Sapos E Afogados

Sapos E Afogados Núcleo de criação e pesquisa no campo do teatro, cinema e performance que pretende mostrar ao mundo todo potencial dos atores loucos!

O Núcleo de Criação e Pesquisa Sapos e Afogados foi formado
em 2002 a partir do trabalho da atriz Juliana Barreto nas oficinas
de teatro nos Centros de Convivência da Rede Pública de Saúde
Mental de Belo Horizonte. Os atores, usuários desse serviço, desenvolvem
pesquisa na área teatral e audiovisual, e desde 2004
atuam de maneira independente.

O Sapos e Afogados tem uma atuação  dentro das salas de aula que muita gente ainda não conhece.O SAPO ESCOLA leva às esc...
22/07/2026

O Sapos e Afogados tem uma atuação dentro das salas de aula que muita gente ainda não conhece.

O SAPO ESCOLA leva às escolas o debate sobre
saúde mental, teatro, loucura e arte.
Sempre a partir da perspectiva antimanicomial.
Pra aproximar, humanizar e construir junto.

Em cada encontro trabalhamos com alunos, professores,
gestores e famílias, porque cultura de respeito
se constrói na escola inteira, não só na sala de aula.

Ficou interessado em saber mais? Dá um pulinho em nosso site!!
Porque investir em saúde mental e educação
é também investir num Brasil mais justo.
Quer ser parceiro? [email protected]

Em breve, mais sobre nossos projetos. 🐸

Essa semana, Ju Saúde voltou ao Instituto Ouro Verde,escola onde, há alguns anos, ministrou a primeira turma de teatro n...
20/07/2026

Essa semana, Ju Saúde voltou ao Instituto Ouro Verde,
escola onde, há alguns anos, ministrou a primeira turma de teatro na escola
e viu nascerem atores que foram além das paredes da sala.

Dessa vez, a convite da Rede Saúva Jataí,
Ju chegou acompanhada de Raquel Pedras,
atriz e professora de teatro do Armatrux,
para uma oficina especial com os adolescentes.

Juntas, propuseram um mergulho em Romeu e Julieta,
mas atravessado pelo mundo deles:
objetos, referências e o cotidiano de quem vive essa fase hoje.

Cada adolescente recebeu um personagem
que espelha algo de sua própria alma
e depois, seu oposto.
Um exercício que vai além da cena:
é psicológico, é cuidado, é encontro consigo mesmo.

Gratidão à professora Patrícia pelo acolhimento
e ao Instituto Ouro Verde por seguir acreditando
que teatro é exercício curativo,
essencial na formação de cada criança e jovem.

Esse é um dos trabalhos que o Sapos leva pra dentro das escolas.
Em breve, mais sobre isso por aqui.

16/07/2026

Na pandemia, Juliana Saúde Barreto e Rafael Costa começaram a conversar:
como sustentar o teatro e a saúde mental em tempos de tanto isolamento?

Desse diálogo nasceu a Ciranda Nacional de Teatro e Saúde Mental:
uma rede que foi crescendo, chegando até Renata Berenstein em Salvador,
e se multiplicando pelo país.

Não pra normatizar a loucura.
Mas pra pensar o teatro atravessado por ela.
De mão dada. Partilhando metodologias.
Dividindo os desafios de sustentar esse trabalho nos palcos e nas cidades.

Quer ver o encontro completo?
O último encontro da Ciranda reuniu Ju, Rafa, Renata, Vivi e Aline Vila Real, dentre outras pessoas queridas, numa conversa sobre os 25 anos da Reforma Psiquiátrica e os feitos e efeitos na cultura.

Tá no link da bio. Vale cada minuto. 🐸

06/07/2026

No fim de maio, fomos ao Sesc Franca para o projeto “Despatologização, arte e cidadania sensível”. Sim, FRANCA, sem cedilhas, como uma querida atriz nossa só descobriu depois de já estar sonhando com a Torre Eiffel!

A abertura contou com o bate-papo “A arte como prática de cuidado, linguagem de direitos e produção de vida”, com Juliana Saúde Barreto, Thaís Lopes e Discórdia, mediação de Caíque Tostes. A Thaís, jurista e militante do FLAMAS, nos trouxe um panorama essencial: o fechamento dos manicômios foi uma conquista histórica que não podemos deixar retroceder.

Durante a conversa, Caíque compartilhou uma memória da época que ele carregava chaves que abriam e fechavam portas em um manicômio. Hoje, ele mantém uma chave amuleto, que serve “apenas para abrir”. Esse objeto circulou pelas mãos de todos na palestra, transformando-se em uma metáfora viva pelo fim do isolamento e pela abertura de novos caminhos de liberdade. 🗝️✨

Foi também dia de celebrar o lançamento do nosso livro “Submersa: 20 anos entre Sapos e Afogados”, com a presença especial da Julia, ilustradora da obra. Nossos atores vivenciaram cada minuto desse reencontro com a potência do nosso fazer.

Gratidão ao Sesc Franca pela parceria e acolhida!

Neste mês do Orgulho, olhamos para a nossa caminhada com o Sapos e Afogados e enxergamos a conexão profunda entre a luta...
28/06/2026

Neste mês do Orgulho, olhamos para a nossa caminhada com o Sapos e Afogados e enxergamos a conexão profunda entre a luta antimanicomial e a luta LGBTQIA+. Por muito tempo, a psiquiatria tradicional e a sociedade tentaram “curar” ou “corrigir” corpos e identidades que fugiam do padrão imposto. O manicômio e a patologização foram ferramentas usadas para isolar quem não se encaixava em uma caixinha de “normalidade”.

Mas resistir é um ato de orgulho.

Hoje, afirmamos com clareza: não há nada de errado em ser quem se é. A nossa luta pelo fim de qualquer forma de isolamento, seja em hospitais psiquiátricos ou nas margens sociais, passa pelo direito fundamental de existir com dignidade, de amar sem medo e de delirar com autonomia.

O orgulho de ser quem somos é a nossa maior resposta contra os muros que tentaram (e ainda tentam) nos impor. Que a nossa arte continue sendo esse portal: um lugar onde todas as cores, orientações, identidades e subjetividades cabem no mundo.

Nenhum corpo a menos. Nenhuma identidade escondida. Liberdade é direito de todas, todos e todes!

+

17/06/2026

Quando a arte antimanicomial encontra a terra, descobrimos que o território também é um lugar de cura.

Recentemente, integramos o encontro “Pés em Minas, Mãos na Terra”, da .
Foi um exercício potente de alinhar passos e trocar experiências sobre redes colaborativas, agroecologia e soberania territorial.

Ju Saúde conduziu uma roda sobre os 25 anos da Reforma Psiquiátrica e, para fechar, compartilhamos o nosso Oráculo Sapos e Afogados.
Cada carta trouxe uma poesia que ressoou, de forma quase mágica, com a essência de quem a tirou. Ilustradas pela sensibilidade de Olivia Loyd, as cartas nos lembram que a arte é, acima de tudo, um exercício de escuta.

Para o Sapos, ocupar esses espaços é parte vital da nossa resistência.
A luta pela liberdade que defendemos se traduz também na forma como cuidamos do solo, como ocupamos a cidade e como plantamos novas possibilidades de convivência.
Voltamos com as mãos sujas de terra e o coração cheio de ideias. Entendemos que a nossa rede é como uma plantação: precisa de cuidado constante, gente diversa e raízes profundas para florescer.

Obrigada à equipe da Saúva pela troca transformadora. Que a nossa caminhada continue frutificando!

Infame Infância.Habitar uma casa vazia por 30 dias é também revirar as memórias que moram em nós.Na segunda edição do CA...
23/05/2026

Infame Infância.
Habitar uma casa vazia por 30 dias é também revirar as memórias que moram em nós.
Na segunda edição do CASA BREVE (2013), a atriz Ludmila Kondziolková transbordou o espaço com seu ensaio cênico-performático.

Uma cena forte, dilacerante e linda, que transformava em arte a dureza de sua infância.
O que era dor guardada virou potência cênica e pura emoção na retina de quem viu.

O CASA BREVE sempre foi isso:
ocupar cômodos, misturar os limites da arte e da loucura, e dar palco para os nossos “atores loucos” mostrarem sua genialidade.

Quem aí viveu de perto essa imersão de 12 horas ininterruptas de arte?

Registro do ensaio de Ludmila Kondziolková no CASA BREVE #2.

Um passeio no parque.Um mergulho na cidade.Espreguiçar na grama, encontrar o outro e cada diferença, respirar com tempo....
18/05/2026

Um passeio no parque.
Um mergulho na cidade.
Espreguiçar na grama, encontrar o outro e cada diferença, respirar com tempo.

Leveza e reflexão.
“Somos diferentes, somos muitos. Todo mundo cabe no mundo!”

Abrir um portal para o delírio e a fantasia pode ser uma boa pedida para o mundo hoje. Delira... delirô...
Aprender a conviver, lutar por nossos direitos e reconhecer que o “coelho apressado” ao lado, inquieto e insistente, nos conduz a lugares inesperados, cheios de possibilidades... Inclusive rumo ao fortalecimento da luta pelos direitos das pessoas com sofrimento psíquico e ao fim do isolamento em hospitais psiquiátricos.
O coelho do “Domingo no Parque” não é um intruso: é um portal para a fantasia e a imaginação.

Na história da saúde mental, o que fugia do padrão ou parecia “estranho” foi silenciado e isolado entre paredes frias. No Sapos e Afogados, escolhemos o caminho inverso: trazemos o delírio para a luz do dia.

Este coelho inquieto e nossas inquietações são mistérios e singularidades que marcam nossa beleza e diferença. Em vez de temer o desconhecido, nos divertimos com ele, com o espaço, e o transformamos em beleza e dignidade criativa.
Reconhecer que o inesperado habita em cada um de nós é o primeiro passo para construir um mundo onde a diferença não seja motivo de exclusão, mas motor de toda criação.

Que a presença da nossa arte no coração da cidade seja um chamado pelo fim dos hospitais psiquiátricos e pelo início de espaços de convivência reais, onde o direito de ser, criar e delirar em liberdade seja garantido a todos.

A nossa estética é, acima de tudo, a estética do afeto.
Podemos ver isso no parque, na cidade e em nós.

📸 Fotos: Gilberto Goulart
🎬 Produção: Camelia Amada, Juliana Saúde Barreto, Samuel Carvalho e Vanessa Mendes
🎥 Direção fotográfica: Juliana Saúde Barreto e Samuel Carvalho
🎨 Design: Lílian Orneles e Fernanda Bruni
📋 Registros: Gilberto Goulart e Vanessa Mendes

**Elenco:**
🐇 Coelho: Rogério Gomes, Raquel Leonor e Samuel Carvalho
Mulheres: Raquel Leonor, Danielle Franco, Maria Gualberto, Bete Flores, Michelle Guedes, Viviane de Cássia Ferreira, Imaculada Fraga e Emília Marques Criança: Nuno Mendes

16/05/2026

Quando o desejo de palco é tão grande
que uma cedilha transporta a gente
de Franca (SP) pra França (Europa)
num piscar de olhos.

Teatro é isso:
a arte de transformar letras em viagens,
cidades em países,
e sonhos em destinos possíveis.

BIRUTA vai pra Franca. Ou França. Ou ambas.
O importante é que vai.

13/05/2026

18 DE MAIO: DIA INTERGALÁCTICO DA LUTA ANTIMANICOMIAL
(Sim, intergaláctico, porque liberdade não tem fronteira!)

A nave-escola de samba “Liberdade Ainda que Tam Tam” vai pousar na Praça da Liberdade trazendo a tripulação completa: artistas, trabalhadores da saúde, usuários de saúde mental, familiares e todos que acreditam que MANICÔMIO NÃO É LUGAR PRA NINGUÉM (nem neste planeta, nem em nenhuma galáxia!).

BORA PRO 18TÃO colorir as ruas, fazendo delas nosso palco de luta e alegria!

Concentração: Praça da Liberdade
18 de maio, 13h
Gratuito

Sapos e Afogados embarcando!
Vem com a gente nessa órbita de resistência!

Endereço

Belo Horizonte, MG

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