24/08/2026
Há livros que a gente lê. E há livros que continuam sendo lidos dentro da gente.🧡
Ontem, A bolsa amarela, de Lygia Bojunga, ganhou uma casa de chá, uma mesa com aquarelas e novas histórias para carregar.
A pergunta que nos acompanhou foi:
“Se você tivesse uma bolsa amarela hoje, o que colocaria dentro dela? Ou o que já está dentro da sua bolsa e você gostaria de compartilhar?”
E cada uma encontrou sua própria resposta.
Sem precisar ilustrar o livro, deixamos que a leitura encontrasse outra linguagem. Surgiram paisagens, desejos, memórias, afetos, sonhos e aquilo que, às vezes, ainda não conseguimos nomear.
Algumas imagens guardavam coisas que pedem tempo. Outras pareciam dizer: já é hora de deixar sair.
Eu também pintei a minha bolsa. Ou melhor, a minha maleta.
A mesma que já carregou minhas maquiagens, depois minhas joias e hoje carrega minhas tintas e desenhos. Uma maleta que atravessou diferentes versões de mim e que, em um sonho, apareceu cheia de dinheiro.
Talvez porque algumas coisas que carregamos tenham um valor que não cabe em dinheiro.
Ela carrega desejos realizados e outros ainda por realizar. Carrega meu fazer, minha criatividade e aquilo que escolho colocar no mundo.
E talvez seja isso que a literatura possa fazer por nós:
nos ajudar a olhar para aquilo que carregamos.
Algumas coisas precisam permanecer. Outras pedem cuidado. E existem aquelas que, de tão grandes, começam a transbordar pelas bordas.
Talvez crescer não seja esvaziar a nossa bolsa.
Talvez seja aprender a reconhecer o que vale a pena continuar carregando e quando alguma coisa já está pronta para sair.
💛 Alma Literária, um lugar para ler histórias e descobrir quais histórias estão sendo escritas dentro de nós.
Obs: Este grupo já está com as vagas encerradas.
Mas, se você gostaria de viver uma experiência de leitura e arte comigo, fique por perto. Em breve vou compartilhar um novo formato do Alma Literária. 🧡
Se quiser saber antes, entre em contato comigo. 😉
Beijo grande no seu coração ♥️