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Nossa capacidade de Nossa capacidade de atenção está menor nessa  , mas isto é reversível.Um artigo recém-publicado na N...
27/05/2026

Nossa capacidade de Nossa capacidade de atenção está menor nessa , mas isto é reversível.

Um artigo recém-publicado na Nature analisa o quanto as distrações de hoje em dia têm reduzido nossa capacidade de atenção e se esse fenômeno é algo permanente ou não. Estudos mostram que hoje alternamos muito mais entre uma tarefa e outra do que décadas atrás e que essa alternância impacta negativamente nosso desempenho. Porém, há poucas evidências que nossa habilidade fundamental de concentração esteja reduzida. Isso sugere que se eliminamos as distrações, como é o caso de interromper um trabalho para checar as redes sociais, temos todas as condições de recuperar o foco.

Te**es de atenção em laboratório, sem distrações, mostram desempenhos semelhantes entre diferentes décadas. Isso nos aponta que a evitação de hábitos reversíveis, como a alternância de foco durante um trabalho, pode garantir a plena função da atenção. A pesquisa de Gloria Mark da Universidade da California mostra que, no mundo real, uma pessoa demorava, em meados da primeira década deste século, cerca de dois minutos e meio em uma tarefa antes de alternar para outra atividade, com ler um email, por exemplo. Em 2010 esse tempo caiu para 75 segundos e em 2020 para 47 segundos.

Além de evitar as distrações, outra forma de melhorar o desempenho da atenção é superestimar artificialmente a importância da tarefa em jogo. Pequenas pausas podem ser interessantes, em vez de ficar com um superaquecimento da máquina cerebral. Por fim, tudo isso é subordinado ao nosso estado psíquico. e sintomas depressivos jogam contra a atenção, assim como um não reparador.

*Extraído da coluna Neurônios em Dia, uma parceria entre o jornal Correio Brasiliense e o Instituto do Cérebro de

Celular fora da aula tem efeito menor do que se imaginava, aponta estudo.O banimento dos smartphones na sala de aula mel...
19/05/2026

Celular fora da aula tem efeito menor do que se imaginava, aponta estudo.

O banimento dos smartphones na sala de aula melhorou o bem-estar de crianças e adolescentes, entretanto não houve melhora do desempenho acadêmico, de bullying online e de suspensões como se pensava.

Essa é a conclusão de um estudo que acaba de ser publicado pelo Escritório Nacional de Pesquisas Econômicas envolvendo mais de 40 mil escolas nos Estados Unidos, comparando indicadores de escolas que adotaram a política de proibição dos aparelhos com outras que não o fizeram. Uma limitação do estudo foi que o acompanhamento foi feito por um período de no máximo três anos após a proibição.

Os resultados discordam de pequenos estudos que mostram um efeito negativo dos celulares no desempenho cognitivo. Aqui discutimos o efeito de drenagem cerebral induzido pelo smartphone proposto e demonstrado em 2017 (brain drain). Sabemos, muito antes disso, que o cérebro é melhor quando faz uma coisa por vez do que no modo multitarefa. Esse conceito de drenagem cerebral parte do princípio que os recursos cerebrais têm limites, e o simples esforço de ter que evitar acessar o aparelho em cima da mesa de trabalho, no modo silencioso-sem vibração e com a tela para baixo, já consome, drena recursos cognitivos que levam a um menor desempenho em te**es cognitivos.

O mais impressionante desse trabalho de Ward e colaboradores foi que o desempenho foi melhor quando o smartphone ficava em uma sala separada, e só um pouco melhor quando no bolso ou nas mochilas dos estudantes, sugerindo que a mera presença do aparelho na sala teve impacto negativo.

*Extraído da coluna Neurônios em Dia, uma parceria entre o jornal Correio Brasiliense e o Instituto do Cérebro de Brasília

Pesquisa desvenda mecanismo de controle da irrigação cerebral.Estima-se que uma em cada duas pessoas apresentará pelo me...
15/05/2026

Pesquisa desvenda mecanismo de controle da irrigação cerebral.

Estima-se que uma em cada duas pessoas apresentará pelo menos um episódio de perda de consciência ao longo da vida. Um colapso da circulação sanguínea do cérebro é o que explica a perda de consciência em grande parte dos casos e essa condição clínica é chamada de síncope. 

São várias as causas de síncope, mas a mais comum é chamada de síncope vasovagal. Ela acontece por um controle ineficiente do ritmo cardíaco e/ou do calibre dos vasos sanguíneos por parte do sistema nervoso em situações específicas como a posição em pé por tempo prolongado. 

Um estudo da Universidade de Harvard, recentemente publicado pela Nature, joga luz nos mecanismos que fazem com que nosso corpo se adapte ao efeito da gravidade ao ficarmos em pé: neurônios no coração (isso mesmo!) podem colaborar para a manutenção da pressão de fluxo sanguíneo cerebral nessa condição. A pesquisa demonstrou que uma proteína chamada PIEZO2 é capaz de converter a pressão nas membranas celulares do coração em sinais elétricos nesses neurônios. Camundongos ao assumirem a posição ortostática (em pé) têm o ajuste do ritmo cardíaco para compensar essa postura, mas quando a PIEZO2 é bloqueada esse efeito não acontece. Quando se provoca uma hemorragia nesses animais, o primeiro alarme para a compensação da pressão de fluxo é dado por neurônios que têm a expressão da proteína PIEZO2. Isso sugere que o controle fino do fluxo cerebral se dá antes pelo volume de sangue que passa pelo coração do que pelos longamente conhecidos receptores de pressão na aorta e nas carótidas. Camundongos têm neurônios PIEZO2, mas nós, humanos, também temos.  

*Extraído da coluna Neurônios em Dia, uma parceria entre o jornal Correio Brasiliense e o Instituto do Cérebro de Brasília

Na relação médico-paciente, quando um não quer, dois não compartilham.O ideal de uma relação médico-paciente é quando am...
28/04/2026

Na relação médico-paciente, quando um não quer, dois não compartilham.

O ideal de uma relação médico-paciente é quando ambas as partes participam das decisões. Entretanto, nem sempre as coisas funcionam assim. Em um extremo encontraremos que se colocam em posição de superioridade e nem escutam a vontade do paciente. No outro extremo temos pacientes com atitude passiva esperando de olhos fechados que o médico tome as decisões, e essa é uma situação mais comum entre idosos e indivíduos com baixo nível educacional. Entre os dois extremos, encontramos a grande parte das relações médico-paciente, uma relação que tanto o como o paciente influenciam um ao outro mutuamente.

Em algumas situações em que o médico pensa que o paciente não quer participar de decisões, esse julgamento pode depender bastante da forma como ele aborda o paciente. Uma coisa é o médico perguntar: “Você prefere que eu tome as decisões a respeito do seu tratamento ou você mesmo pode tomá-las?”. Provavelmente teremos uma diferente resposta se o médico perguntar: “Você quer que eu tome decisões sobre seu tratamento sabendo o que é importante para você, ou sem saber o que é importante para você?

Não existe receita de bolo, fórmula ideal, para se chegar a um bom nível de compartilhamento de decisões. Muito do que se discute e se pesquisa sobre o assunto concentra-se em atitudes do médico que podem facilitar a comunicação e seu papel como facilitador da relação médico-paciente. Entretanto, são poucos os estudos que avaliaram o papel do paciente. Alguns pacientes querem só ouvir o que o médico tem a dizer e decidir sozinhos o que fazer.

Há muito que se trabalhar para melhorar a entre médico e paciente, em busca de uma relação mais eficiente e que promova os melhores resultados ao paciente. O sucesso terapêutico depende muito do paciente também, e começa com uma boa comunicação entre médico e paciente, em via dupla.

*Extraído da coluna Neurônios em Dia, uma parceria entre o jornal Correio Brasiliense e o Instituto do Cérebro de Brasília

Estudo aponta que poluição do ar está associada a um pior controle da  .Uma pesquisa recém-publicada na Neurology, perió...
25/04/2026

Estudo aponta que poluição do ar está associada a um pior controle da .

Uma pesquisa recém-publicada na Neurology, periódico da Academia Americana de Neurologia, mostra que a poluição, tanto no curto prazo, como de forma cumulativa, está ligada a uma pior evolução da enxaqueca. Também foi demonstrada uma associação entre pior controle das crises em dias mais quentes. Os achados permitem que pessoas que sofrem de enxaqueca sejam mais cautelosas nessas situações em que o meio ambiente não ajuda, podendo lançar mão de filtros de ar ou até mesmo evitar atividades ao ar livre. 

Houve uma maior relação do calor com crises no médio-prazo, enquanto no caso da poluição atmosférica, essa conexão foi de curtíssimo prazo. No dia em que houve mais registros de buscas aos serviços de saúde por uma crise de enxaqueca, o nível de poeira suspensa no ar era o dobro da média de todo o período do estudo. Poluição com origem em veículos automotivos e indústrias também foi significativamente maior nesse dia em que se registrou mais crises. Ao mesmo tempo, no dia em que se teve o menor número de registros de crises, houve também níveis de poluição abaixo da média. 

Já é conhecido que partículas finas da poluição atmosférica induzem o estresse oxidativo, disfunção vascular e inflamação sistêmica, ativando o complexo trigeminovascular que culmina na liberação do peptídeo relacionado ao gene da calcitonina. Este último é um mediador chave na gênese de uma crise de enxaqueca. Fatores climáticos como o calor, por sua vez, influenciam a função do hipotálamo que regula o sistema nervoso autônomo, deixando o mais suscetível a uma crise de enxaqueca.

*Extraído da coluna Neurônios em Dia, uma parceria entre o jornal Correio Brasiliense e o Instituto do Cérebro de Brasília

O ciclo sono-vigilia é influenciado pelas fases da lua.Algumas pessoas acusam a   como culpada por uma má noite de   e a...
08/04/2026

O ciclo sono-vigilia é influenciado pelas fases da lua.

Algumas pessoas acusam a como culpada por uma má noite de e até por mudanças no estado mental. Será que isso não passa de um mito? Para entender melhor essa questão, pesquisadores de vários pontos do mundo estudaram o perfil de sono das crianças e sua relação com as fases da lua. Os resultados mostraram que na lua cheia as crianças dormiam cinco minutos menos do que na lua nova.

Um pesquisa anterior já apontava que temos uma tendência a dormir menos no período da lua cheia, mas dessa vez dentro de um laboratório de sono e com adultos. A análise apontou que na lua cheia os voluntários tinham o sono mais superficial, demoravam cinco minutos a mais para pegar no sono e dormiam cerca de 20 minutos a menos. Além disso, na lua cheia os níveis do hormônio mostraram-se reduzidos.

Sabemos que a concentração da melatonina varia com o grau de luminosidade, mas o interessante é que o efeito lua cheia foi independente da luminosidade do ambiente, já que o estudo foi todo conduzido entre quatro paredes. A melhor explicação é um ritmo biológico circalunar que já foi demonstrado em animais marinhos. Isso pode ter representado uma vantagem evolutiva ao fazer com que caçadores e coletores dormissem menos para aproveitar a luminosidade generosa da lua cheia.

*Extraído da coluna Neurônios em Dia, uma parceria entre o jornal Correio Brasiliense e o Instituto do Cérebro de Brasília

A juventude de hoje tem se saído melhor que a das gerações passadas Há um conjunto de evidências de que crianças e adole...
02/04/2026

A juventude de hoje tem se saído melhor que a das gerações passadas Há um conjunto de evidências de que crianças e adolescentes estão melhores hoje do que em décadas passadas.

Estamos falando de uma mente mais aberta e inclusiva, menos narcísica e com mais empatia. Eles estão mais pacientes, apresentam maior QI e menores índices de consumo de dr**as e incidentes por bullying, além de menos gravidezes indesejadas.

Como explicar esses dados, muitos deles contrários à crença comum? Isso pode ser atribuído à ocorrência de um diálogo entre pais e filhos mais reflexivo e voltado às emoções; ao fato de muitas escolas terem na grade curricular espaço reservado para o estímulo de inclusão, empatia e controle emocional; ao maior vocabulário emocional entre os jovens de hoje que pode favorecer o diagnóstico de transtornos mentais, o que no passado ficava "debaixo do tapete"; e, finalmente, ao fenômeno das redes sociais, que, apesar dos riscos que oferecem, promovem empatia e mais encontros pessoais entre os jovens, ajudando a formar cidadãos conscientes.

"Meu caro amigo, as coisas estão melhorando." Esta é uma frase de Chico Buarque falando da situação geral do país. Chico afirma também que a música que faz sucesso no Brasil não é mais a imposta pela minoria rica, como foi a Bossa Nova. Isso explicaria um sentimento saudosista comum de que já não se faz música hoje como a que era feita nas décadas de 1960 e 1970. Pode ser que o saudosismo de que crianças crianças de outrora eram melhores seja um viés do pensamento daqueles que são excepcionais e projetam para toda uma geração anterior as mesmas habilidades.

*Extraído da coluna Neurônios em Dia, uma parceria entre o jornal Correio Brasiliense e o Instituto do Cérebro de Brasília

Estudo confirma que o consumo diário de   ou   reduz o risco de demência.Pesquisa de 43 anos de duração acaba de ser pub...
27/03/2026

Estudo confirma que o consumo diário de ou reduz o risco de demência.

Pesquisa de 43 anos de duração acaba de ser publicada pelo JAMA mostrando que o consumo diário de café ou chá cafeinados promove um melhor desempenho cognitivo ao longo do tempo e reduz o risco de demência em 18%, mesmo entre pessoas geneticamente mais predispostas a apresentarem esse diagnóstico. A Universidade de Harvard acompanhou mais de 130 mil voluntários.  

Os resultados da pesquisa não evidenciaram benefícios cognitivos com uso de café , sugerindo que a cafeína pode ser o fator chave. A cafeína se liga a receptores do cérebro chamados de adenosina que promovem uma inibição da atividade cerebral. A cafeína tem uma ação inibitória nesses receptores fazendo uma inibição de um sistema que é inibitório. Por isso o efeito final é estimulante.  Quando reduzimos o efeito do freio de mão, o carro anda mais. Esta é a cafeína.

Modelos animais da Doença de apontam que a inibição do receptor adenosina pela cafeína reduz a perda de células dos sistemas comumente envolvidos na doença.  No caso da Doença de , o consumo de café ao longo da vida pode reduzir o risco da doença. Pesquisas em animais revelam que a cafeína tem o poder de reduzir as alterações patológicas encontradas no cérebro de quem sofre dessa doença.  

*Extraído da coluna Neurônios em Dia, uma parceria entre o jornal Correio Brasiliense e o Instituto do Cérebro de Brasília

Estudo confirma que o consumo diário de   ou   reduz o risco de demência.Pesquisa de 43 anos de duração acaba de ser pub...
27/03/2026

Estudo confirma que o consumo diário de ou reduz o risco de demência.

Pesquisa de 43 anos de duração acaba de ser publicada pelo JAMA mostrando que o consumo diário de café ou chá cafeinados promove um melhor desempenho cognitivo ao longo do tempo e reduz o risco de demência em 18%, mesmo entre pessoas geneticamente mais predispostas a apresentarem esse diagnóstico. A Universidade de Harvard acompanhou mais de 130 mil voluntários.  

Os resultados da pesquisa não evidenciaram benefícios cognitivos com uso de café , sugerindo que a cafeína pode ser o fator chave. A cafeína se liga a receptores do cérebro chamados de adenosina que promovem uma inibição da atividade cerebral. A cafeína tem uma ação inibitória nesses receptores fazendo uma inibição de um sistema que é inibitório. Por isso o efeito final é estimulante.  Quando reduzimos o efeito do freio de mão, o carro anda mais. Esta é a cafeína.

Modelos animais da Doença de apontam que a inibição do receptor adenosina pela cafeína reduz a perda de células dos sistemas comumente envolvidos na doença.  No caso da Doença de Alzheimer, o consumo de café ao longo da vida pode reduzir o risco da doença. Pesquisas em animais revelam que a cafeína tem o poder de reduzir as alterações patológicas encontradas no de quem sofre dessa doença.  

*Extraído da coluna Neurônios em Dia, uma parceria entre o jornal Correio Brasiliense e o Instituto do Cérebro de Brasília

Idosos com supermemória têm maior produção de novos neurônios.A criação de novos neurônios, neurogênese, entre adultos, ...
19/03/2026

Idosos com supermemória têm maior produção de novos neurônios.

A criação de novos neurônios, neurogênese, entre adultos, era algo fora de cogitação até as últimas décadas e a demonstração da neurogênese no cérebro adulto foi quase limitada a modelos animais, devido a dificuldades metodológicas em humanos. Recentemente, a revista Nature publicou uma pesquisa apontando neurogênese entre adultos e que essa criação de novos neurônios é maior entre idosos que têm a memória preservada comparados a idosos com déficit cognitivo.  

Surpreendentemente, aqueles com mais de 80 anos, e com ótimo desempenho cognitivo, tiveram concentrações de novos neurônios ainda maior que indivíduos mais jovens. A esses afortunados dá-se o nome de super-olds, superidosos. Há estudos mostrando que os super-olds são mais resilientes a alterações patológicas associadas ao envelhecimento, como lesões vasculares e depósitos proteicos encontrados na Doença de Alzheimer.

Vale lembrar que o exercício físico tem a capacidade de estimular a neurogênese.   A atividade aeróbica é capaz de garantir um bom funcionamento cerebral entre os idosos e até preservar o volume de algumas áreas estratégicas do pensamento, como o hipocampo. 

*Extraído da coluna Neurônios em Dia, uma parceria entre o jornal Correio Brasiliense e o Instituto do Cérebro de Brasília

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