08/06/2026
Outro dia me peguei questionando porque barrigas não são transparentes, porque não existia um botão de liga e desliga, onde pudéssemos ver como está o bebê.
Imagine só, ver seu crescimento, seus olhinhos piscando ainda no ventre. Seus chutes, sua primeira brincadeira com o cordão umbilical, seu sorriso. Quem sabe duvidássemos menos da nossa capacidade de trazer um filho ao mundo, afinal veríamos quão grandiosa transformação nosso corpo é capaz de fazer para gerar a vida.
Num mundo onde tudo é pra agora, pra já, do jeito que a gente quer, esperar é fé.
Não ver, é crer. Confiar que existe lugares em que meus olhos não alcançam, mas que os olhos de Deus são suficientes é adoração.
Nem sempre é fácil adorar. Mas é nesse lugar que encontramos paz, pertencimento. Onde me coloco no devido lugar.
Filhos no ventre não são para vermos, mas para crermos.
Os olhos do Senhor são suficientes!
Entre lápis, pincéis e boa intenção, rabiscamos posição, detalhes de quem um dia iremos conhecer. Longe de ser esboço, sonhamos com a arte do Criador.
Ainda bem que barrigas não são transparentes, ainda bem que não tem um botão de liga e desliga. Ainda bem, que essa obra não depende dos meus olhos.
Que espetáculo é estar sob os olhos do maior artista. 🤍