrentar todas essas dúvidas sozinho.

Acesse o link da bio para conhecer. 💛

Durante muitos anos, foram eles que seguraram nossas mãos, acompanharam nossos passos e cuidaram para que nada nos falta...
21/08/2026

Durante muitos anos, foram eles que seguraram nossas mãos, acompanharam nossos passos e cuidaram para que nada nos faltasse.

Com o passar do tempo, os papéis podem mudar mas o amor continua o mesmo.

Cuidar de quem envelhece é também oferecer presença, escuta e respeito. É compreender seu tempo, preservar sua autonomia e acolher suas necessidades sem deixar de enxergar sua história.

Porque quem cuidou de nós a vida inteira merece envelhecer cercado de paciência, dignidade e carinho. 💛

Envie esta mensagem para alguém que também vive esse cuidado.

Convencer um pai a ir ao médico quando ele diz que está bem é uma das partes mais difíceis de cuidar de alguém que a gen...
19/08/2026

Convencer um pai a ir ao médico quando ele diz que está bem é uma das partes mais difíceis de cuidar de alguém que a gente ama.

Ele resiste. Diz que não precisa. Diz que sempre foi assim. Diz que é a idade e que não tem o que fazer.

E você f**a na dúvida: será que estou exagerando? Será que é mesmo normal?

Existe uma diferença entre o envelhecimento natural e sinais que merecem uma avaliação especializada. E essa diferença muitas vezes só quem está de fora, convivendo de perto, consegue perceber antes do próprio médico.

Você não precisa ter certeza para agir. Precisa de atenção para os sinais.

Arrasta o carrossel. Se você se reconhecer em algum desses pontos, não espera mais para marcar uma consulta.

Quanto mais cedo a gente avalia, mais opções a gente tem. E mais tranquila você vai f**ar sabendo que fez a coisa certa na hora certa.

17/08/2026

Quando falo em consulta que o exercício físico faz parte do plano de cuidado do meu paciente, não é figura de linguagem.

É porque eu sei o que acontece com o corpo do idoso que se move e o que acontece com o corpo de quem para.

A perda de massa muscular que vem com a inatividade não é só estética. Ela aumenta o risco de quedas, compromete o equilíbrio, dificulta tarefas simples do dia a dia e tem impacto direto sobre a saúde cerebral. Manter o músculo ativo é manter a independência por mais tempo.

O que o Sebastião mostra nesse vídeo é exatamente o que eu gostaria que cada paciente meu tivesse acesso. Movimento adaptado, orientado, pensado para a realidade do corpo idoso. Sem exagero, sem risco, com resultado.

Fonte: .longevidade

14/08/2026

Falta de tempo é a justif**ativa mais honesta e mais perigosa que existe.

Honesta porque a vida realmente está cada vez mais cheia. Honesta porque as demandas são reais e o dia não estica.

Perigosa porque o que a gente vai adiando quando o tempo aperta é sempre a mesma coisa, o cuidado com a gente.

O sono encurta primeiro. A alimentação vira o que der. O exercício f**a para semana que vem. A socialização vai rareando sem que a gente perceba. E um dia a gente olha para trás e vê que faz meses cuidando de tudo e de todos menos de si mesmo.

Envelhecer bem não acontece por acaso. É construído em escolhas pequenas, feitas com consistência, ao longo do tempo. E essas escolhas todas pedem tempo, um pouco, mas pedem.

A boa notícia é que nunca é tarde para começar a fazer diferente. O corpo responde. A saúde responde. O que importa é dar o primeiro passo, mesmo que pequeno, mesmo que imperfeito.

Essa pergunta chega no consultório quase toda semana.Às vezes vem da filha que quer incentivar o pai mas tem medo de for...
12/08/2026

Essa pergunta chega no consultório quase toda semana.

Às vezes vem da filha que quer incentivar o pai mas tem medo de forçar demais. Às vezes vem do próprio paciente, que acha que já passou da hora.

A resposta é sim. Quase sempre sim.

A idade por si só raramente é o impedimento. E o que poucas famílias sabem é que o exercício físico tem efeito direto sobre o cérebro.

Não é tarde. Nunca é tarde para começar.

E se você quer saber mais sobre como o estilo de vida protege o cérebro do seu familiar, esse é um dos temas do Demência Sem Dúvidas. O link está na bio.

10/08/2026

Ninguém fala sobre a culpa que vem depois.

Depois do tom de voz mais alto do que você queria. Da resposta curta quando ele perguntou de novo. Do suspiro que escapou sem querer. Do momento em que você estava no limite e ele precisava de você inteira, e você não tinha mais nada para dar.

Cuidar de alguém com Alzheimer é uma das tarefas mais exigentes que existem. Não porque você não ama.

A paciência que ele teve com você quando você era pequeno foi construída numa fase da vida completamente diferente. Sem o peso do cuidado. Sem o cansaço acumulado. Sem a dor de ver alguém que você ama sendo levado pela doença aos poucos.

A impaciência passa. O amor f**a. E ele, de algum lugar dentro da doença, sente esse amor muito mais do que sente qualquer momento difícil que vocês tenham tido.

O Alzheimer não apaga o amor de uma vida inteira.

03/08/2026

A gente foi ensinado a ter medo de envelhecer.

Como se cada ano fosse uma perda. Como se chegar aos 70, 80, 90 anos fosse apenas ir deixando coisas para trás.

Envelhecer traz perdas e eu não vou romantizar o que não é. Mas traz também uma forma de estar no mundo que só o tempo constrói.

O meu trabalho é cuidar para que essa fase tenha a saúde que ela merece. Para que o corpo acompanhe tudo que ainda há para viver.

Porque envelhecer é uma fase da vida. Uma fase cheia de vida.

Existe algo que aprendi ao longo de 20 anos cuidando de famílias com Alzheimer que nenhum livro me ensinou com tanta cla...
31/07/2026

Existe algo que aprendi ao longo de 20 anos cuidando de famílias com Alzheimer que nenhum livro me ensinou com tanta clareza quanto os próprios pacientes.

O cérebro pode perder o nome dos filhos. Pode perder datas, rostos, histórias inteiras. Mas não perde a sensação de ser amado.

Existe uma explicação para isso. As regiões do cérebro responsáveis pela memória emocional resistem muito mais do que as que guardam fatos e lembranças. Por isso ele pode não saber quem você é, e ainda assim se acalmar quando você entra no quarto. Pode não lembrar do seu nome, e ainda assim segurar sua mão com força. Pode não reconhecer seu rosto, e ainda assim sorrir quando você chega.

Ele não sabe explicar o que sente. Mas sente.

Isso muda a forma de cuidar. Porque quando você entende que o vínculo não depende mais da memória, você para de tentar resgatar o que a doença levou e começa a construir presença com o que ainda está lá.

Um toque no ombro. Uma música que ele amava. Uma voz calma num momento de agitação. Coisas simples que dizem, sem palavras, que ele não está sozinho.

Se você está nessa jornada agora, guarda isso: o amor que você coloca no cuidado chega nele. Mesmo quando ele não consegue mais dizer que chegou.

29/07/2026

Quando pensamos em depressão, imaginamos alguém que chora, que verbaliza que está triste, que pede ajuda.

Em idosos, raramente é assim.

Os sintomas costumam aparecer de um jeito que a família não conecta à depressão. Na falta de sono que não melhora com nada. No apetite que foi embora e os exames não explicam. No cansaço constante, mesmo sem ter feito nada. Na irritação fácil, no isolamento silencioso, na perda de interesse por tudo que antes tinha sentido.

Ele não chora. Não diz que está mal. Só vai murchando aos poucos.

E a família atribui ao envelhecimento. Ou ao jeito que ele sempre foi.

Mas não é nenhuma dessas.

A depressão em idosos é subdiagnosticada exatamente porque não se parece com o que aprendemos que ela deveria ser. E quando não é identif**ada, não é tratada. E quando não é tratada, ela piora a cognição, acelera o declínio funcional e torna o cuidado muito mais pesado para toda a família.

Se você está vendo essas mudanças no seu familiar e algo te diz que não está certo, confie nesse instinto.

Existe avaliação. Existe tratamento. E existe diferença real na qualidade de vida quando a gente chega a tempo.

Endereço

The Clinic/Avenida Raja Gabaglia 1580 12o Andar
Belo Horizonte, MG
30441194

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