Consultório de Psicologia e Psicanálise

Consultório de Psicologia e Psicanálise Atendimento Psicológico Psicanalítico Thaís Pires Alvim
Psicóloga
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Na psicanálise, chamamos de angústia. Não tem objeto, não tem causa identificável. Por isso é tão difícil de nomear — e ...
05/06/2026

Na psicanálise, chamamos de angústia. Não tem objeto, não tem causa identificável. Por isso é tão difícil de nomear — e tão fácil de ignorar.

Se você sente isso, já é o suficiente para buscar um espaço só seu.

Tem pessoas que passaram a vida inteira achando que exageravam.Que eram sensíveis demais.Que o problema era elas.Nunca r...
26/05/2026

Tem pessoas que passaram a vida inteira achando que exageravam.
Que eram sensíveis demais.
Que o problema era elas.

Nunca receberam um diagnóstico.
Mas organizaram a vida inteira em torno de evitar aquela dor sem nome.

Isso também é sofrimento.
E também tem lugar no consultório.

Se você se reconheceu aqui, esse conteúdo é pra você.

13/05/2026

O Brasil é o 2º país com mais casos de Burnout, e eu tive a oportunidade que está focada em mudar esse cenário. É crucial que a gente discuta e implemente ações para ambientes de trabalho mais saudáveis. Na minha eu resumo bem: “Empresas sérias estão olhando para isso, e as que não estão, ela está vendo o funcionário dela entrar de licença médica e não voltar.” Sua saúde mental importa, e eu estou aqui para reforçar essa mensagem! MinhaOpiniao

10/05/2026

Eu percebi que existem pequenas coisas que ajudam a gente a voltar pra si.

Pra mim, cozinhar é uma delas.

Tem algo no processo…
misturar, sovar, esperar, sentir o cheiro no forno…
que me desacelera por dentro.

Não resolve a vida.
Não substitui terapia.
Mas cria pequenos respiros emocionais no meio da correria.

E talvez saúde mental também tenha relação com isso:
com construir momentos em que a vida volta a ser sentida.

E você?
O que costuma fazer que te devolve presença e leveza.

Qual é o seu?

09/05/2026

Isso não é workaholic.
Não é ambição excessiva.
É uma crença muito antiga de que amor precisa ser merecido.
Quem aprendeu cedo que afeto vinha condicionado ao desempenho, ao comportamento, à utilidade, internalizou uma equação silenciosa: existir não basta. É preciso produzir para ter direito a ser visto.
E essa equação não some quando você cresce.
Ela só troca de roupa.
Vira incapacidade de parar sem culpa.
Vira dificuldade de receber sem se sentir em dívida.
Vira a sensação de que, quando você para de fazer, você deixa de ser.
Em psicanálise, a gente chama de gozo o que sustenta esse ciclo. Não é prazer. É o que o sujeito faz com a própria dor quando ela se torna o único jeito que ele conhece de existir.
Se você se reconheceu aqui, isso não é defeito de caráter.
É uma história que foi escrita antes de você ter idade pra questioná-la.
E história tem escuta.

Tem gente que sabe tudo sobre o que os outros precisam.O que o chefe espera. O que o parceiro sente. O que a família pre...
07/05/2026

Tem gente que sabe tudo sobre o que os outros precisam.
O que o chefe espera. O que o parceiro sente. O que a família precisa. O que a situação pede.
Mas pergunta o que ela quer — e vem um silêncio estranho.
Não é vazio. É desconexão.
Em algum momento, querer foi ficando em segundo plano. Não por má vontade. Por adaptação. Por sobrevivência afetiva.
E o desejo foi perdendo volume até ficar quase inaudível.
Reencontrar esse fio é um dos movimentos mais bonitos — e mais assustadores — que alguém pode fazer em análise.

Essa semana uma paciente me contou, quase de passagem, sobre um aperto no peito que sente há anos.Quase de passagem porq...
30/04/2026

Essa semana uma paciente me contou, quase de passagem, sobre um aperto no peito que sente há anos.
Quase de passagem porque já virou paisagem.
Não era o motivo da consulta.
Era só o fundo da vida dela.
É assim que o corpo funciona quando a palavra não encontra espaço:
ele fala sozinho.
No peito que aperta.
Na garganta que fecha.
No estômago que embrulha antes de uma conversa difícil.
No sono que não descansa.
A psicanálise lacaniana chama isso de sintoma.
Não como problema a eliminar
mas como mensagem.
O corpo diz o que ainda não encontrou palavra.
E quando essa palavra finalmente aparece
o corpo pode, enfim, soltar.
Se você está tão acostumada com o seu sintoma
que esqueceu que ele está lá
talvez seja exatamente disso que precisamos falar.
Me chama no direct.

22/04/2026

Você já se perguntou por que é tão difícil mudar — mesmo quando você quer muito?

Tudo parece fazer sentido na sua cabeça… mas o corpo resiste, as atitudes se repetem, e o ciclo recomeça?

A psicanálise tem uma explicação muito precisa sobre isso:
A mudança ameaça o inconsciente.

Sim, por mais que o sofrimento incomode, existe um tipo de “segurança” no que é conhecido.

Seu inconsciente prefere repetir o padrão antigo (mesmo que doloroso), do que encarar a angústia do desconhecido.

E isso acontece porque:

1. Toda mudança exige abrir mão de algo.
Ideias, crenças e modos de funcionar que foram criados para te proteger.
2. Alguns padrões te definem (inconscientemente)
Se você sempre foi “forte”, “produtivo”, “o apoio de todos” — mudar pode soar como uma traição à imagem que você construiu.
3. A mudança real acontece quando você entende o que está por trás da repetição
E esse entendimento não vem do pensamento racional, mas da escuta psicanalítica, que ilumina os lugares que estavam no escuro.

A verdade é: ninguém muda só por força de vontade.

Muda quando se permite escutar — com verdade — aquilo que estava escondido.

E, quando isso acontece, a transformação não é forçada. Ela é consequência.

Compartilhe esse post com alguém que precisa entender por que mudar tem sido tão difícil.

Talvez isso ajude a acender uma luz no caminho dessa pessoa.

21/04/2026

Quem passa a vida tentando não incomodar ninguém
raramente aprendeu isso por acaso.

Muitas vezes, isso começa cedo.

Na sensação de que sentir demais era um problema.
De que pedir era excessivo.
De que ocupar espaço trazia culpa.

Então a pessoa aprende a silenciar.

Não pede.
Não reclama.
Não pesa.
Não mostra.

Se torna fácil de conviver.
Mas difícil de alcançar.

Por fora, parece maturidade.

Por dentro, muitas vezes, é apenas alguém que aprendeu que ser aceito dependia de não incomodar.

E, com o tempo, isso cobra um preço:

a dificuldade de se reconhecer
fora da função de sustentar, agradar ou se adaptar.

Nem sempre o sofrimento aparece no excesso.

Às vezes, ele aparece justamente no desaparecimento de si.

Salve para lembrar disso.

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