14/12/2021
Quando certas emoções transbordam e ultrapassam a capacidade de elaboração, pensamento e acolhimento da mente, elas se transformam em dor, ansiedade, angústia e levam a um sofrimento psíquico. A primeira providência que imaginamos é acabar com este sofrimento e o mais rápido seria reduzir estes estímulos e emoções, a opção seria seria o uso da medicação. A psicanálise ou terapia se propõe a olhar e a tentar entender estas emoções, que provavelmente, estão emergindo de vivências passadas esquecidas e que de alguma forma tem semelhanças com o que estamos vivendo no presente. Muitas vezes, os sentimentos estão tão fortes que só o tratamento analítico não é suficiente. Neste momento, o analista pode indicar a ajuda de um psiquiatra para tornar mais ameno o sofrimento e possibilitar um trabalho; um caminho de aliança entre medicação e análise,
mas para o trabalho analítico ocorrer, precisamos das emoções do paciente, da sua angústia. A dor psíquica pode ser um motor valioso para o trabalho. É nesse cenário que ocorre o tratamento analítico e por isso é importante que a medicação esteja ajustada de tal forma a não obliterar os sentimentos. Com o tempo é esperado que a pessoa desenvolva uma capacidade de lidar melhor com as emoções. É o desenvolvimento psíquico e não uma medicação de longo prazo, que vai promover uma maior capacidade de conviver com as emoções geradas por conflitos e frustrações, promovendo assim uma melhora sustentável da sua qualidade de vida.
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