26/07/2022
Nanã Buruquê e seu sincretismo em Nossa Senhora de Sant’Ana
Nanã Buruquê, também chamada de mãe ou avó, é uma Orixá presente desde a criação da humanidade. Ela é a memória do povo, pois vivenciou toda a magia da concepção do Universo.
Rainha da lama, da qual se originou todo ser humano, esta Orixá é uma das mais respeitadas e também uma das mais temidas. Nanã é responsável pelo portal entre a vida e a morte, pois ela limpa a mente dos espíritos desencarnados para que eles possam se livrar do peso que sofreram em sua jornada, reencarnando sem os rastros da vida anterior. Por isso quando envelhecemos, ao decorrer dos anos começamos a perder nossa memória.
Ela viu a água ser separada da terra, e o barro utilizado para gerar a vida soprada por Oxalá. O único pedido da Orixá foi o de que após a morte, os que do barro vieram, ao barro deveriam voltar.
No sincretismo religioso, Nanã representa Nossa Senhora Sant’Ana (ou Santa Ana). Sabe-se que ela foi a mãe de Maria de Nazaré, portanto, a avó de Jesus. Seu nome significa graça. Conta a lenda que ela já era idosa e considerada estéril, quando seu marido São Joaquim fez penitência no deserto orando por uma graça divida. Um anjo apareceu e disse que suas orações teriam sido atendidas. Ao regressar ao lar, pouco tempo depois, Sant’Ana concebeu Maria, a mãe de Jesus.
Por ser a Orixá mais velha, Nanã se sincretiza com esta Santa, a avó de Jesus Cristo. Ambas simbolizam a força da natureza feminina na criação divina.
O dia de Nanã é comemorado na mesma data de Santa Ana, ou Sant’Ana, em 26 de julho. E o seu dia da semana é a terça-feira.
As principais cores de Nanã são: Anil, Lilás e Branco. Na maioria de suas representações, Nanã está sempre com alguma dessas cores em suas vestimentas ou adornos.
A saudação a Nanã é: Saluba Nanã!
Significado: Nos refugiamos em Nanã ou Salve a Senhora do Poço, da Lama!