28/05/2026
O modo hipercompensador costuma enganar porque ele não chega com cara de dor.
Ele chega com controle, autossuficiência, deboche, superioridade, racionalização. E, se o terapeuta não estiver atento, pode acabar lendo isso como força — quando, muitas vezes, é só defesa bem treinada.
Por trás dessa postura, não raro existem vergonha, medo de rejeição, sensação de inadequação ou terror de parecer fraco.
O problema é que, se a gente intervém só na superfície, corre o risco de responder à armadura e não à parte ferida que ela está tentando proteger.
💡 Na clínica, isso exige uma escuta mais refinada: firme o suficiente para não entrar no jogo defensivo, sensível o suficiente para enxergar a vulnerabilidade escondida.
No fim, o hipercompensador não mostra apenas como o paciente se apresenta.
Mostra, principalmente, do que ele está tentando se defender.