18/05/2026
Cuidar em liberdade e defender a singularidade de cada sujeito!
Esses registros, que trazem uma mistura de saudade e orgulho, são de 2022, quando eu fazia a especialização em Redes de Atenção do SUS no HCFMB e estive na manifestação da Luta Antimanicomial em São Paulo, ao lado de amigas queridas. Olhar para essas fotos me faz lembrar do quanto a nossa prática se constrói na coletividade.
Minha trajetória desde a faculdade sempre foi atravessada por essa causa, seja nos protestos, nos eventos ou acompanhando a potência de projetos como a banda Loko na Boa. Mas foi vivendo o SUS no dia a dia, nos meses de trabalho na UBS, que tudo ganhou um sentido ainda mais profundo.
O grupo de música que a gente construía na UBS era a prova viva de que a saúde mental se faz com afeto, escuta e diversão.
Essa bagagem não ficou no passado. A Luta Antimanicomial não é uma data no calendário, ela é um valor fundamental que levo comigo em cada atendimento hoje. Acredito piamente que cada pessoa é única e traz uma história que não cabe em caixas ou diagnósticos engessados.
Lá em Assis, a Felina, uma inspiração, tinha uma frase icônica que resume muito bem esse espírito: “Melhor ser um louco na boa do que um normal ASFIXIADO”.
Garantir espaços onde o sujeito possa existir na sua totalidade é o que me move. Viva a saúde mental em liberdade! Viva o SUS!