29/09/2026
Dor de barriga recorrente não signif**a automaticamente que existe uma doença no estômago.
E esse é justamente um dos motivos pelos quais não existe um único exame ou uma única explicação para toda criança que reclama de dor abdominal.
A investigação começa entendendo a história: onde dói, quando aparece, quanto dura, se tem relação com alimentação ou evacuação e quais outros sintomas estão acontecendo junto. O exame físico e o acompanhamento do crescimento também fazem parte dessa avaliação.
Uma causa bastante esquecida pelos pais é a constipação. A criança pode evacuar todos os dias e ainda assim estar constipada — por exemplo, quando as fezes são duras, em bolinhas ou a evacuação é dolorosa. Dor abdominal pode fazer parte desse quadro.
Por outro lado, alguns sinais fazem a investigação precisar ser mais cuidadosa: perda de peso, desaceleração do crescimento, sangue nas fezes, vômitos persistentes, febre sem explicação, diarreia noturna ou dor que acorda a criança estão entre os sinais de alerta descritos pela SBP.
E existe ainda um ponto importante: ansiedade, estresse e outros fatores emocionais podem participar de algumas dores abdominais funcionais. Isso não signif**a que a dor seja “inventada” ou “só emocional”. A dor é real e precisa ser compreendida dentro do contexto da criança.
Quando a dor começa a fazer parte da rotina, o mais importante não é descobrir um remédio para ela. É descobrir o padrão.