28/06/2026
Há três anos, eu comecei a correr.
Não comecei por amor à corrida.
Comecei porque não sabia mais o que fazer comigo.
Estava com sobrepeso, sobrecarga emocional e o burnout tinha roubado de mim até a vontade de acordar.
Eu comecei a correr para fugir da dor e, de alguma forma, para encontrar.
Fiz por mim. Porque eu precisava me salvar. Mas também fiz por todos que um dia acreditaram em mim. Precisava salvar minha vida.
Porque se eu conseguisse, talvez minha história pudesse carregar alguém que ainda estivesse no fundo do poço. Hoje sei que inspiro pessoas.
Recuperei minha saúde. Recuperei o equilíbrio. A dor inicial foi se afastando…
E aí veio o que ninguém me avisou: o maior desafio não é começar. Não é perder peso, não é fazer a primeira prova, não é ouvir “parabéns, você conseguiu”.
O maior desafio é continuar depois que a dor já não te empurra.
É acordar antes das 05:00 quando não há mais urgência e o desconforto. É se manter viva, se manter em movimento, se manter se superando quando não existe mais nada para fugir.
Hoje eu vivo a corrida pela corrida.
Claro que tenho meus objetivos: me consolido como meia maratonista e aspiro (ao menos uma na vida) uma maratona.
Não não para perder peso e salvar minha vida.
Vivo a corrida para manter meu corpo vivo.
A jornada é muito mais profunda do que o destino.
O destino é só uma linha. A jornada é o oceano inteiro.
E eu sigo aqui. Correndo. Continuando. 💛🏃♀️
…
Gratidão:
Rafael Porto Silva 🇧🇷 🏴☠️
INGRID DUMONT
PERSONAL TRAINER DAVIDSON SUDOESTE
Simone Dias | Nutrição - CRN1-11847
Antonio Resende Neto