15/12/2024
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O pernambucano Lucas Antônio Primo da Rocha estava em plena forma física, aos 26 anos, quando descobriu ter osteonecrose da cabeça femoral, uma condição que causa a necrose do osso e afeta significativamente a qualidade de vida dos pacientes. Lucas era da Marinha e acabou sendo aposentado por conta das fortes dores que passou a sentir do dia para a noite.
“Fui do remo durante sete anos e corria até que, em agosto de 2021, dormi e acordei mancando”, contou ao Metrópoles. Em poucos meses, o jovem passou a precisar de uma cadeira de rodas para se locomover devido às dores no quadril.
Os problemas de de Lucas tinham começado pouco antes. Sempre que corria o rapaz sentia dormência dos joelhos aos pés. Quando começou a mancar, decidiu procurar atendimento médico e ouviu que, provavelmente, tinha bursite e era impossível alguém ter problemas ósseos aos 26 anos.
Um exame de raio-x, porém, revelou que Lucas tinha osteonecrose bilateral, atingindo a cabeça do fêmur das duas pernas. “Passei um ano e meio de cama porque doía para sentar, o quadril estalava, não conseguia andar ou abrir as pernas”, conta Lucas.
A osteonecrose da cabeça femoral é um processo de necrose óssea provocado pela interrupção do fluxo sanguíneo na cabeça do fêmur. A condição é mais comum em homens adultos jovens, com idades entre 30 e 50 anos.
“É uma espécie de infarto. A ausência de circulação gera a morte da cabeça do fêmur, que leva a uma artrose precoce em pacientes jovens”, explica o ortopedista Isaías Chaves, especialista em quadril e joelho.
O consumo abusivo de álcool também é um fator de risco para a doença. Para outra parte dos pacientes, a causa da necrose é desconhecida, sendo chamada de “necrose aséptica idiopática”.
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