05/08/2026
Neste Dia dos Pais, gostaria de falar também sobre aqueles que vivem esta data em silêncio.
Nem toda ausência é marcada pela morte. Algumas acontecem com a presença física, mas sem afeto, sem proteção, sem cuidado. Outras são resultado do abandono, da violência, da negligência ou de vínculos que nunca puderam ser construídos.
Por isso, para muitas pessoas, o Dia dos Pais não desperta apenas lembranças felizes. Ele pode trazer tristeza, saudade, raiva, culpa, vazio ou até um sentimento difícil de nomear. E todas essas emoções merecem respeito.
Como psicóloga, acredito que a cura não começa quando deixamos de sentir. Ela começa quando nos permitimos olhar para a nossa história sem negar a dor que ela deixou.
A ausência de um pai pode influenciar a forma como nos relacionamos, como confiamos nas pessoas e até na maneira como enxergamos o nosso próprio valor. Mas ela não define quem somos, nem determina quem podemos nos tornar.
Ressignificar não é apagar o passado. É compreender que aquilo que nos faltou não precisa continuar conduzindo a nossa vida.
Se esta data é difícil para você, acolha o que sente. Não se compare com as celebrações que vê por aí. Cada história carrega marcas invisíveis, e cada processo de cura acontece em um tempo diferente.
Que neste Dia dos Pais haja espaço não apenas para homenagens, mas também para o acolhimento de quem precisou aprender a seguir em frente apesar da ausência.
🤍 Você não é definido pelaquilo que lhe faltou. Você merece cuidado, pertencimento e relações que façam você se sentir seguro.