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yesminsarkis Pagina para a publicação sobre psicanálise.

24/04/2026
07/03/2026

Novo livro da Psicanalista Crisélia Sanroman Barral.

09/02/2026

Inscrições em breve para a Formação em Psicanálise!

O Instituto de Psicanálise Virgínia Leone Bicudo, da Sociedade de Psicanálise de Brasília (SPBsb), abrirá em breve as inscrições para o processo seletivo da Formação em Psicanálise.

📅 Período de inscrições: 16 de fevereiro a 20 de março de 2026
🔎 Para mais informações sobre o processo seletivo, documentação necessária e formação em Psicanálise, acesse os dados disponíveis no cartaz ou em: spbsb.org.br (Link na bio)

📩 Dúvidas: [email protected]

📞 (61) 3246-1301 | (61) 99595-1073 | (61) 99927-9900

A Sociedade de Psicanálise de Brasília é uma instituição integrante da IPA, FEBRAPSI e FEPAL.

04/02/2026

A Comissão do Cinema & Psicanálise junto com a Diretoria de Cultura e Comunidade da SBPRP convidam para a discussão do filme Frankenstein (2025). O clássico de Mary Shelley ganha nova vida nessa adaptação pela visão de Guillermo Del Toro. Frankenstein acompanha o brilhante cientista Victor Frankenstein que decide se aventurar em experimentos audaciosos e criar do zero uma criatura com vida.

O que essas tentativas e estudos desencadeiam é uma tragédia tanto para o criador quanto para sua criação monstruosa. Brincar de Deus levou Frankenstein a concretizar suas maiores ambições científicas, mas colocou-o na mira da raiva de sua própria criatura, que, agora, busca por vingança após se ver descartada pelo professor.

O evento acontecerá no dia 28 de fevereiro, a partir das 14h, na Biblioteca Sinhá Junqueira (BSJ) de Ribeirão Preto e contará com os comentários da Psicanalista com funções didáticas da
SBPRP Adriana Vilela Jacob Francisco.

Inscreva-se gratuitamente no site www.sbprp.org.br (link na bio)

04/02/2026
04/02/2026
Com Federação Brasileira de Psicanálise - Febrapsi – Sou imbatível! Estou na lista de maiores fãs há 16 meses seguidos. ...
19/01/2026

Com Federação Brasileira de Psicanálise - Febrapsi – Sou imbatível! Estou na lista de maiores fãs há 16 meses seguidos. 🎉

23/12/2025

Observatório Psicanalítico OP 648/2025

Ensaios sobre acontecimentos sociopolíticos, culturais e institucionais do Brasil e do mundo

A Sessão de Véspera
Um conto de Natal

José Antonio Sanches de Castro – SBPSP e GEP Marilia.

I.
Vinte e três de dezembro, dezessete e quarenta. A última paciente do ano cancelou — gripe, disse, mas ele sabia que era a gripe específica que acomete quem não quer falar sobre a mãe antes do Natal.
Renato ficou olhando a poltrona vazia. Trinta e dois anos de clínica. Quantas vésperas assim? O consultório em silêncio, a cidade lá fora acelerando em direção a alguma coisa que ele nunca conseguiu nomear direito.
Poderia ir embora. Deveria.
Mas ficou.

II.
A campainha tocou às dezoito e doze.
Não esperava ninguém. Foi até a porta com a irritação comedida de quem teve a solidão interrompida.
Um homem de uns sessenta anos. Barba branca aparada, olhos muito azuis, um certo cansaço nos ombros. Roupa comum — camisa xadrez, calça de veludo cotelê gasta nos joelhos.
— O senhor é o Dr. Renato?
— Sou. Mas não tenho horário agora.
— Eu sei. — O homem sorriu, um sorriso que parecia pedir desculpas por existir. — Não vim como paciente. Vim pedir uma supervisão.
Renato franziu a testa. Não conhecia aquele rosto, e conhecia quase todos os colegas da sociedade.
— O senhor é analista?
— De certa forma.
Havia algo no tom — nem arrogante nem humilde, apenas preciso — que fez Renato abrir mais a porta.
— Entre.

III.
O homem sentou-se na poltrona dos pacientes sem perguntar, como quem conhece o protocolo. Renato ocupou sua cadeira de sempre.
— Seu nome?
— Pode me chamar de Nicolas.
— Nicolas. — Renato anotou mentalmente: nome simbólico demais para ser coincidência. — E o que o traz aqui, Nicolas?
O homem cruzou as mãos sobre o colo.
— Escuta, doutor. Todo ano, na mesma época. Milhões de pessoas projetam em mim suas fantasias de reparação. O pai que falhou, o amor que não veio, a infância que não existiu. Sou objeto transicional de uma civilização inteira.
Renato manteve o rosto neutro, mas algo nele se moveu.
— Continue.
— O problema — Nicolas inclinou-se para frente — é que eu sinto. Cada carta que uma criança escreve pedindo que os pais parem de brigar. Cada adulto que acorda no dia vinte e cinco com a velha decepção. Eu carrego isso.
— Contratransferência em escala industrial.
Nicolas riu. Um riso pequeno, cansado.
— Exatamente.

IV.
— O senhor está me dizendo — Renato escolheu as palavras com cuidado — que é quem eu penso que é?
— Estou dizendo que sou o que as pessoas precisam que eu seja. Há diferença?
Renato ficou em silêncio. Lembrou da expressão: o bebê cria o seio, mas o seio já estava lá para ser criado.
— E por que eu? Por que esta supervisão?
Nicolas olhou pela janela. A noite começava a descer.
— Porque você ficou. Sua paciente cancelou, você poderia ter ido embora, mas ficou. Olhando a poltrona vazia. Se perguntando se fez alguma diferença nesses trinta e dois anos.
Renato sentiu um aperto no peito que não sentia desde a própria análise.
— E fiz?
— Você está me perguntando ou está se perguntando?

V.
— Há uma menina em Osasco — Nicolas disse, depois de um silêncio. — Oito anos. Pediu um pai que preste atenção nela. Não brinquedos. Atenção. Eu não posso dar isso. Não cabe no trenó.
— O que cabe?
— Uma lembrança. Um sinal. Algo que diga: você foi vista.
Renato pensou em seus próprios pacientes. Quantos vinham, no fundo, pedindo exatamente isso?
— Talvez — ele disse devagar — o presente não seja a coisa. Seja o fato de que alguém parou para pensar no que você precisava.
Nicolas concordou com a cabeça.
— É o que eu faço todo ano. Paro para pensar. Mas doutor — e aqui sua voz falhou pela primeira vez —, quem para pra pensar em mim?

VI.
A supervisão durou cinquenta minutos. Como deve ser.
Quando Nicolas se levantou para ir, Renato ficou sentado.
— Posso lhe fazer uma interpretação?
Nicolas parou na porta.
— O senhor veio aqui não para receber algo, mas para dar. Deu-me a chance de ser útil na véspera em que eu me perguntava se ainda sou. Esse é o seu verdadeiro ofício: não entregar presentes, mas criar ocasiões para que as pessoas descubram o que têm a oferecer.
Nicolas ficou parado por um momento. Depois, sorriu — e dessa vez o sorriso não pedia desculpas.
— Feliz Natal, doutor.
— Feliz Natal, Nicolas.

VII.
Renato desceu para a rua às dezenove e quinze. A cidade tinha aquela luz específica de véspera, uma urgência dourada nas janelas.
No banco da praça em frente ao consultório, uma mulher de uns quarenta anos olhava o celular com a expressão de quem espera uma mensagem que não vem.
Ele sentou ao lado dela.
— Posso lhe fazer companhia por um momento?
A mulher ergueu os olhos, surpresa.
— Por quê?
Renato pensou em Nicolas. Na menina de Osasco. Em trinta e dois anos de poltronas vazias e cheias.
— Porque estamos os dois aqui.
A mulher guardou o celular. Não disse nada.
Ficou.
[FIM]

Para meus colegas de escuta — que sabem que o maior presente é, às vezes, apenas ficar. Nesta véspera em que tantos nos procuram carregando trenós invisíveis cheios de expectativas não nomeadas, compartilho este pequeno conto — uma supervisão improvável que lembra por que ficamos, mesmo quando a poltrona está vazia.
Que neste Natal possamos ser, cada um à sua maneira, aquele banco de praça: presença sem demanda, silêncio que acolhe, permanência que diz você foi visto.
Às vezes, é o suficiente.
Feliz Natal

Palavras chaves : Escuta, Ausência, Reparação, Presença

Imagem: IA Grok

Categoria: Política e Sociedade; Cultura

Nota da Curadoria: O Observatório Psicanalítico é um espaço institucional da Federação Brasileira de Psicanálise (FEBRAPSI), dedicado à escuta da pluralidade e à livre expressão do pensamento de psicanalistas. Ao submeter textos, os autores declaram a originalidade de sua produção, o respeito à legislação vigente e o compromisso com a ética e a civilidade no debate público e científico. Assim, os ensaios são de responsabilidade exclusiva de seus autores, o que não implica endosso ou concordância por parte do OP e da FEBRAPSI.

Os ensaios são postados no site da FEBRAPSI: Psicanálise e Cultura: Observatório Psicanalítico.

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20/11/2025

Sistema cruel.
Estímulos selvagens declinam o desenvolvimento individual. Atrela a capacidade crítica ao jogo dos opostos. É enganoso pensar que seguimos como gado. Seguimos às lideranças como indivíduos de horda - em tudo o que isso significa.
Quando nos pedem para ter lado o que de fato nos solicitam é a redução da nossa compreensão.

20/11/2025

🏆 Revista Calibán recebe o Prêmio Sigourney Trust 2025

Com entusiamo celebramos o Prêmio Sigourney para a Revista Latino-Americana de Psicanálise Calibán.

Produzida por uma equipe de cerca de 80 voluntários de vários países, a revista é liderada pela peruana María Luisa Silva, membro da Sociedade Peruana de Psicanálise, em conjunto com a editora-chefe adjunta Silvana Rea (SBPSP). A Calibán se destaca por integrar psicanálise, arte e cultura a partir de múltiplas perspectivas latino-americanas. Sua proposta editorial promove um diálogo plural e transnacional, conectando a psicanálise às questões contemporâneas.

Fundado em 1989, o prêmio reconhece anualmente trabalhos realizados na última década com contribuições significativas para o campo psicanalítico, seja na clínica, na cultura, na pesquisa ou nas práticas sociais.

Parabenizamos toda a equipe editorial pela conquista e pela contribuição essencial ao pensamento psicanalítico internacional.

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