16/08/2026
Clube do Livro! 📚✨
Que dia maravilhoso! Que troca, que sinergia! Já estou animada para os próximos livros.
Não irei compartilhar a minha resenha toda aqui por conta de spoilers, mas f**a um pequeno trecho que escrevi durante a leitura:
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A primeira parte do livro, me parecia estar diante da mente de uma criança com voz e estrutura de adulto. Cheia de inseguranças, impulsividade e de conclusões, decisões, extremismos, perguntas, afirmações e rebeldia. A segunda parte do livro, o pensamento já era de um adulto, com uma estrutura de adulto. Mas o conteúdo não mudou.
Eu queria que fosse simples, mas não é. A vida de Júlia é muito complexa. A forma como ela se sente (e a ambivalência desses sentimentos) é complexa. Aquilo a que ela se agarra, os poucos momentos de felicidade aos quais ela se apega, também é complexo.
A complexidade de uma vida simples, que poderia ser simples se não fossem as referências de afeto que ela teve e o “como poderia ter sido diferente” que os pensamentos dela me fizeram pensar sobre a própria vida, me fizeram sentir pena da protagonista.
E eu não gostei de sentir pena. Foi estranho, incômodo, quase passivo e impotente. Como se, ao sentir pena, eu me colocasse em um lugar de quem apenas observa a vida dela acontecer, sem conseguir fazer nada para mudar o rumo das coisas.
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