05/06/2026
Em Mateus 7:1-5, Jesus nos alerta sobre a tendência humana de enxergar o cisco no olho do outro enquanto permanecemos cegos para a viga em nosso próprio olhar.
Em A Cabana, a personagem Sabedoria conduz Mack exatamente a esse lugar. Consumido pela dor, ele havia se tornado juiz de Deus, da vida e do sofrimento. Mas, diante da impossibilidade de julgar seus próprios filhos, descobre os limites da lógica humana quando atravessada pelo amor.
Há uma proximidade profunda entre essas duas mensagens: o julgamento nasce da ilusão de que vemos tudo com clareza. O amor, ao contrário, reconhece que nossa visão é parcial.
Sob uma perspectiva psicanalítica, aquilo que julgamos com tanta convicção muitas vezes revela aspectos de nós mesmos que ainda não conseguimos reconhecer. O julgamento fecha; a escuta abre. O julgamento condena; o amor transforma.
Talvez a verdadeira sabedoria não esteja em compreender todas as razões da dor, mas em abandonar o lugar de juiz para ocupar o lugar de quem está disposto a amar, perdoar e aprender.
“Por que você vê o cisco no olho do seu irmão e não percebe a viga que está no seu próprio?” (Mateus 7:3).
Essa reflexão nos lembra que a cura raramente acontece através do julgamento. Ela começa quando temos coragem de olhar para nós mesmos. ✨🕊️
Então, “não julgue”!!
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