Daniela Calaça Psicóloga

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Trabalho com uma perspectiva psicossocial e interseccional, que busca compreender o sofrimento psíquico a partir de uma visão mais ampla, que está integrada ao físico, ao psíquico e ao meio social

Antes de nomear como autossabotagem, é preciso compreender o que esse comportamento revela.
12/08/2026

Antes de nomear como autossabotagem, é preciso compreender o que esse comportamento revela.

31/07/2026

Quando o analisando diz que não tem nada para falar, isso não significa, necessariamente, que nada esteja acontecendo.

Na análise, a ausência de assunto pode ser justamente o ponto em que algo começa a se anunciar.

13/07/2026

“O silêncio do paciente é um convite para que o analista escute o avesso das palavras.” — Contardo Calligaris.

Por isso na clínica, o silêncio costuma provocar incômodo. Muitas pessoas acreditam que, quando não conseguem falar, o processo parou ou que “não estão fazendo análise direito.

Mas o silêncio não possui um único significado.

Em alguns momentos, ele pode funcionar como uma forma de evitar conteúdos difíceis. Em outros, pode indicar que algo ainda está sendo elaborado e ainda não encontrou possibilidade de ser colocado em palavras.

A questão não é eliminar o silêncio, mas compreender a função que ele ocupa naquele momento do processo analítico.

Nem todo silêncio é resistência, nem toda palavra significa elaboração.

“O silêncio do paciente é um convite para que o analista escute o avesso das palavras.” — Contardo Calligaris. Por isso ...
08/07/2026

“O silêncio do paciente é um convite para que o analista escute o avesso das palavras.” — Contardo Calligaris.

Por isso na clínica, o silêncio costuma provocar incômodo. Muitas pessoas acreditam que, quando não conseguem falar, o processo parou ou que “não estão fazendo análise direito.

Mas o silêncio não possui um único significado.

Em alguns momentos, ele pode funcionar como uma forma de evitar conteúdos difíceis. Em outros, pode indicar que algo ainda está sendo elaborado e ainda não encontrou possibilidade de ser colocado em palavras.

A questão não é eliminar o silêncio, mas compreender a função que ele ocupa naquele momento do processo analítico.

Nem todo silêncio é resistência, nem toda palavra significa elaboração.

03/07/2026

Na psicanálise, a relação entre analista e analisando possui uma função muito específica.

Por isso, a proposta não é transformar esse vínculo em amizade ou em uma relação de reciprocidade. É justamente essa posição que permite que determinadas demandas, expectativas e modos de se relacionar possam aparecer e ser compreendidos ao longo do processo.

A função da analista não está em corresponder ao que lhe é dirigido, mas em sustentar um lugar que torne possível o trabalho analítico

Há um peso injusto em acreditar que a saúde mental depende apenas de recursos internos ou de “força de vontade”. A exper...
01/07/2026

Há um peso injusto em acreditar que a saúde mental depende apenas de recursos internos ou de “força de vontade”. A experiência clínica nos mostra o oposto: o sofrimento psíquico não se produz isoladamente dentro de uma pessoa. Ele emerge no encontro entre a história do sujeito, seus vínculos, o laço social e as condições concretas de sua existência.

A psicoterapia é um espaço fundamental para que aquilo que produz sofrimento possa encontrar palavras, ser elaborado e adquirir novos sentidos. Ela possibilita que o sujeito se reposicione diante de sua própria história e construa outras formas de estar no mundo. Mas, justamente por reconhecer a complexidade do sofrimento humano, a clínica também reconhece os seus próprios limites.

Nenhuma prática de cuidado, isoladamente, responde à totalidade da experiência de um sujeito. Em muitos casos, sustentar um processo psicoterapêutico implica articular uma rede de cuidados que dialogue com diferentes dimensões da vida: o acompanhamento psiquiátrico quando necessário, os cuidados com a saúde física, o fortalecimento dos vínculos afetivos e comunitários, a garantia de direitos, as condições de trabalho, lazer e descanso, entre outros recursos que podem oferecer sustentação ao processo clínico.

Cuidar também é reconhecer quando o sofrimento exige que diferentes saberes dialoguem, sem que um substitua o outro. A clínica não acontece apartada da vida: ela se fortalece quando encontra condições para que o sujeito possa sustentar, fora do consultório, aquilo que vai sendo construído dentro dele.

08/06/2026

Neste vídeo, reflito sobre culpa, limites e relações de gênero, pensando sobre como muitas mulheres aprendem a associar afeto à disponibilidade constante.

A partir da psicanálise, penso sobre os efeitos emocionais de viver tentando corresponder às expectativas do outro, mesmo às custas de si.

Assista ao vídeo completo no YouTube. Link na bio.

26/05/2026

A psicanálise também se sustenta na análise pessoal do analista.

Porque sustentar a escuta do outro exige, antes, atravessar e elaborar aquilo que também nos constitui.

22/05/2026

Freud apresenta um sujeito que não é plenamente consciente de si. Há algo que escapa, retorna e insiste para além da razão. Lacan amplia essa compreensão ao pensar o sujeito atravessado pela falta, pelo desejo e pelo inconsciente.

Na experiência analítica, muitas vezes, aquilo que mais causa estranhamento também revela algo profundamente íntimo. É nesse encontro que novos sentidos podem surgir.

14/05/2026

Neste vídeo, reflito sobre o sofrimento psíquico das mulheridades e sobre como suas experiências são atravessadas pelos dispositivos de raça e gênero.

A partir da psicanálise, da Psicologia Social Crítica feminista e contra-colonial, e também do relatório final do projeto Entre Nós Candidatas, penso os efeitos das violências, das exigências, dos silenciamentos e das desigualdades na forma como muitas mulheres vivem, percebem a si mesmas e sustentam suas existências.

O sofrimento psíquico não se constrói isolado do mundo social.

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