25/08/2026
Você talvez esteja treinando sua atenção para precisar de novidade a cada poucos segundos.
Você não perdeu a capacidade de se concentrar de uma hora para outra. Mas talvez pode estar treinando sua atenção para precisar de novidade a cada segundo.
Vídeos curtos entregam estímulos rápidos, mudanças constantes e recompensas imprevisíveis. Depois de muito tempo nesse ritmo, ler, estudar, trabalhar ou assistir a algo mais longo pode começar a parecer lento e desconfortável.
É o que muitas pessoas chamam de “brain rot”.
Importante: esse termo não é um diagnóstico médico. E ainda não podemos afirmar que vídeos curtos, isoladamente, causem uma deterioração permanente do cérebro.
O que as pesquisas já indicam é uma associação entre o uso excessivo desse formato e:
• maior dificuldade para sustentar a atenção;
• pior controle dos impulsos;
• prejuízos em alguns tipos de memória;
• maior risco de uso compulsivo.
Não é necessário abandonar a tecnologia. É necessário recuperar o controle sobre ela.
Faça este teste durante 7 dias:
Não assista a vídeos curtos.
Deixe o celular longe durante tarefas importantes.
Observe se sua leitura, produtividade e tolerância ao tédio melhoram.
O cérebro se adapta àquilo que você repete.
Você controla quando para ou percebe que continua rolando a tela sem nem saber por quê?
Salve para fazer o teste e compartilhe com alguém que vive dizendo que “não consegue mais se concentrar”.
Dr. Bruno Reis Alvim
Médico Psiquiatra
CRMMG 42355 | RQE 36688
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