29/03/2021
💡 Um policial recém integrado na tropa enfrenta o dia a dia sob forte stress de trabalhar em uma área periférica da cidade em que é forte a atuação de facções criminosas.
Já familiarizado com a forma de intervir dos outros colegas com mais tempo naquela área, ele presenciou inúmeros crimes cometidos pelos homens fardados e foi numa perseguição noturna em uma rua que se depararam com um jovem negro aparentemente envolvido com o tráfico de dr**as, o rapaz tentou correr, foi quando o policial disparou vários tiros na suas costas, tirando a vida de um garoto que visivelmente era adolescente e não estava armado.
Um jovem teve a sua vida tomada.
A mãe do menino até hoje vive o luto de ter perdido o seu filho.
O policial vive um estado de sofrimento intenso, mas continua o seu trabalho, já que é concursado, sob forte uso de ansiolíticos. Desenvolveu stress pós-traumático e quando presencia alguma situação que funcione como um gatilho, tem surtos psicóticos.
Parte da sociedade chora.
Quando o sistema ou a instituição estão doentes, todas as partes que a compõem tendem a adoecer junto.
Não é X ou Y, é o todo. E nesse caso, é o Estado que falha.
O trauma parece ser deslocado da esfera individual para a esfera social. Filhos e filhas contraindo traumas, como diz Edson Gomes.
🔻Ilustração: