13/08/2026
Tem pacientes que voltam.
E tem pacientes que, de alguma forma, ficam na gente. 🤎
Ele é um deles.
Já nos encontramos muitas vezes ao longo desses anos. Já falamos de alimentação, de sintomas, do intestino, do estômago… mas também já falamos muito sobre a vida.
E talvez essa seja uma das coisas mais bonitas que esses 20 anos de consultório me ensinaram: quando existe vínculo, a consulta deixa de ser apenas sobre o que a pessoa come.
É sobre escutar o que ela carrega.
Esse senhor querido, de coração enorme, é daquelas pessoas que parecem carregar o mundo nas costas. E toda vez que ele volta, entre uma orientação e outra, eu me pego querendo lembrá-lo também de viver. De aproveitar. De cuidar um pouco mais dele — e não somente de tudo e de todos ao redor.
No meio da consulta a gente conversa, ri, brinca…
e eu oriento sobre os farináceos também, porque carinho é carinho, mas o estômago tem seus limites. 😂
Talvez seja por isso que eu ainda ame tanto o consultório depois de tantos anos.
Porque antes do sintoma, do exame, do diagnóstico nutricional ou da prescrição, existe uma pessoa sentada na minha frente.
E algumas delas nos lembram exatamente por que escolhemos cuidar. 🤎