Glia Espaço Psicomotor

Glia Espaço Psicomotor A Glia é um espaço psicomotor voltado para o desenvolvimento infantil de crianças entre 0 e 6 anos.🧩

19/04/2026

Leveza não é falta de profundidade.

13/04/2026

Reduzir a dificuldade de escrita a um “problema na mão” é simplif**ar demais algo que é muito mais complexo. A escrita não nasce no lápis, ela é resultado de uma integração entre percepção visual, coordenação viso-motora, planejamento motor, organização espacial e funções executivas. Quando esses aspectos são ignorados, a intervenção tende a focar apenas no treino repetitivo da letra, sem considerar as reais bases do problema. E é aí que muitos processos falham. A dificuldade não está só na mão que escreve, mas no cérebro que organiza, planeja e dá sentido ao que será colocado no papel. Ignorar isso é tratar o sintoma e não a causa.

Por isso, observe os jogos, os desenhos e o comportamento motor da criança. São nesses detalhes que aparecem os sinais mais importantes sobre como essa escrita está sendo construída.

02/02/2026

Não há evidência científ**a de qualidade que sustente o uso de tornozeleiras de peso como intervenção ef**az para correção da marcha na ponta dos pés, nem em crianças típicas, nem em crianças com TEA. Quando busca-se estudos sobre, não aparecem ensaios clínicos, revisões ou consensos que recomendem tornozeleiras de peso como estratégia terapêutica para esse objetivo. O uso não é descrito como intervenção baseada em evidência, em diretrizes, revisões sistemáticas ou artigos recentes sobre marcha na ponta dos pés.

A lógica clínica mais comum é: “se eu coloco peso, aumento a propriocepção, facilito o contato de calcanhar.” O problema é que isso é uma hipótese intuitiva, não confirmada. Marcha na ponta dos pés está mais ligada à organização motora e não a uma simples falta de input sensorial.

29/01/2026

Em crianças sem comprometimentos neuromotores, ortopédicos ou neurológicos, o uso de recursos compensatórios não promove o refinamento grafomotor. A escrita é uma habilidade aprendida a partir de experiência motora ativa, prática graduada e integração entre controle postural, coordenação fina e planejamento motor.

Dispositivos externos podem ser indicados em casos específicos, como limitações funcionais reais ou necessidades especiais. Fora desses contextos, eles substituem a função, mas não desenvolvem a habilidade. Refinamento motor não se compra. Se constrói com treino, variabilidade de experiências e intervenção baseada em evidência.

No final do vídeo tem a última publicação sobre esse assunto. Vale muito a leitura! 😮‍💨

20/01/2026

A motricidade não pede permissão para evoluir.
⬅️Volte uma postagem e entenda a normativa dos marcos do desenvolvimento.

13/01/2026

Vestir e tirar roupa não é só “coordenação motora”.

Nos novos direcionamentos do desenvolvimento infantil, habilidades de autocuidado não são tratadas como marcos rígidos, e sim como habilidades funcionais (importantes), com ampla variabilidade entre as crianças.

A ciência nos mostra que:
✔️Vestir e tirar roupa não aparece como marco obrigatório nos milestones revisados (CDC/AAP – 2022);
✔️São habilidades que emergem gradualmente, dependem de oportunidades, prática, ambiente e apoio;
✔️A ausência pontual dessa habilidade NÃO define atraso, quando o desenvolvimento global está preservado.

O foco no vestir e tirar roupa não é “fazer sozinho cedo”, é desenvolver competência funcional ao longo do tempo.

Importante lembrar que a avaliação não é um checklist. É um processo dentro de um contexto e função.

E na dúvida, anote:
Motricidade não é opinião. É ciência.

26/12/2025

👦🏻💦💦💦

😮‍💨😂

08/12/2025

A escrita não é só um ato motor, envolve linguagem e cognição (foco, memória de trabalho, organização mental, controle inibitório). Quando uma criança tem dificuldade para escrever, não olhamos apenas para a pega do lápis, olhamos para o conjunto de habilidades que sustentam o gesto e o pensamento.

Esse artigo clássico discute como funções executivas (atenção, memória de trabalho, controle inibitório e flexibilidade cognitiva) estão diretamente relacionadas a tarefas complexas como leitura e escrita: Diamond, A. (2013). Executive functions. Annual Review of Psychology, 64, 135–168.

07/12/2025

Vários fatores influenciam a habilidade de pintar dentro dos limites: coordenação, motricidade fina, percepção visual, atenção, funções executivas e controle postural. Mas o ponto de partida sempre é a idade: é ela que define o que realmente é esperado para cada fase do desenvolvimento.

🖍️2–3 anos: colorir fora das margens é totalmente esperado;
🖍️4 anos: começa a “tentar” seguir os limites do desenho;
🖍️5–6 anos: maior precisão e intenção de manter a pintura dentro do contorno.

Um artigo que recomendo bastante para esse tema é: The Predictive Role of age, Gender, and Body Mass Index on Motor Proficiency of Preschool Children” que mostra que “a idade foi um preditor signif**ativo de todas as sub-escalas de proficiência motora em crianças em idade pré-escolar.”

30/11/2025

Uma super dica para reaproveitar os pedaços de giz de cera! Fora que f**a uma fofura, né? 🤩😮‍💨

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