Psicóloga Thaísa Madeira

Psicóloga Thaísa Madeira Informações para nos contatar, mapa e direções, formulário para nos contatar, horário de funcionamento, serviços, classificações, fotos, vídeos e anúncios de Psicóloga Thaísa Madeira, Psicoterapeuta, Praça da Liberdade, 10, Funcionários, Belo Horizonte.

Facilitando o reconhecimento de suas potências e construindo pontes saudáveis nas relações. 🌻
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A Katara tem uma teoria simples sobre a vida: Achou uma caixa? Entre nela.Observando daqui, percebi que nós também fazem...
02/06/2026

A Katara tem uma teoria simples sobre a vida: Achou uma caixa? Entre nela.

Observando daqui, percebi que nós também fazemos algo parecido.

Voltamos para lugares conhecidos.
Repetimos algumas escolhas.
Insistimos em certas formas de viver e nos relacionar.

Nem sempre porque são as melhores.
Muitas vezes porque são familiares.

A terapia não é para tirar você da caixa.

Às vezes, ela ajuda a compreender o que faz aquele lugar parecer tão necessário e a perceber se ele ainda faz sentido para a vida que você quer construir.

Na clínica, escuto com frequência pessoas dizendo que queriam se cuidar mais, mas não conseguem encontrar tempo para iss...
29/05/2026

Na clínica, escuto com frequência pessoas dizendo que queriam se cuidar mais, mas não conseguem encontrar tempo para isso.

E isso faz pensar como a saúde mental também passa pelas condições de vida que sustentamos diariamente.

Porque quando a rotina é atravessada apenas por trabalho, cansaço e obrigação, o cuidado consigo vai sendo adiado, mesmo quando existe desejo de fazê-lo.

Às vezes, o sofrimento também aparece como efeito de uma vida sem espaço para respirar.

Abril foi um mês pouco presente por aqui, mas muito vivido no meu tempo.Eu gosto de estar nas redes, me atravesso por co...
06/05/2026

Abril foi um mês pouco presente por aqui, mas muito vivido no meu tempo.

Eu gosto de estar nas redes, me atravesso por conteúdos que me fazem pensar, refletir, experimentar algo novo. Mas, junto disso, também encontro a pressa, a comparação, a sensação de que é preciso acompanhar um ritmo que nem sempre é o meu. E, nesses momentos, escolher pausar se torna um gesto de cuidado. Um respiro necessário para recuperar o fôlego e voltar a mim.

Foi um mês intenso. Sigo fazendo essa travessia entre São Paulo e Rio de Janeiro, mas, em abril, estive ainda mais presente no Rio, percorrendo a cidade, conhecendo novos lugares, me permitindo viver os espaços com mais tempo e presença.

Também precisei lidar com uma dor persistente na lombar. Um incômodo que, mais do que físico, me convocou a refletir sobre equilíbrio. Entre movimento e pausa. Entre insistir e respeitar limites.

Me dei conta de como o excesso, mesmo quando vem de algo considerado “bom”, como a atividade física, pode deixar de ser cuidado quando ultrapassa aquilo que o corpo consegue sustentar. Assim como o descanso, que é necessário, também perde seu sentido quando se transforma em imobilidade constante.

O corpo, de algum modo, fala. E, quando escutado, pode nos ensinar sobre medida, ritmo e presença.

Nesse intervalo de menor presença online, também encontrei espaço para a leitura. Li “Solitária” e “Meridiana”, de Eliana Alves Cruz. Sua escrita me atravessou. Não se trata apenas de ficção, escancara aspectos de uma realidade marcada pelo racismo estrutural, ainda tão presente e atuante. E isso me fez pensar sobre como certas experiências não são apenas individuais, mas atravessadas por contextos históricos, sociais e políticos. Sobre como o sofrimento, muitas vezes, não pode ser compreendido fora dessas dimensões.

Sou psicóloga clínica, com orientação fenomenológica-existencial.Meu trabalho parte da compreensão de que a clínica é, a...
12/01/2026

Sou psicóloga clínica, com orientação fenomenológica-existencial.
Meu trabalho parte da compreensão de que a clínica é, antes de tudo, um encontro com a experiência vivida, com o tempo de cada história e com as possibilidades que ainda podem se abrir.

Na prática clínica, sustento uma escuta atenta ao modo singular de cada pessoa existir no mundo, sem apressar processos ou reduzir o sofrimento a explicações prontas. Acredito em uma clínica construída com presença, cuidado e responsabilidade ética.

Atendo pessoas que buscam um espaço para falar de si com honestidade, no seu próprio tempo, e com respeito àquilo que se mostra ao longo do processo.

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Fui nessa exposição da Stela Barbieri na Casa Fiat Cultura, em Belo Horizonte, e a experiência é muito interessante. Com...
08/01/2026

Fui nessa exposição da Stela Barbieri na Casa Fiat Cultura, em Belo Horizonte, e a experiência é muito interessante. Como psicóloga fenomenológica-existencial, gostei muito da forma como as perguntas atravessam o percurso expositivo: elas não pedem respostas prontas, mas convocam um retorno à experiência, ao modo como cada um se afeta, sente e se percebe ali.

São perguntas que suspendem o automático, abrem frestas de sentido e nos colocam diante de nós mesmos, muito mais como presença do que como explicação. Saí com a sensação de que algumas questões não querem ser resolvidas, mas habitadas. E talvez seja exatamente isso que tanto a arte quanto a clínica, em seus encontros mais vivos, nos oferecem.

Deixo, então, uma pergunta que também atravessa o trabalho clínico:
o que em mim pede tempo, em um mundo que insiste em pressa?

Na clínica, muitas vezes, o cuidado começa justamente aí, quando existe espaço para sustentar a pergunta, sem a pressa de respondê-la.

Thaísa Madeira
Psicóloga clínica • CRP 06/149888

Se você sente que algumas perguntas pedem um espaço de escuta e cuidado, estou à disposição.




Fui nessa exposição da Stela Barbieri na Casa Fiat Cultura, em Belo Horizonte, e a experiência é muito interessante. Com...
08/01/2026

Fui nessa exposição da Stela Barbieri na Casa Fiat Cultura, em Belo Horizonte, e a experiência é muito interessante. Como psicóloga fenomenológica-existencial, gostei muito da forma como as perguntas atravessam o percurso expositivo: elas não pedem respostas prontas, mas convocam um retorno à experiência, ao modo como cada um se afeta, sente e se percebe ali.

São perguntas que suspendem o automático, abrem frestas de sentido e nos colocam diante de nós mesmos, muito mais como presença do que como explicação. Saí com a sensação de que algumas questões não querem ser resolvidas, mas habitadas. E talvez seja exatamente isso que tanto a arte quanto a clínica, em seus encontros mais vivos, nos oferecem.

Deixo, então, uma pergunta que também atravessa o trabalho clínico:
o que em mim pede tempo, em um mundo que insiste em pressa?

Na clínica, muitas vezes, o cuidado começa justamente aí, quando existe espaço para sustentar a pergunta, sem a pressa de respondê-la.

Thaísa Madeira
Psicóloga clínica · CRP 06/149888

Se você sente que algumas perguntas pedem um espaço de escuta e cuidado,
estou à disposição.





Talvez o Natal não seja difícil por causa da data.Mas porque ele evidencia o que falta.Quem não está.O que não se repete...
24/12/2025

Talvez o Natal não seja difícil por causa da data.
Mas porque ele evidencia o que falta.

Quem não está.
O que não se repete.
O lugar que ficou vazio e segue fazendo sentido.

E aí surge um incômodo que muita gente tenta calar:
“por que isso ainda me afeta?”

A fenomenologia nos lembra:
não existe afeto fora de história.
Se dói, é porque houve vínculo.
Se entristece, é porque algo foi vivido de verdade.

Talvez o cuidado, neste Natal,
não seja tentar substituir a ausência por distração,
mas reconhecer o que ela revela sobre você.

O que essa falta diz do que foi importante?
O que ela pede hoje: silêncio, recolhimento, companhia?

Nem sempre é sobre melhorar.
Às vezes é só sobre não se abandonar enquanto sente.







Compilado aleatório de fotos e vídeos de novembro.  A vida acontece entre o que a gente registra e o que escapa da câmer...
30/11/2025

Compilado aleatório de fotos e vídeos de novembro.
A vida acontece entre o que a gente registra e o que escapa da câmera, mas ainda assim faz morada na gente.

Tenho pensado muito sobre como, na correria, a gente vai passando por lugares, pessoas, pequenos detalhes… e nem sempre percebe na hora o quanto tudo isso nos atravessa.
E é nas pausas — mesmo as pequenas — que a gente finalmente sente: o que tocou, o que cansou, o que moveu.
No consultório e na vida, vejo o quanto esses intervalos contam histórias que não aparecem nas fotos, mas dizem tanto sobre nós.

Que dezembro venha com mais dessas pausas que acolhem, dos silêncios que acalmam e dos momentos que não precisam ser perfeitos para serem preciosos.

A gente cresce e, aos poucos, vai esquecendo de sonhar.Na infância, os sonhos são cheios de cores e possibilidades. A ge...
10/11/2025

A gente cresce e, aos poucos, vai esquecendo de sonhar.
Na infância, os sonhos são cheios de cores e possibilidades. A gente escuta as histórias das crianças e se encanta com o que nasce da imaginação delas. Mas, na vida adulta, o sonho parece perder espaço. As obrigações tomam o tempo, o trabalho se mistura aos dias, e até o descanso precisa ser programado.

Emprestei um livro para o meu namorado e, dentro dele, encontrei um post-it que escrevi há algum tempo:
“Trabalhar é importante.
Mas descansar, brincar e não precisar ser produtivo também são.
Meu valor não está ligado à minha produtividade, e sim à minha existência.”

Na clínica, vejo com frequência esse movimento de busca, uma tentativa de entender o sentido da própria vida, como se existisse uma resposta universal capaz de nos sustentar. Mas o olhar para dentro é o que dá forma àquilo que realmente somos.

A poesia é, pra mim, um lembrete disso.
Cora Coralina sempre me lembra que a simplicidade não está em ter, mas em ser.
Em reconhecer o que é genuíno, em permitir-se sentir, sonhar e existir sem pressa.

Que a gente se lembre mais vezes daquilo que nos faz felizes. 🌿

A terapia é desconfortável porque não oferece atalhos.E talvez a vida também não.Outubro foi um pouco disso, atravessame...
31/10/2025

A terapia é desconfortável porque não oferece atalhos.
E talvez a vida também não.

Outubro foi um pouco disso, atravessamentos, silêncios, tentativas.
E no meio disso tudo, um vídeo aleatório de uma batata
que parecia perfeita por fora, mas estava toda podre por dentro.

Talvez a gente também seja um pouco assim às vezes,
aparentemente bem, mas com partes que ainda precisam de cuidado.

Endereço

Praça Da Liberdade, 10, Funcionários
Belo Horizonte, MG
30140-000

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