Dr Matheus Cabral

Dr Matheus Cabral Medicina e saúde
Medicina/UFMG
MF Houston/Chicago

24/06/2026
18/06/2026

Você adquiriu Ritalina ou Vanvanse sem receita achando que ia te ajudar a focar.
Preciso que você ouça isso.
Estimulantes do SNC, que é o que esses remédios são, alteram dopamina e noradrenalina no cérebro.
Em quem tem TDAH, isso regula. Em quem não tem, isso desregula.
Resultado: coração acelerado, ansiedade que você não entendia de onde vinha, insônia, irritabilidade e quando para, uma queda de energia que parece depressão.
O remédio não era o problema. A falta de diagnóstico era.
Antes de qualquer medicamento psiquiátrico: avaliação. Sempre.
Salva esse vídeo antes de sair. 🔖

17/06/2026

Seu cérebro processa 34 gigabytes de informação por dia.
Em 1900, uma pessoa consumia em vida o que você consome em uma semana.
Redes sociais, notícias em tempo real, grupos de WhatsApp, podcasts.
Seu sistema nervoso não tem botão de pause, mas você continua adicionando conteúdo.
Ansiedade sem causa aparente muitas vezes tem causa sim.
Você está em alerta constante porque seu cérebro está processando ameaças constantes.
Notícia ruim a cada 3 minutos não te deixa informado.
Te deixa ansioso.
Comenta aqui: você consegue ficar um dia sem notícia? 👇

“Tenho autismo e minha cabeça parece sempre cheia… como se estivesse zumbindo. O que pode ser isso?”Muitas pessoas autis...
26/03/2026

“Tenho autismo e minha cabeça parece sempre cheia… como se estivesse zumbindo. O que pode ser isso?”

Muitas pessoas autistas descrevem a mente como “barulhenta”, “cheia” ou sempre ativa.
Na maioria das vezes, essa sensação está relacionada a condições que frequentemente acompanham o autismo.

🧠 1. Ansiedade
Muito comum no TEA e pode causar:
• sensação de ruído interno
• pressão na cabeça
• pensamentos que não desligam
• estado constante de alerta

Muitas pessoas dizem exatamente isso:
“Minha mente nunca desliga.”

⚡ 2. TDAH
É uma das comorbidades mais frequentes no autismo.
No TDAH, o cérebro pode funcionar com muitos pensamentos ao mesmo tempo:
• várias ideias simultâneas
• dificuldade de foco
• inquietação mental

Mesmo em um ambiente silencioso, a mente pode parecer superestimulada.

🔊 3. Sensibilidade sensorial / hiperacusia
Pessoas autistas costumam processar estímulos sensoriais de forma diferente.
Isso pode gerar:
• percepção aumentada de sons
• incômodo com ruídos leves
• sensação de “zumbido” interno, principalmente em momentos de estresse.

👂 4. Zumbido real (tinnitus)
Às vezes o zumbido pode ser físico.
Vale procurar avaliação médica se:
• acontece principalmente em um ouvido
• piora à noite
• começou após exposição a som muito alto.

🧩 5. Sobrecarga cognitiva
Muito comum no autismo.
Quando o cérebro recebe mais estímulos do que consegue processar, pode surgir:
• exaustão mental
• confusão
• sensação de “ruído” interno ou travamento.

😴 6. Sono ruim
Privação de sono aumenta o ruído mental, a irritabilidade e a sobrecarga cognitiva — e problemas de sono são comuns tanto no TEA quanto no TDAH.

✨ Entender o que está por trás dessa “mente zumbindo” é o primeiro passo para encontrar o tratamento e o suporte adequados.





Se quiser, posso também transformar esse texto em um roteiro de 60–90 segundos para Reels/TikTok, que costuma performar muito melhor do que texto direto.

12/02/2026

Fibromialgia e transtorno bipolar têm, sim, uma relação — e ela é mais forte do que muita gente imagina.

📌 Fibromialgia é uma condição crônica caracterizada por dor generalizada, fadiga, alterações do sono e sensibilidade aumentada. Hoje entendemos que ela está ligada a um mecanismo chamado sensibilização central: o sistema nervoso passa a amplificar estímulos de dor que antes seriam toleráveis.

E onde isso encontra a psiquiatria?

🔹 Estudos mostram que até 80% das pessoas com fibromialgia têm algum transtorno psiquiátrico associado — especialmente depressão e ansiedade.
🔹 Na depressão unipolar, algo entre 30–50% podem ter sintomas compatíveis com fibromialgia ao longo da vida.
🔹 Em pessoas com autismo, a prevalência é maior que na população geral, principalmente pela alteração sensorial e maior sensibilidade corporal.

E no transtorno bipolar?

📍 Pessoas com transtorno bipolar têm maior risco de desenvolver fibromialgia, principalmente aqueles com episódios depressivos frequentes.
Isso porque a depressão bipolar costuma ser mais resistente e prolongada, aumentando o impacto sobre o sistema nervoso — e, consequentemente, o risco de sensibilização dolorosa.

Um dado importante:
🔸 Estudos sugerem que a prevalência de fibromialgia em pacientes bipolares varia de 20% a 40%, muito acima da média da população geral (2–4%).

Mas atenção:
👉 Nem toda pessoa com bipolaridade terá depressão. Existem casos de bipolaridade com predominância quase exclusiva de mania, e nesses a relação com fibromialgia é muito menor.

✨ No fim das contas, a conexão entre fibromialgia e transtornos psiquiátricos é profunda — e multidirecional. Tratar o humor melhora a dor. Tratar a dor melhora o humor. E quando os dois estão descompensados, o impacto é enorme na qualidade de vida.



11/02/2026

Transtorno Esquizoafetivo tipo misto.

Para explicar, usei esse gráfico simples:
📌 Eixo horizontal = tempo
📌 Eixo vertical = humor

A linha azul representa alguém sem transtorno psiquiátrico: o humor oscila naturalmente, mas nunca atinge níveis de depressão profunda nem sobe a ponto de configurar hipomania ou mania.

As linhas vermelhas tracejadas são os limites:
⬇️ Abaixo → episódio depressivo
⬆️ Acima → hipomania/mania

🟢 Linha verde: Esquizoafetivo tipo depressivo
Mostro uma pessoa que tem episódios de depressão acompanhados de psicose.
Mas o que diferencia o esquizoafetivo de um transtorno de humor com sintomas psicóticos é que a psicose também aparece quando o humor volta ao normal (eutímico).
Ou seja: existe um componente psicótico independente, mesmo que ele apareça mais em fases de depressão.

🟡 Linha amarela: Esquizoafetivo tipo misto
Aqui a pessoa alterna entre episódios de depressão e episódios de mania/hipomania, e pode apresentar psicose em qualquer uma dessas fases — inclusive quando está com o humor normal.

E tem um critério importante:
✔️ As alterações de humor precisam estar presentes em pelo menos metade do tempo total da doença.

📚 O esquizoafetivo é, portanto, um “entre-lugar” clínico:
– tem a persistência da psicose que lembra a esquizofrenia,
– mas tem oscilações de humor tão relevantes quanto no transtorno bipolar.

É um diagnóstico complexo, e justamente por isso exige avaliação especializada e acompanhamento contínuo.



07/02/2026

“Como o transtorno bipolar se desenvolve ao longo da vida?”

No vídeo, eu mostro um gráfico que representa algo que observamos com frequência na prática clínica:
o acúmulo progressivo de alterações cerebrais até que o transtorno bipolar finalmente aparece.

🧠 Tudo começa bem antes do diagnóstico.
Muitas pessoas já têm, desde a infância ou adolescência, uma combinação de fatores que aumentam a vulnerabilidade: genética forte, estressores repetidos, privação de sono, uso de álcool ou dr**as, ambientes muito adversos…
Isso faz a linha verde do gráfico subir pouco a pouco.

🔶 Antes de virar transtorno bipolar, surgem sintomas “de alerta”, mas ainda inespecíficos — ansiedade, depressão, irritabilidade, alterações do sono.
É a linha amarela: a pessoa já sofre, mas ainda não preenche critérios para bipolaridade.

🔴 Quando essa curva ultrapassa a linha vermelha, os episódios de mania, hipomania ou depressão começam a se manifestar claramente.
É quando o diagnóstico pode finalmente ser feito — muitas vezes só na idade adulta, apesar de o processo ter começado anos antes.

📈 Se não houver tratamento adequado, essa curva continua subindo.
E isso não significa apenas mais episódios:
episódios mais longos, mais intensos, mais difíceis de tratar… e, em algumas pessoas, o risco de comprometimento cognitivo começa a aparecer.

🟣 A linha roxa representa esse nível de impacto: memória pior, dificuldade de planejamento, queda de atenção, e — em casos mais graves e de longa evolução — até risco aumentado de demência, incluindo Alzheimer.
Isso não acontece com todos, mas é um risco real descrito em pesquisas.

💡 Por outro lado, com tratamento precoce, redução de estressores e boa rotina, essa curva pode estabilizar — evitando o agravamento e preservando saúde mental e cognitiva por décadas.

Bipolaridade não surge do nada. É um processo que podemos entender — e, principalmente, tratar a tempo.


04/02/2026

“Quem tem bipolaridade pode mudar completamente o gosto musical ou artístico?”

A resposta curta é: não completamente.
A pessoa não “vira outra”, nem passa a gostar de algo totalmente alheio à sua identidade.
Mas as preferências podem mudar de intensidade e direção dentro do que ela já gosta.

👉 Durante a mania ou hipomania, é comum buscar:
• músicas mais animadas, aceleradas, com energia
• estímulos mais intensos
• roupas mais coloridas, chamativas, ousadas
• estilos artísticos que transmitam movimento ou grandiosidade
Isso acompanha o estado interno: mais energia, mais impulsos, mais busca por estímulo.

👉 Na depressão, o oposto tende a acontecer:
• músicas mais lentas, introspectivas
• preferência por ambientes sensoriais mais “silenciosos”
• roupas mais escuras, neutras, confortáveis
• estética que reflete retraimento ou economia de energia

Nada disso define o diagnóstico sozinho, mas oscilação de preferências acompanhando o humor é um padrão clínico bem descrito.
O gosto não muda de essência — mas a forma como a pessoa vive esse gosto, sim.

E entender essas nuances ajuda o paciente e a família a reconhecer sinais precoces de virada de humor e agir mais rápido no tratamento.



29/01/2026

“Quem tem TDAH sempre tem traços de autismo e bipolaridade?”

A resposta é: não sempre… mas é muito comum.

👉 Traços autistas:
Pessoas com TDAH frequentemente têm dificuldades sociais, hiperfocos, sensibilidade aumentada e padrões de interesse intensos.
Isso NÃO significa autismo — mas entra no que chamamos de espectro autista ampliado, quando a pessoa tem características isoladas, sem preencher todos os critérios.

👉 Traços de bipolaridade:
Também podem aparecer.
Irritabilidade, variação de energia e impulsividade podem se parecer com sinais do espectro bipolar.
E, em alguns casos, existe de fato uma comorbidade real: TDAH + Transtorno Bipolar.

👉 E por que isso acontece?
Porque esses três transtornos — TDAH, TEA e TAB — compartilham partes da base genética e neurobiológica.
Ou seja: é comum que alguém com um deles apresente características dos outros, mesmo sem ter o diagnóstico completo.

🧠 O importante é entender:
Traço ≠ Transtorno.
Mas traços podem indicar vulnerabilidades, estratégias de tratamento e cuidados específicos.

Se você percebe sinais que se misturam entre esses três quadros, vale conversar com um profissional especializado para entender o que é traço, o que é comorbidade e como isso influencia sua vida.



27/01/2026

Muita gente confunde autismo com espectro ampliado do autismo, mas existe uma diferença bem importante — e fácil de visualizar.

No vídeo eu faço dois círculos:

🔴 Círculo vermelho: dificuldades de socialização desde a infância
(Ex.: pouco interesse em interação, dificuldade de leitura social, comunicação atípica)

🔵 Círculo azul: padrões restritivos e repetitivos
(Ex.: hiperfocos, rotinas rígidas, movimentos repetitivos, sensibilidades sensoriais)

📍 Autismo só acontece na interseção desses dois círculos.
Ou seja: tem que ter os dois conjuntos de sintomas ao mesmo tempo, desde cedo, com prejuízo claro.

Mas…

➡️ Quem tem apenas dificuldade social (círculo vermelho isolado) não é autista.
➡️ Quem tem apenas o padrão restritivo e repetitivo (círculo azul isolado) também não é autista.

Essas pessoas ficam no chamado espectro ampliado do autismo — têm traços, mas não atingem o limiar diagnóstico. Muitas têm familiares autistas, o que mostra influência genética, mas os sintomas não são suficientes para TEA.

E existe ainda outro grupo:

➡️ Quem tem um pouco dos dois, mas de forma muito leve, sem prejuízo significativo, também entra no espectro ampliado, e não deve ser rotulado como autista.

📌 Entender essa diferença evita diagnósticos equivocados e orienta o tratamento certo.
Traços autísticos não são autismo.
E autismo exige critérios bem específicos.



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Belo Horizonte, MG

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