Vera Roesler

Vera Roesler Psicóloga, psicoterapeuta clínica e do trabalho.

Psicóloga Existencialista e Histórias de Vida
Pós-Doutora em Educação (UFSC); Doutora em Psicologia (UFSC), com estágio doutoral na Université Paris-Diderot (Paris 7)

30/05/2026

Hoje o mundo se despede de Edgar Morin, filósofo, antropólogo, sociólogo, pesquisador e um dos grandes pensadores do nosso tempo. Inspirou tantas pessoas, trabalhos, projetos. Pulsou vida por mais de um século de vida!
Viveu 105 anos incríveis!

Nascido na França, Morin dedicou-se a compreender a complexidade da experiência humana, inspirando gerações de leitores, estudantes e pesquisadores em todo o mundo.
Sua obra atravessou fronteiras, disciplinas e décadas, mantendo-se sempre atual, inquieta e necessária.Na L&PM, além de testemunharmos a importância e a potência de seu trabalho na publicação de seus livros.

Fizemos história juntos, isso nós orgulha imensamente.

"O destino da humanidade é desconhecido, mas sabemos que o processo de existir modif**a-se."

Obrigado, Edgar Morin!

29/05/2026

Descansar” nem sempre é parar.
Às vezes, descanso é simplesmente voltar para si.

É tomar água com calma, caminhar sem pressa, sentir a brisa, pintar, dançar, dormir, meditar… ou apenas existir no momento presente.

Cada pessoa encontra o descanso de um jeito diferente, porque cada um carrega uma história, um ritmo e uma forma única de funcionar no mundo.

O verdadeiro descanso talvez esteja justamente nisso: perceber quando o corpo desacelera, o silêncio domina e, por alguns instantes, a vida parece dizer baixinho… “está tudo bem.”

Como pensar a liberdade no mundo de hoje? 🤔Passei os últimos dias mergulhada nas discussões do V Congresso Internacional...
16/05/2026

Como pensar a liberdade no mundo de hoje? 🤔
Passei os últimos dias mergulhada nas discussões
do V Congresso Internacional sobre Sartre.
É revigorante ver como a Fenomenologia e o Existencialismo seguem vivos e necessários para compreendermos o sujeito contemporâneo em sua complexidade.
Ao lado de pesquisadores debatemos como as obras de Sartre e Simone de Beauvoir nos oferecem ferramentas fundamentais para enfrentar o desamparo e a responsabilidade de escolhermos a nós mesmos a cada instante.
Volto com a bagagem cheia de perspectivas para minha prática profissional. Afinal, para o Existencialismo, o ser humano é um “vir-a-ser” constante; nada mais é do que aquilo que ele faz de si mesmo em sua relação com o mundo e com os outros.

03/05/2026

Alerta de leve spoiler.

Assisti O Diabo Veste Prada 2 e algumas cenas f**aram comigo.

Demissões em massa.
Profissionais altamente qualif**ados sendo dispensados.
A sensação de que ninguém é realmente insubstituível.

Mas o que mais chama atenção não está aí.

Está no custo de sustentar certas posições.

O que precisa ser deixado de lado para permanecer nelas?
E o que acontece quando o trabalho passa a ocupar o lugar central da vida?

Existe também algo que quase não aparece nessas conversas:
a solidão.

E uma outra questão que f**a:

se, por algum motivo, o trabalho deixa de existir…
o que permanece?

Quando falamos em cuidados paliativos, muitos ainda pensam apenas em controlar a dor e outros desconfortos físicos. Mas ...
01/07/2025

Quando falamos em cuidados paliativos, muitos ainda pensam apenas em controlar a dor e outros desconfortos físicos. Mas lembro que somos psicofísicos, pertencemos a um grupo e estar diante da finitude envolve várias dimensões. Há silêncios que gritam, memórias que pesam, medos que não encontram nome e tudo isso precisa ser cuidado também.

É comum que pacientes em fase terminal se sintam sozinhos, até quando estão rodeados de pessoas. Às vezes, o que mais falta é um espaço onde possam existir sem ter que ser fortes o tempo todo. Onde possam chorar, contar sua história, fazer perguntas difíceis ou simplesmente... ser ouvidos.

A psicoterapia nesse momento se propõe a acompanhar essa difícil trajetória.
É caminhar junto.
É auxiliar em reflexões que façam sentido.
É cuidar daquilo que não aparece nos exames, mas que habita o coração.

🗨️ Você já pensou em como o cuidado emocional pode ser parte essencial da dignidade no fim da vida?

Se esse texto tocou algo em você — por si ou por alguém que ama —, a escuta pode começar agora.

Sua capacidade de "dar conta de tudo" não define seu valor. Você não precisa adoecer para provar nada.
30/06/2025

Sua capacidade de "dar conta de tudo" não define seu valor. Você não precisa adoecer para provar nada.

Você pensa ou sente a necessidade de estar sempre disponível, atendendo às necessidades de todos, passando do horário, e...
26/06/2025

Você pensa ou sente a necessidade de estar sempre disponível, atendendo às necessidades de todos, passando do horário, engolindo o almoço correndo, ou pulando refeições? Essa crença de que, para ser respeitado e valorizado, você precisa estar constantemente acessível pode estar tão enraizada que é difícil perceber que a validação não precisa vir por meio do sofrimento. Nem tudo de bom na vida exige dor antes.

O que acontece, muitas vezes, com quem adoece aos poucos, é a frustração de ver que todo esse sacrifício não resultou na tão esperada promoção ou naquele feedback que você tanto almeja. Isso porque alguns gestores e empresas não buscam o diferencial ou o cuidado do outro; eles vêem o trabalhador apenas como alguém útil para uma função específ**a, facilmente substituível.

Mas entenda: isso não é um problema seu! Não é uma falha de caráter ou uma deficiência sua. E, definitivamente, não é sua obrigação resolver problemas de personalidade de pessoas que não reconhecem o valor no trabalho alheio.

Existe um limite claro entre estar disponível dentro do horário comercial e adoecer para sobreviver na esperança de finalmente alcançar uma posição. Seu bem-estar e sua saúde mental são prioridades.

Já se sentiu assim? Compartilhe sua experiência nos comentários. Sua história pode ajudar mais pessoas a traçar esse limite.

Você já se sentiu sufocado(a) por práticas ou regras internas que parecem te empurrar para o limite, mesmo sem um "vilão...
24/06/2025

Você já se sentiu sufocado(a) por práticas ou regras internas que parecem te empurrar para o limite, mesmo sem um "vilão" específico? Aquela pressão para bater metas impossíveis, a sensação de que não há um canal seguro para reclamações, ou a falta de clareza sobre suas funções que gera sobrecarga constante? Isso pode ser assédio moral institucional.

É crucial entender que o assédio nem sempre vem de um chefe abusivo ou de um colega que te persegue. Muitas vezes, ele está enraizado na cultura da própria organização. Quando a violência psicológica não é apenas um ato isolado de um indivíduo, mas sim uma prática tolerada, incentivada ou até mesmo estrutural, estamos falando de um ambiente onde esse tipo de comportamento é a norma, não a exceção. Isso se manifesta em metas inatingíveis, comunicações internas falhas, ausência de feedback adequado, burocracia excessiva que impede o trabalho, ou a normalização de ambientes onde a pressão desmedida é "parte da cultura".

Quando uma empresa negligencia o bem-estar de seus trabalhadores, tolera o estresse crônico e falha em criar canais de apoio reais, está, de certa forma, institucionalizando o assédio. É um ciclo vicioso que adoece, desmotiva e expulsa talentos. Sua saúde mental e dignidade no trabalho não são negociáveis.

Qual sua opinião sobre isso?

Nem sempre podemos afirmar que a pessoa está “viciada” em celular.Às vezes, é uma maneira de anestesiar o que sente.➡️ A...
23/06/2025

Nem sempre podemos afirmar que a pessoa está “viciada” em celular.
Às vezes, é uma maneira de anestesiar o que sente.

➡️ A ansiedade do fim do dia.
➡️ O vazio entre tarefas.
➡️ O medo de f**ar sozinho com os próprios pensamentos.

As telas dão um alívio rápido. Mas a conta chega.
Burnout, insônia, irritação, desmotivação, cansaço, intolerância com os outros, desejo de isolamento.

E o pior: a sensação de que você não tem mais controle sobre seu próprio tempo.

👂 Na psicoterapia, você não escuta julgamentos. Você aprende a reconhecer os gatilhos e a cuidar de si sem fugir de si.

🗨️ Você merece mais do que um alívio passageiro. Merece descanso real e reconexão.

Pense bem: quantas vezes você ouviu que "precisa ser mais resiliente" como se fosse uma característica individual e inat...
19/06/2025

Pense bem: quantas vezes você ouviu que "precisa ser mais resiliente" como se fosse uma característica individual e inata? A chamada resiliência se origina a partir da força do grupo, no apoio mútuo e em um ambiente onde você se sente seguro para ser como é, com suas forças e vulnerabilidades.

Estudos na Europa provam: lugares com um "clima psicossocial seguro" (PSC), ou seja, onde as pessoas se sentem à vontade para conversar, dar feedback e pedir ajuda, têm 4 a 13% MENOS Burnout, faltas e presenças desgastadas.
Isso signif**a mais gente feliz e produtiva!

Quando há conversas reais, feedback sincero, reconhecimento e apoio mútuo, a pressão individual simplesmente PERDE SUA FORÇA. É como um escudo coletivo que protege a todos.

Gestor, sua equipe não precisa de heróis, precisa de um ambiente de trabalho onde haja cuidado. Que tal começar a criar espaços mensais de escuta ativa? Um momento para acolher os sinais de exaustão, oferecer suporte psicológico e mostrar que a instituição se importa de verdade, com cuidado genuíno.

A resiliência não é uma meta individual, é um compromisso coletivo.

E você, como sua equipe cultiva a resiliência?

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70252520

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