04/09/2026
A DPOC é uma doença pulmonar prevenível e tratável, caracterizada por sintomas respiratórios persistentes e obstrução do fluxo de ar.
Ela pode comprometer tanto as vias aéreas, causando inflamação, estreitamento e produção de secreção, quanto os alvéolos, levando ao enfisema pulmonar.
Com a perda da elasticidade pulmonar e o estreitamento dos brônquios, o paciente apresenta dificuldade principalmente para eliminar o ar. Parte dele permanece retida nos pulmões, provocando hiperinsuflação e aumentando o esforço necessário para respirar.
O tabagismo é um dos principais fatores de risco, mas não é o único. Poluição atmosférica, fumaça de lenha ou biomassa, exposição ocupacional a poeiras e produtos químicos, alterações no desenvolvimento pulmonar e fatores genéticos também podem participar do desenvolvimento da doença.
Os sintomas mais frequentes são falta de ar, tosse persistente, produção de catarro, chiado, cansaço e redução progressiva da capacidade para realizar atividades físicas.
A confirmação diagnóstica é feita pela espirometria. Segundo o GOLD, no contexto clínico adequado, a presença de uma relação VEF₁/CVF inferior a 0,70 após o broncodilatador confirma a obstrução persistente do fluxo aéreo.
Nem todo paciente com DPOC precisa de cirurgia. Entretanto, pessoas selecionadas com enfisema avançado e hiperinsuflação importante podem se beneficiar de avaliação especializada para redução do volume pulmonar, realizada por cirurgia ou, em determinados casos, por técnicas broncoscópicas.
A decisão depende da tomografia, da distribuição do enfisema, da função pulmonar, da capacidade de exercício, dos sintomas e do risco individual.
**Sentir falta de ar não deve ser considerado uma consequência normal do envelhecimento. Procure avaliação médica.**
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Fonte: *Global Strategy for the Diagnosis, Management, and Prevention of COPD — GOLD 2026.*
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